
Mais um colaborador para o time e agora com comentários dos episódios finais da segunda temporada de Chuck. Vamos só torcer para não ser comentários finais da série.
Spoilers Abaixo:
E então conhecemos o pai de Chuck e Ellie: Stephen Bartowski. Um homem já destruído pelo tempo, de aparência serena e até frágil, que vivem em um trailer e tem devaneios sobre épocas gloriosas do seu passado, onde fazia invenções que futuramente vieram a se tornar utilitários do cotidiano. Stephen, para todos que o conhecem, é um louco que abandonou a família por não dar conta de lidar com o fato de que teria de criar os filhos sozinhos. Mas nós agora o conhecemos melhor e, definitivamente, não podemos chamá-lo de louco. Louco é tudo o que Stephen Bartowski não é.
Desde que foi levantada na série a hipótese de termos uma participação do patriarca dos Bartowski eu imaginei que ele teria alguma ligação com a CIA/NSA/FULCRUM, pois Chuck não é uma série de muitas surpresas e não colocaria um novo personagem que não estivesse diretamente ligado com a história de Chuck e o Intersect. Mas confesso que me surpreendi quando vi que ele era o Orion, a pessoa que criou o Intersect que hoje “habita” na cabeça de seu filho. Esse é um dos diferencias que tornam a série especial. Mesmo que algo seja previsível, ainda assim conseguimos nos surpreender em Chuck. Esse é apenas um dos diversos motivos que me levam a pensar que a série merece, mais do que nunca, sua renovação para a terceira temporada.
O episódio começa com Chuck e Sarah encontrando Stephen e convencendo-o a voltar para casa, para o casamento de Devon e Ellie. Eles têm uma reação inesperada ao ver o pai e o clima pesa na casa dos Bartowski. Mas Chuck nem tem tempo para lidar com isso, pois a sua carreira como agente da CIA não tem licença para problemas familiares e uma nova missão lhe é designada, onde ele teria de se infiltrar na Roark Instruments, que estava lançando um novo Sistema Operacional que a CIA acredita conter um vírus que vai destruir toda a internet.
Chuck então vai numa entrevista para conseguir um emprego (como ele mesmo, sem mentiras e disfarces) e, de fato, consegue. Arrumar o emprego dos seus sonhos, mesmo sendo “de mentirinha” causa vários conflitos no nerd sobre desfrutar ou não do fictício emprego. Todas as cenas na RI foram sensacionais, desde a entrevista onde ele teve que sentar em uma bola, assim como ver Sarah e Casey vestidos de nerds, até a seqüência onde Chuck tem que destruir o lançamento do novo sistema da RI.
Em meio a tudo o que estava acontecendo, Chuck descobre que seu novo chefe, Ted Roark, foi amigo do seu pai anos atrás, mas que Stephen o acusa de criar sua fortuna em cima das invenções dele. Porém Chuck não dá muita atenção às loucuras de seu pai, pois ele está cheio de conflitos internos para se preocupar, no entanto, é em uma dessas conversas com seu pai que ele tem a dica que precisava pra encaixar o quebra-cabeça: Roark está criando um outro Intersect para a FULCRUM.
Ao perceber que não terá o apoio de Casey e Sarah se não contar sobre o presentinho que Orion lhe deixou, Chuck age como o Agente Charmichael, apaga o Major Casey e vai para a Roark Instruments. Lá, ele tem a revelação de que seu pai, na verdade, é Orion. Mas antes que os dois possam tirar as informações da cabeça de Chuck e passar para o Intersect 2.0, Ted aparece e revela à Stephen que o novo Intersect tem problemas que só ele pode resolver. O Sr. Bartowski então concorda em arrumar o Intersect 2.0 desde que nada aconteça à Chuck, que é liberado e perde seu pai mais uma vez.
Se já há algum tempo Chuck agia como um verdadeiro agente da CIA, agora então acho que o nerd vai se dedicar ainda mais. Percebe-se isso quando ele desafia a General dizendo “Nós somos sua melhor equipe” ou quando não deixa que Ellie elimine todas as esperanças da presença do pai em seu casamento. Chuck sempre foi uma vítima do Intersect, mas agora ele está ligado à FULCRUM e ao Intersect como nunca teve, é uma questão de honra agora, e ele vai até o final para cumprir suas promessas.
Com esse episódio, a trama da reta final da temporada (faltam três episódios) está bem clara. Só espero que esses próximos três episódios não sejam os três últimos da série. Façam promessas, acendam velas, liguem para a NBC chorando ou sei lá o que for necessário para que a melhor comédia da atualidade não seja cancelada.














