A ressurreição de uma amizade.

Pra quem começou a temporada reclamando das atitudes do nosso JhonDiggle, até que não posso reclamar de demora em resolver a situação. A troca de figurinhas e as iniciativas de Oliver para reaver a confiança do parceiro de aventuras definiram o tom da narrativa de Restoration e até que o resultado foi satisfatório.

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Já sabíamos que os esforços de Jhon na investigação dos assassinos de seu irmão seriam recompensados esse ano. Quando Demian foi anunciado como vilão – e cá entre nós vem fazendo um bom trabalho –o termo HIVE foi automaticamente relacionado ao MrDarhk, o que ascendeu às referências que tivemos sobre essa organização desde a primeira temporada. O interessante é tivemos nesse episódio a personagem responsável pelo recrutamento de Floyd Lawton e a revelação que a HIVE é na verdade uma rede de associados e não uma organização unilateral. Isso abre um leque enorme de possibilidades e pode trazer para o show novas ameaças futuras. É estranho pensar que um vilão com a pegada do Demian seja um lacaio sujeito a aprovação de outros associados, porém toda colmeia possui uma rainha e eu já tenho apostas para quem pode ser a desta.

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A volta da irmandade entre Oliver e Digneto era necessária. Não somente para garantira a boa interação entre os membros do team Arrow, como também uma maior fluidez na narrativa. Até que estou gostando dessa nova personalidade do Oliver. Devo dizer que concordo com o Super herói Hot Cock – o cara que apareceu no Podmaníacos dessa semana e infelizmente não pude conhece-lo–Oliver agora é o herói de Star City, o Arqueiro Verde é o protetor da cidade. Não existem mais motivações frívolas. Vingança, redenção, autoconhecimento, essas coisas ficaram nas temporadas passadas. Temos agora um novo Oliver Queen, um cara que está preocupado em ajudar a cidade e só.

Já em Nanda Parbat o esperado aconteceu e trouxeram Sara Lance de volta a vida. Eu acho que a inconstância e habilidade de mudar de opinião é um item determinante no cargo de Rás Al Ghul porque foi só o Malcolm vestir a roupinha de líder da Liga que começou a mudar de opinião rapidinho. Primeiro não traria a Sara de volta de jeito nenhum, aí foi só brigar com a Thea que decidiu que permitiria mergulhar a Canária na banheirona. Na boa!? Não sei nem o que comentar direito, talvez só possa dizer que concordo com tudo que a Nyssa disse. Infelizmente essa ação mancha a Laurel de uma forma completamente incoerente com a história da personagem, mas fazer o que? Talvez a celebre frase: Aceita que dói menos. Deva ser utilizada aqui (pra mim, caros leitores, pra mim) já que o plot de recuperação da sanidade da recém-ressuscitada foi aberto e teremos muito com o que lidar ainda.

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O caso de Thea evoluiu e acredito que veremos um breve treinamento futuro. A Speed deverá aprender a lidar com sua sede por sangue ou isso a atrapalhará em campo. Gostaria que isso trouxesse outras vantagens, tipo imunidade a ataques místicos, o que seria de grande valia contra um inimigo como Demian. Veremos se haverão mais surpresas na jornada da moça, mas por enquanto sou só elogios. É incrível como a Willa consegue ficar mais gata ainda quando está de uniforme.

Dessa vez o vilão da semana não foi importado de Gothan City e sim de Central City. Transformaram o Double Down em um Meta humano e o importaram para Star City. O cara que arremessa cartas teve seu papel na história e serviu para formar o elo entre Oliver e Dig, já que levar uma carta pelo seu amigo conta como levar um tiro.

O formato da quarta temporada vai se definindo e aos poucos vamos apagando os erros do ano anterior. Confesso que foi sofrível ter que ver Malcolm como Rá’s e lembrar como o cara foi parar naquele posto. Porém, de tudo que acompanhamos até aqui, digo que a esperança no show só vem aumentando e essa temporada tem tudo para nos apresentar uma base sólida para a criação de uma mitologia duradoura e uma personalidade forte para o Arqueiro Verde.

4×04: Beyond Redemption

E a corrida eleitoral começa.

Começam os preparativos de campanha e de quebra a equipe ganha um novo QG. É assim que o episódio da semana se consagra com um bom ritmo, uma cadencia de acontecimentos interessantes e com elementos se desdobrando em plots que darão lucro para o show. Arrow esta retornando a boa forma e a agilidade da trama já começa a aparecer.

