Os melhores quarenta minutos do ano!
Amigos série maníacos,
Dando continuidade a uma tradição iniciada em 2013 (passou de um ano já vira tradição =P), o time do Série Maníacos se reuniu em uma verdadeira festa da democracia (#TSEstyle) para eleger os mais marcantes, os melhor escritos, os melhor dirigidos, os melhor atuados, os mais envolventes, enfim, os melhores episódios que a TV produziu no ano de 2014. Nosso time de reviewers opinou e escolheu os 10 melhores episódios do 1º e do 2º semestre.
Como toda suruba festa da democracia, o resultado é bastante heterogêneo e por vezes a controvérsia domina. Além disso, como a escolha de um episódio de destaque em uma temporada é bem subjetiva, determinadas séries arrasa-quarteirão tiveram mais de um episódio entre os 10+. Dessa forma, a apuração da votação (que foi coordenada pelo colega Aaron Engel e por mim) resolveu agrupar episódios de mesma série na mesma posição do post, ficando assim o mais votado como “titular” e o menos votado como “menção honrosa”.
Sem mais blá-blá-blá, vamos aos 10+ do 1º Semestre de 2014! Em breve, sai a lista dos melhores episódios da segunda metade do ano!
10º Scandal 3×18 – The Piece of Free and Fair Election (por Gabriel Lanzaro)

Ao entreter com sua temática principal, Scandal poderia ser muito bem enquadrada na citação de Winston Churchill: a política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa, mas na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez enquanto que, na política, diversas vezes. Entretanto, The Price of Free and Fair Elections, finale da terceira temporada, ultrapassa todas essas noções no que se refere a um mundo bem mais obscuro, no qual todos se perguntam em qual mundo estão realmente vivendo ou em que ponto deixaram de ser humanos para colocar a política em primeiro lugar. A promessa de reeleição de Fitzgerald Grant sem que as urnas fossem fraudadas, como ocorrido há quatro anos, foi uma releitura prática da célebre frase de Maquiavel de que os fins justificam os meios, mesmo que isso significasse: pensar na morte não como luto, mas como uma vitória; quase explodir uma igreja repleta de políticos, incluindo a vice-presidente; cometer assassinatos pelo bem da República e, mais tardiamente, pelo bem da eleição. Apesar de literalmente não mexerem no sistema eleitoral americano, Olivia, Cyrus e Mellie, principalmente, percorreram um longo caminho para garantir mais um mandato de Fitz, culminando no desfecho desta finale.
Diante disso, o episódio em questão se caracteriza por ser cercado por segredos e bombas-relógio prestes a disparar em qualquer momento, destacando algumas atuações notórias. O objetivo maior é, de fato, alcançado, embora tenha trazido diversos efeitos colaterais, como as duas mortes relevantes e a reflexão de Olivia Pope sobre o fato de tudo de ruim estar associado a ela, pensamento este que a obrigou a tomar uma decisão importante. A dissolução da Pope & Associates, mesmo que parcial, foi apenas uma das consequências desastrosas de eleições limpas e justas, como dito por Rowan, apenas no sentido estrito da palavra.
Por isso tudo, The Price of Free and Fair Elections foi extremamente feliz ao encerrar de forma digna uma excelente temporada de Scandal mostrando que a política nas suas sombras é ainda mais escura e fazendo-nos refletir sobre cenários eleitorais diversificados.
9º Penny Dreadful 1×07 – Possession (por Alexandre Bonfá)

Tal qual os fanzines de horror do início do século XX, apelidados de Penny Dreadfuls por custarem somente um 1 penny, esta série do Showtime conseguiu surpreender a todos, baseando-se numa premissa amplamente explorada: repaginar os monstros clássicos da literatura e seus coadjuvantes. Assim, ela nos apresentou ao longo desta curta temporada, o Dr. Frankenstein, Caliban, Van Helsing, Drácula, vampiros, bruxas, lobisomens, demônios e, até mesmo, Dorian Gray, que apesar de pouco aproveitado, tornou-se um deleite em cada pequena aparição, tanto para nós, quanto para quase todos os personagens que acabaram dividindo-lhe histórias de alcova.
Por que tanto sucesso? Seu grande trunfo foi ser elegantemente suja, assim como fôra seu par impresso e isso não tem nada a ver com falta de orçamento. A sujeira e a probreza custaram caro, com locações e figurinos de primeira qualidade que combinaram perfeitamente com as atitudes desvirtuadas de todos os personagens. Sintetizando, a série nos dá asco e nos constrange num nível poucas vezes mostrado, e ainda assim, adoramos muito tudo isso!
Quase todos os episódios poderiam ser homenageados neste post (o season finale talvez seja a única exceção), mas Possession é sem dúvida nenhuma, o melhor de todos e justifica-se por duas palavras: Eva Green. Antes do fatídico momento em que ela é possuída por Amunet, Vanessa Ives já tinha mostrado que podia nos aterrorizar, flutuando possuída em meio à festas e cuspindo aranhas em rituais satânicos. No entanto nos 50 minutos em que ela ficou amarrada na cama, se contorcendo, se debatendo, sendo exorcizada e zombando das relações homossexuais entre Ethan e Gray foram absolutamente espetaculares, gerando-nos um mistura complexa de angústia e excitação. E para fechar com chave de ouro, depois de quase perdermos o fôlego com a sequência da possessão, descobrimos os motivos que a levaram a passar por todo aquele sofrimento e desejamos ardentemente que Sir Malcolm queime no inferno. Um episódio para ser excelente tem que mexer intensamente com as emoções e Possession extrapola muitas delas.
8º Veep 3×08 – Debate (por Carlos Müller Villela)

