Strike Back is back.       

Passaram-se um pouco mais de um ano desde que vi Strike Back pela última vez. E por mais que a série não seja de se ver só uma única vez, me comprometi em não rever a até então última temporada – já que quando se trata de séries, minha memória é ótima. Sendo assim, achei que Strike Back voltou como Strike Back. Explosivo, empolgante, cheio de adrenalina e com muito humor.

Depois de muito tempo longe do perigo, Michael e Scott voltam em uma missão no calor sufocante da Tailândia, onde um grupo local seqüestra Chloe, filha do embaixador britânico Robin Foster – que por sinal tinha uma amizade antiga com Philip Locke. Confesso que fiquei surpreso quando descobri que a operação na Tailândia era uma questão de amizade entre o coronel e o embaixador. Por mais que o motivo real fosse o seqüestro de Chloe, havia motivos concretos que fazia Locke presumir que o grupo responsável pelo ato interferiria de alguma forma no acordo de paz entre o Reino Unido e os norte-coreanos.

Os primeiros minutos de The Wait Is Over foram bem objetivos, assim como é toda a série. Talvez seja um dos diferenciais mais importantes que Strike Back possui, comparada a outros shows. Não houve ‘enrolação’ no sequestro de Chloe, o que nos permitiu a presumir tudo o que se ocorreria no episódio.

Talvez o que não estava previsto era a dificuldade que a Seção 20 encontraria na operação. Não me comprometo em rever o episódio devido ao meu curto tempo disponível, mas até agora não me passa pela cabeça como os tailandeses sabiam da existência da tentativa de resgate.

Ver Michael encontrar um amigo nos subúrbios de Bangkok foi realmente irônico, ainda mais num bar chamado Bang Bang Club – foi hilário ver a reação do Scott. Pelo menos as informações que Garland deu foram certeiras, e conhecer Ray McQueen logo depois da cena foi uma boa jogada dos produtores, principalmente quando ele mostrou do que era capaz – isso antes de saber que ele não era ninguém perto das pessoas envolvidas por trás do seqüestro.

A cena da boate talvez tenha sido a mais legal, em termos de ‘conjunto da obra’. Scott bajulando Richmond, como de costume e Michael entrando na brincadeira de: o quê? Vocês dois? Desde quando? Mas talvez o que mais chamou a atenção – além de perceber que McQueen reconheceu Richmond assim que ela entrou na boate – foi ver como eles trabalharam bem na construção de Aaron – segurança e primo de McQueen. Eu já sabia que um dos caras novas no elenco seria o britânico Michael Bisping, lutador de UFC, mas não imaginava que ele apareceria tão cedo na temporada. Foi engraçado ver que, pela primeira vez, Michael e Scott encontraram um cara nada moleza.

Tudo ficou mais tenso a partir da aparição da bomba que Robin Foster estava cegamente decidido em colocá-la nos pés do general Ong Ji-Woo. O discurso do embaixador foi brilhante, assim como os minutos finais do episódio. Desde a música de fundo à contagem regressiva entre Martínez e McQueen. Uma pena que Foster morreu – se é que ele morreu – depois de ter dito que nada do que estava destinado a fazer faria sentido sem sua filha.

Confesso que no começo eu assumi que a trama do episódio se resolveria em 42 minutos, mas como a coisa toda ficou em um ritmo cada vez mais alucinante, tornou-se evidente que os nossos bravos rapazes da Seção 20 terão um trabalho muito maior – mesmo que eles tenham conseguido resgatar Chloe em cima da hora.

5X02: Bring on the Banter

Já era de se imaginar que o sequestro de Chloe desencadearia tudo o que vimos em Bring on the Banter. Eu só não imaginava que o episódio começaria no mesmo ritmo acelerado no qual o episódio passado terminou. Parecia até que eu estava diante de um episódio de 88 minutos – assisti ambos em seqüência –, desses que sempre lançam nas season premiere.

O fato de Robin sobreviver à explosão me deixou surpreso, confesso. Cheguei a pensar que, por ele ter sobrevivido, o personagem acrescentaria algo a mais na trama, mas ao vê-lo sendo morto por Mai – o que não foi surpresa – interpretei que as pessoas envolvidas pelo roteiro quisessem abrir mais espaço para aquela confusão. Só não consegui compreender direito se Mai estava ou não envolvida em tudo o que estava acontecendo.

Não foi surpresa também ver Garland participar mais uma vez daquela correria louca na Tailândia. Se seu papel foi modesto no primeiro episódio, no segundo ele seguiu a mesma risca que fora traçada para seu personagem – mesmo que as aparições tenham sido pequenas, ele foi crucial para a Seção 20 naquela operação.

Se McQueen não era mais importante para as autoridades tailandesas, para a equipe de Locke ele era crucial. Foi irônico vê-lo correr para os braços de Michael e Scott quando soube que seria descartado. O que foi engraçado também foi ver o esforço que Locke e Scott fizeram para seguir os policiais. Sr. Benz era mesmo um cara engraçado. Voltando a falar de McQueen, pelo menos o ‘delinqüente inglês’ acrescentou algo à operação de Locke e teve uma morte digna ao levá-lo consigo Changrok – cena sensacional.

Stonebridges e Scott talvez tenham participado de um dos melhores conjuntos de cena de toda a história da série ao invadir o prédio da Divisão 39. Claro, achei um pouco exagerado eles conseguirem escalar todo aquele prédio, mesmo que estejamos falando de soldados treinados para tudo. Pelo menos toda a cena teve ação e humor. Mas o que foi espetacular mesmo foi a saída digníssima da dupla, deixando Lee no vácuo e saltando de pára-quedas – ostentação.

O Veredicto

Os produtores prometeram que Strike Back voltaria mais explosivo e melhor. Ainda tendo entender o porquê dessa promessa já que nunca faltou nada – absolutamente nada – na série. O enredo é perfeito, os efeitos, a produção, os personagens. Absolutamente tudo é perfeito na série, o que é raro ver hoje em dia em qualquer produção.

Os dois primeiros episódios foram bem movimentados, e o que parecia um mero resgate virou briga de gente grande. Como disse Locke, os envolvidos por trás do sequestro da Chloe queriam um osso maior do que o próprio sequestro. Eles queriam culpar o ocidente pelo incidente, porém ainda há dúvidas se Lee – talvez o cara por trás de tudo – está um passo a frente da Seção 20.

Considerações finais

– Não da para acreditar que Scott ainda não transou na temporada.

– Será que Mai era a informante?

– ‘Os planos nunca sobrevivem no embate com o inimigo’. Miley Cyrus? Sério?

– A cena final do segundo episódio foi um pouco ‘emocionante’, uma coisa até que um pouco rara na série.

– Eu realmente gostei do Sr. Benz.

– Sou fã de carteirinha de Strike Back, e muito me agrada ser o reviewer da série. Espero que gostem dos textos e que interajam com a gente.

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