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Particularmente, o que mais me deu prazer em assistir nesse episódio foi o confronto entre Oliver e Quentin. Comparações com a temporada anterior são impossíveis de se evitar e justamente por isso que eu queria gritar com o Capitão Lance a um bom tempo. Ver Oliver lavando a alma após descobrir a relação do ex sogro com o vilão do ano foi interessante. A forma meio aleatória de como isso foi colocado na mesa passa a impressão de conveniência de roteiro e “sorte”, mas e daí? Apesar de tudo foi coerente, um descuido dos associados que permitiu que Felicity pudesse capturar a cena através de uma câmera de transito. Isso mostra o quão rápido tudo tende a se desenvolver esse ano. Ter o Lance colocado na parede por Oliver no quarto episódio da temporada me pegou de surpresa, já que esperava que um deslize do Capitão fosse aparecer após um plano mais ousado do Darhk. Enfim, agora o AKA Detetive é um infiltrado do Team Arrow. Um espião que será útil para as investigações do grupo. Como o mundo da voltas, Quentin volta a ser um aliado do grupo e muito provavelmente apoiará a candidatura de Oliver.

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Apesar de não termos nenhum vilão característico de quadrinhos essa semana uma força tarefa anti-vigilante como desafio foi o suficiente para apimentar um pouco as coisas. O objetivo aqui é enfatizar que Star City esta em ruinas. Os serviços já não funcionam mais e até os melhores e mais recomendados policiais estão sucumbindo ao desespero. É nesse cenário que Oliver se candidata a prefeito. Em uma cidade onde a esperança já não pode ser encontrada apenas nas boas ações.

Podemos até fazer um paralelo com a situação de Star City e o show propriamente dito. Após as criticas do ano passado devido à péssima temporada, a série caiu em certo limbo para muitos fãs. Precisaríamos de algo com o impacto suficiente para reaver o encanto proporcionado na primeira e segunda temporada. Aí então tivemos o lançamento do Arqueiro Verde, o nome original do herói passa a ser ouvido acompanhado de uma reformulação em seu uniforme e uma equipe mais preparada. O personagem principal se apresenta mais leve, focado e até mesmo com melhor senso de humor. Um vilão competente e um novo QG completam a equação. Assim como o herói a cidade mudou de nome. Deixamos Starling para trás, a mesma que tentaram destruir três vezes durante as três temporadas anteriores. Dessa vez não são as ruinas do Glades que servem de cenário para o caos urbano, é toda a cidade que se encontra em um êxodo motivado pela insegurança de seus moradores. Assim como a série Star City precisa de um novo herói e é aí que Oliver Queen surge para ser prefeito.

O discurso motivacional composto por parte da abertura do show e clamando por união e esperança deve ter sido o mesmo recitado pela equipe de roteiristas antes de começarem a escrever a quarta temporada. Salvar a cidade é o mesmo que salvar a série e posso dizer que fui mordido pela mosca azul da causae passei a acreditar nas palavras de Oliver. O único receio, e o que me deixa com a pulga atrás da orelha, é pensar em como Oliver lidará com as escapadas necessárias durante o seu mandato. Mas deixaremos isso para quando ocorrer.

A reação de Quentin ao ver a TheWalkingSara foi surpreendente. Legal como os roteiristas deixaram apenas Laurel como a incoerente da história e até o pai da moça teve seus questionamentos. Apesar de tudo ainda tivemos a dica que explica a situação feral que se encontra a Canarinha, Sara está sem alma. O poço trouxe seu corpo de volta, mas não sua alma. O bônus dessa ressureição é que trará um icônico personagem do selo Vertigo para Arrow o que pode nos dar um memorável crossover.A interação com o universo místico da DC pode ser interessante e é claro que estou curioso para saber como se comportarão. Que a caçada pela alma de Sara Lance comece.

Além do retorno de Sara temos Ray tentando se comunicar com Felicity a partir de um terminal da Palmers Tech. É muito óbvio que Palmer esteja preso em sua forma diminuída após o acidente. Gostaria de ver como o cara se virou estando seis meses pequenininho. O que eu não entendo é que se ele consegue acessar o celular da Loira, por que não manda uma mensagem mais clara de uma vez? Eu acredito que o cosplay do Samuel L. Jackson (lembram-se dele no filme Unbreakable com o Bruce Willis, o cara é igualzinho) vai descobrir isso e ajudar o antigo patrão a retornar para o mundo macro e finalmente compor a nova super equipe. Dos personagens de LegendsofTomorrow, Ray Palmer é que mais me anima.

Agora que a morta viva escapou o segredo de Laurel será escancarado para todo o time, os julgamentos começarão e com eles uma caçada por Star City. Estou curioso para saber quantas vidas o Poço cobrará por trazer Sara de volta e se o fato dela estar sem alma implica que não tem emoções. De qualquer forma veremos como John Constantine lidará com a situação nesse que promete ser um memorável crossover.

Ps1: Ainda não consegui ver relevância nos flashbacks desse ano. Todo paragrafo que escrevo comentando algo acaba por ficar por fora do texto final. Enfim, ainda espero por algo que valha a pena comentar.

Ps2: Mais uma vez me desculpem por estar longe dos comentários, esse fim de ano está bem puxado e o tempo está curto.

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