É muito complexo para uma série de comédia passar da primeira, segunda temporada e continuar inovando. Mais ainda, além de complexo, é raro. E Veep nessa absurda terceira temporada inovou com plot twists – coisas que raramente acontecem fora de dramas.
O episódio já começa com a mudança de visual de Selina em plena campanha eleitoral, algo que talvez não desse certo e que não ocorre tanto em programas de televisão. Em Felicity, Keri Russell mudou o visual e deu muito errado – mas era drama, né? Aqui é comédia sobre POLÍTICA, ou seja, os erros dos personagens não são apenas bem-vindos: também são material para o episódio inteiro. Temos Dan retornando ao escritório elevado a Buda, falando frases de amor e tudo numa boa e no fim jogando tudo pra cima e dizendo foda-se essa porra toda.
Contudo, o grande momento do episódio é, como está no nome, the debate. O candidato à presidência e ex-treinador esportivo que saía do púlpito para perambular pelo estúdio, os outros dois candidatos hesitantes e Selina sempre procurando entre a multidão a trupe de atrapalhados para buscar ajuda.
O legal de Debate é que ele representa com firmeza a guinada de Veep: agora não tem retorno, Selina foi a debate, ela é candidatíssima a presidente. E os dois episódios seguintes seguem surfando na onda (ou melhor, na enorme pedra jogada na água) de Debate para encerrar a terceira temporada de Veep como a melhor comédia do ano.
7º Looking 1×05 – Looking For The Future (por Guto Cristino)

“Dois homens, um encontro, uma bela referência a Friends e um dos melhores episódios de uma série de TV em 2014.” Foi com essa frase que iniciei o meu texto sobre o episódio ainda no mês de fevereiro, mas 2014 se passou e ela continua sendo extremamente verdadeira.
A grande peculiaridade de “Looking for the Future” reside no fato de que todos os arcos da série foram pausados por um episódio inteiro para possibilitar que testemunhássemos um mágico momento a dois, o primeiro dia a dois de Paddy e Richie, e nos sentíssemos imersos de verdade nesse encontro. À medida que os dois vão conhecendo um ao outro, nós também passamos a saber mais sobre esses personagens tão redondos e sobre suas múltiplas camadas.
A dicotomia do roteiro, que une dois personagens tão diferentes para mostrar como opiniões e visões de mundo divergentes podem se complementar maravilhosamente bem, é interessantíssima. Um deles é aceito (com ressalvas) pela família, o outro não. Um conhece tudo sobre cultura pop, o outro não. E, como não poderia deixar de ser, a discussão entre preferências sexuais dos gays (ativo e passivo) é extremamente bem abordada, com um retrato fiel dos preconceitos que existem fortemente em nossa sociedade e que também respingam na própria comunidade LGBT, sendo reproduzidos até mesmo por boa parte dela. A fotografia e a direção são primorosas, e a química resultante do bom trabalho de Jonathan Groff e Raúl Castillo obriga até mesmo aqueles que haviam torcido o nariz para Richie a achar o casal adorável ao menos durante esse episódio.
Por ser um episódio de uma série de nicho, “Looking for the Future” provavelmente não tenha sido tão visto quanto merece. Bastante inspirado pelo longa “Weekend”, que, assim como o episódio da série, foi assinado e dirigido pelo competentíssimo Andrew Haigh e é obrigatório para quem gostou de Looking, o quinto capítulo da saga de Paddy transpira genialidade e aborda com gigantescas doses de sutileza inúmeras questões recorrentes no cotidiano dos gays. Quem não viu essa verdadeira poesia em forma de episódio não faz ideia do que está perdendo.
6º Orange Is The New Black 2×13 – We Have Manners, We’re Polite (por Gabriel Tubbs)

Quem assiste a essa magnífica obra de Jenji Kohan sabe o quanto o roteiro desenvolve com sabedoria a profundidade psicológica de todos seus personagens. Essa característica nos permite uma aproximação muito forte com aqueles que nos identificamos mais. E é por conta desse relacionamento que o expectador constrói com o elenco que Orange Is The New Black que a série papou uma porrada de prêmios tanto na indústria do entretenimento internacional quanto aqui no SérieManíacos.
We Have Maners, We’re Polite não é o único episódio que merece destaque, mas venceu aqui porque representa o encerramento de uma temporada que explorou super bem essa capacidade de mergulhar na cabeça dos personagens. Ao mesmo tempo, não deixou de lado a estrutura narrativa, fechando o ano sem deixar pontas soltas. Sem contar que nos prometeu o retorno triunfante de Alex Vause e fez muita gente ficar com água na boca pra tomar uma lata de cerveja beeeem gelada.
5º True Detective 1×04 – Who Goes There (por Aaron Engel)

