Fantasmas!! Fantasmas!! Fantasmas??
O ano é 2119 e estamos em uma base subaquática acompanhando uma equipe que acaba de encontrar uma nave de origem alienígena, mas as coisas ficam ainda mais estranhas quando fantasmas surgem e os atacam.
Essa não é a primeira vez que fantasmas são temas de um episódio de Doctor Who. “The Unquiet Dead” e “Hide”, por exemplo, já usaram as criaturas como pano de fundo de suas histórias e no final acabaram revelando que os seres ectoplasmáticos eram na realidade criaturas alienígenas. Então, por mais que me pareça atrativo a existência de fantasmas no universo DW, creio que no fim haverá uma explicação mais “racional” para essas criaturas. Eu aposto em algum tipo de ligação com ondas eletromagnéticas, pois tivemos algumas pistas ao longo do episódio que podem ajudar a solucionar o mistério.
E é claro que se existe um mistério em algum lugar, a TARDIS fará questão que o Doctor esteja lá para resolver o problema, pois ela sempre o deixa nos lugares onde ele precisa estar, mesmo que isso a deixe incomodada. E você sabe que a coisa está crítica quando a TARDIS não consegue ficar em silêncio e quer sair dali o mais rápido possível.
E não importa o quanto a TARDIS gema, grite e chore, o Doctor não dará as costas para o problema até que ele esteja solucionado. E além da Clara, o nosso Time Lord também contará com a ajuda da tripulação formada por: O’Donnell, Bennett, Lunn e Cass. E falando em Cass, eu preciso elogiar a decisão do roteiro em dar todo esse espaço para uma personagem surda.
Cass não é apenas uma personagem deficiente colocada nessa história para preencher alguma cota ou ser usada para causar empatia no público por ser frágil. Ela é uma personagem deficiente que é CAPITÃ da equipe, é considerada forte e a mais esperta entre todos ali pelo próprio Doctor e é de grande ajuda no caso dos fantasmas. Uma salva de palmas aos roteiristas por essa inclusão e por fugirem do estereótipo de coitadinha.
O caso dos fantasmas é realmente muito intrigante. Por mais que nos sejam dadas mais informações a cada instante é muito difícil chegar a uma conclusão do que realmente está acontecendo. Quanto mais informações, maior é o mistério. E essa sensação de aflição de não saber o que está acontecendo não mexe só conosco, mas com o próprio Doctor. A excitação que ele demonstra ao perceber que o assunto é algo que ele não domina é sensacional, parece uma criança que acaba de ganhar um presente. Acontece que mesmo excitado com o que está acontecendo o Doctor ainda não consegue ser sensível aos problemas alheios e para resolver isso entram em cenas os incríveis cartões para se tornar um Time Lord melhor. Sério, de quem foi essa ideia genial? Eu não conseguia parar de rir lendo aqueles papeizinhos. Melhor ainda é o Doctor não entendendo exatamente quando e como eles devem ser usados. Clara trabalhe o lado social do Doctor, pois acho que ele não vai se dar muito bem com eles.
Ah! E Clara o que aconteceu com você menina? Te deram cafeína? Ligaram você no 330v? Tudo bem que qualquer um ficaria excitado em novas aventuras pelo tempo e espaço, mas você já está exagerando. Até mesmo o Doctor percebeu isso e pediu para que você fosse cautelosa. Não sei se isso é coisa da minha cabeça, mas algo me diz que essa necessidade absurda da Clara de se aventurar sem pensar nas consequências pode acabar sendo prejudicial a ela. Será que isso vai acabar resultando na despedida da Senhorita Oswald? Só o tempo dirá.
E só o tempo nos dirá o que aconteceu na viagem feita ao passado. Gente, como assim o Doctor virou um “fantasma”? O que foi que deu errado? Será que O’ Donnell e Bennett estão bem? Alguém vai descobrir que possui alergia a amendoim? O episódio teve mesmo quarenta e cinco minutos? Essas e outras perguntas respondidas no próximo episódio.
Considerações finais:
– Ainda não superei a saída da sonic screwdriver. Os óculos não me cativaram e não sei se um dia conseguirão.
– Por favor, não matem mais ninguém da equipe. Todos ali são legais e dificilmente eu me apego a mais de um personagem, mas como eu sei que dificilmente todos ficarão bem, salvem pelo menos Cass e O’Donnell.
– Sophie Stone, que interpreta Cass, é surda na vida real. E ela foi a primeira pessoa surda a ingressar na Royal Academy of Dramatic Art.
– O fantasma de cartola é um Tivolian. Essa espécie já apareceu anteriormente no episódio “The God Complex”.
– Dois séculos comemorando o Ano Novo? Haja disposição.
– Eu fui o único que se lembrou do desenho “Laboratório Submarino 2020” assistindo a esse episódio?














