
Ação com toques de humor. Espiões. Sensualidade. Romances. Mistérios. Uma bela protagonista. Um elenco afiado. Trilha sonora cool e moderna. Tiros. Explosões. Um bom roteiro… Bem, acho que eu poderia ficar dando milhares de motivos para que vocês assistissem Covert Affairs, nova aposta do canal USA que mira seu principal alvo – séries de espião – e acerta em cheio, nos apresentando um bom piloto, redondo, completo e irretocável.
Cliquem abaixo no “Leia Mais” e vejam minha humilde análise da melhor estréia dessa Summer Season…
Spoilers Abaixo:
Séries de espiões atraem o público, e isso é comprovado com a imensa quantidade de séries do gênero que estréiam a cada ano. Mas depois de Alias, Burn Notice e Chuck, não basta só mostrar o dia-a-dia de um agente da CIA ou de qualquer outra agência para atrair o público. Os casos de espionagem, o maquinário tecnológico de espião e as perseguições e quebra-paus da semana é um arroz-com-feijão básico nesse tipo de série. Para que o público acompanhe realmente sua série é necessário um tempero especial que transforma esse arroz-com-feijão em um banquete extraordinário. As três séries citadas acima conseguiram encontrar excelentes temperos para suas histórias e Covert Affairs, felizmente, também conseguiu encontrar o seu, que atende pelo nome de Annie Walker (Piper Perabo, Showbar).
Durante todo o episódio piloto acompanhamos os passos de Annie até se tornar uma Agente da CIA, desde o Teste de taquígrafo até a sua primeira operação na Agência. Fomos apresentados à CIA pelos olhos de Annie, sentimos o que ela sentiu e tivemos o gosto de sermos um novato na Agência por uma hora, graças à experiência de Annie. Se toda a série gira em torno da protagonista como nos foi apresentado nesse episódio, o sucesso dela dependeria somente de Piper Perabo, que fez um excelente trabalho. Ela estava completamente confortável e confiante no papel de Annie e conseguiu me convencer em todas as experiências por ela vivenciadas durante todo o piloto, seja nas cenas do seu trabalho, ou em casa com sua irmã e até mesmo nos flashbacks. O excelente trabalho de Piper nesse episódio ficou ainda mais evidente para mim porque o único trabalho da atriz fresco em minha memória era o filme Showbar (Coyote Ugly), onde sua personagem – Violet – não tem absolutamente nada a ver com Annie.
Portanto, só posso dizer que foi um presente termos uma ótima protagonista, pois, como destaquei, ela carrega a série nas costas. Para nossa sorte, entretanto, Piper Perabo está super bem acompanhada por um elenco excelente. Em menos de 10 minutos de episódio já era perceptível a dupla incrível que Annie formou com Auggie, o Agente cego e super-inteligente que auxiliou a moça em seu primeiro dia. E já que eu elogiei Piper, nada mais justo que eu também rasgue seda para Christopher Gorham (Ugly Betty, Harper’s Island). E para acabar essa seção elogio, deixo aqui meus parabéns para Peter Gallagher e Anne Dudek que mesmo com poucas cenas, conseguiram convencer como a lenda da CIA, Arthur Campbell e a irmã de Annie, Danielle, respectivamente. Meu único problema nesse episódio foi com Kari Matchett, que até soube desempenhar bem seu papel como a chefe de Annie, Joan Campbell, mas ficou devendo quando o assunto era seus problemas pessoais com o marido.
Mas vale destacar que nem só de bons atores se faz uma série. FlashForward surgiu para nos mostrar que sem um bom roteiro e sem um bom desenvolvimento da história uma série está fadada ao fracasso, mesmo que tenha um ótimo elenco e ótimos produtores. E mais uma vez Covert Affairs sai lucrando. Como eu disse lá em cima, o tempero especial da série eles já tinham, que é a ótima protagonista, tudo o que precisávamos era um básico arroz-com-feijão, e foi isso que tivemos. Nada muito engenhoso, nenhum caso gigantesco, sem explosões monumentais e nem um show de lutas coreografadas. Nesse episódio o que tivemos foi um simples caso de troca de informações entre a CIA e um assassino procurado que acabou se complicando. Duas cenas de luta, uma de tiroteio e uma de perseguição, e o máximo de tecnologia que vimos foi o computador em braile de Auggie (e também sua bengala high tech, que eu adorei). Simples assim. As explosões, as grandes lutas e os casos de quebrar a cabeça virão, eu tenho certeza, mas no episódio piloto o principal era nos situar na trama da série e na vida pessoal dos personagens, o que foi feito.
Claro que ainda temos muito a descobrir, muito a explorar, e esse processo deve ser incrível. Duvido que a história da cegueira de Auggie se resume aquela explicação dada por ele à Annie. E o retorno de Bem Mercer? O amor fugaz de Annie está no centro da trama, do alistamento dela e até mesmo de um plano dos Campbell de usá-la como cobaia. Não podemos nos esquecer também das informações vazadas por algum traidor para aquela jornalista. E bem, muitas outras coisas que na certa acontecerão nos próximos episódios… E se esses episódios tiverem a mesma qualidade que o Piloto, acompanharei toda a Temporada de Covert Affairs com o maior prazer. E espero a companhia de vocês nesse percurso.













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