Por um mundo com mais episódios duplos!
As vantagens de se ter um episódio duplo são muitas. A história pode ser mais bem trabalhada, os personagens têm mais espaço para crescerem e não há a obrigação de solucionar algum problema em 40 minutos, deixando tudo muito mais gostoso de acompanhar. Quem acompanha Doctor Who sabe que a nona temporada está sendo dividida somente em histórias de episódios duplos. Supernatural, assim como já fez na reta final da 10ª temporada, poderia colocar mais episódios assim, com histórias que envolvam mais de um episódio.
Separar Sam e Dean foi um trunfo grande do episódio. Cada história foi interessante ao seu modo e a direção do veterano Phil Sgriccia soube alternar bem os momentos. Somado a elas, ainda houve a trama de Castiel, que apesar de não ter sido tão empolgante, ainda houve bons momentos. Se no episódio passado tivemos referência ao filme Extermínio (2002), agora foi a vez de Zumbilândia (2009) ganhar uma mençãozinha. A cidade abandonada e um andarilho sendo acompanhado pela câmera foram bem característicos do gênero, assim como Sam se armando de improvisos do mercado. Através de sua história, descobrimos que o “contágio” (as referências não param nem aqui na review, não é mesmo?) não segue um padrão, ou seja, cada pessoa pode levar um tempo diferente da outra para se transformar completamente. Foi perfeitamente previsível, mas compreensível, senão Sam se transformaria tão rápido quanto os outros.
Logo depois conhecemos Billie, uma ceifadora. Toda a cena foi bem medonha, com toda aquela música que parecia ser uma ode à Morte. Sinistra… Ela prometeu para Sam que ele e Dean não serão mais salvos, como já estamos cansados de ver, então na próxima vez eles serão enviados para o Vazio. Não me lembro disso ser citado antes, mas se realmente foi o caso, o que será isso? Existe o Paraíso, Inferno, Purgatório e agora o Vazio? Vamos esperar.
A cena de Sam chamando por Deus foi bem legal também. Bastante emocionado, ele pediu que Deus tivesse misericórdia de Dean, mas que está em paz se tiver que partir para a Terra dos pés juntos. Após isso, Sam teve umas alucinações dele sendo torturado. Seriam consequências da infecção ou seria Deus mandando um sinal para ele? Pendo mais para a segunda hipótese! Por exemplo, a mensagem de Deus significaria “A solução para o seu problema está onde sua alma foi torturada” (Essa iria passar despercebida se não fosse pela minha namorada Renata. Obrigado!). De qualquer forma, Sam se lembrou da dica de Billie e encontrou na internet a cura para a infecção. A solução foi meio tosca, mas creio que tal aflição só foi saciada momentaneamente e isso ainda trará sequelas para quem foi infectado.
Em relação à história de Castiel, sua tortura não teve nada de mais. De destaque, tivemos a morte de Hannah e dos anjos torturadores por Castiel, o que poderá trazer consequências tanto para o próprio quanto para o Céu em geral. Os alarmes soaram como nunca antes e todos estão atônitos com a presença da Escuridão. Sem a aparente liderança de Hannah, quem tomará para si a responsabilidade? Onde está Metatron?
A trama de Dean foi, talvez, a mais interessante do episódio, muito devido ao fato da descoberta da marca na bebê. Ao deixar Jenna e Amara com a avó, ele foi chamado de volta devido à descoberta dos poderes psíquicos. Who are we gonna call? Ghostbusters! De volta à casa refúgio da xerife, Dean encontrou ninguém mais, ninguém menos que Padre Crowley. Imaginem a cena de ter o Rei do Inferno no clássico O Exorcista, de 1973? Sua participação foi uma das melhores coisas do episódio e suas frases foram demais (“Hello, plot twist”). A crítica aos padres pedófilos (e coisas piores) foi boa também. Agora que ele tem a garotinha Amara em suas mãos, o que será que ele vai fazer? Quais seus planos? Ele quer trazê-la para seu lado, com certeza, mas para qual finalidade? Aguardemos!
Dessa forma, o episódio encerrou com a cena de Amara sorrindo de forma amedrontadora e com a cena dos irmãos se reencontrando no Bunker (claro, sem qualquer menção de Sam à sua jornada de cura. Esperem por uma DR futuramente e por Dean tentando salvar seu irmão) e encontrando Castiel ferido. O episódio foi um pouco melhor que o anterior, mas ainda não engrenou. Vamos continuar acompanhando, pois estou curioso para ver os rumos que essa história vai levar. Até a semana que vem!
OBS.: Definitivamente os roteiristas estão nos afastando da ideia da amizade entre Dean e Crowley. Será que já temos o Rei de volta?
OBS.2: Dean ter a oportunidade perfeita de matar Crowley e desperdiçar foi de uma estupidez tremenda. Claro que digo isso de forma crítica, pois como fã não desejo que isso aconteça já. O problema mesmo foi o modo como o episódio colocou tal situação.