Depois de um minuto acompanhando o clímax final de Who Goes There eu me dei conta de que havia algo muito incomum naquela que se tornou a melhor cena de ação de 2014 e merecedora de um Emmy por Melhor Direção ao explêndido Fokunaga. O descendente de japoneses nascido nos EUA se apoderou do conceito de plano-sequência e o transformou num épico de 6 minutos estupendamente dirigido e dotado de uma complexidade mesmerizante. Enquanto a câmera acompanhava Rust havia uma miríade de outras coisas acontecendo off-screen, pessoas atuando sem nem estarem presentes na cena. A sensação de realismo é hipnotizante, e acho que faria uma faculdade em cinematografia só para ser o cara que filmou tudo isso. Não foi apenas um deleite, mas também uma enorme surpresa dentro da série que já começava a ganhar a injustíssima fama de lenta e sonífera. Os metidos a hipster podem me acusar de ignorar o restante do episódio, mas é inevitável: a cena final de Who Goes There é um daqueles momentos que ficarão na memória de todos nós amantes de série, um espetáculo cinematográfico raramente visto na televisão americana.
4º House of Cards 2×13 – Chapter 26 (por Cléverton Bezerra)

O cenário político de House of Cards é debochador, passando a impressão de se encontrar em um limiar entre a realidade e a caricatura escancarada. Não é a toa que Frank Underwood comenta de forma cômica, com seus típicos olhares e caras e bocas, os eventos da série olhando para nós, o público. E o auge da piada política criada pela série foi esse Chapter 26. Na temporada em que o protagonista se torna mais sádico, ambíguo e violento, seu alcance no poder se torna maior. A forma com que ele consegue convencer Walker a abrir mão da presidência e entregar o cargo ao indivíduo que gerou sua destruição é comicamente trágica. A conversa entre Underwood e Tusk no corredor da ópera se torna emblemática ao trazer a franqueza da política de bastidores. O desfecho final de Stamper, que apoiou sua emoção em Posner e teve sua vida tirada pela mesma, provou o destino nefasto daqueles que se envolvem com FU. Mas nada supera os cinco minutos finais da Season Finale, quando vemos a caminhada de Frank, já presidente, em direção à sua sala para então encerrar a temporada dando dois toques autoritários na mesa. O episódio, aliás, ressaltou o que House of Cards tem de mais forte: conseguiu trazer coerência para a série mas principalmente desafiá-la, sem ter medo de tirá-la do muro. E, por essas e outras razões, Chapter 26 foi um dos grandes episódios de 2014.
3º Game of Thrones 4X08 – The Mountain and The Viper (menção honrosa: 4X02 – The Lion and The Rose) (por Lucas Fernandes)

Em todas as temporadas de Game of Thrones há momentos catárticos. O que fez esse ser um dos melhores episódios de 2014 foi a sucessão de tantos momentos do tipo em um único episódio. Da muralha à Meeren, passando nos arredores de Winterfell e numa espiadela básica no Ninho da Águia, a tensão era uma fina corda tesa prestes a ser cortada a qualquer minuto, espalhando a confusão para todos os cantos dos Sete Reinos. Todo o episódio foi quase como um artifício sádico dos roteiristas. Finalmente, perante toda a corte da Fortaleza Vermelha, o julgamento por combate acontece e aqui, o momento mais catártico de todos: a “tour de force” propriamente dita se desvela diante nossos olhos. A interpretação de Pedro Pascal como Oberyn Martell, a Víbora, entra para o rol das melhores da série. Em pouco tempo de trama, ele conseguiu nos maravilhar com tamanha sagacidade referente ao personagem, tornando-o favorito entres os espectadores. Ao batalhar com “a Montanha”, ele despeja toda a raiva latente, tudo escondido detrás daquelas maneiras sorrateiras indo à forra contra os Lannisters, esfregando ali, no focinho do leão, a culpa. O final foi um dos mais brutais e chocantes na televisão atual. Esse figura não somente como um dos melhores episódios do ano, como talvez um dos melhores da série até agora.
Mas qual a causa de tamanha comoção? O tão aguardado Casamento Púrpura, claro! O que seria melhor do que despachar pros Sete Infernos o personagem mais odiado entre 100% dos fãs da aclamada série da HBO? Com todos os requintes de crueldade que merecia, Joffrey Baratheon morre num episódio que foi um desbunde para todos aqueles que sofreram com a eliminação sumária dos Starks na temporada passada. As falsas maneiras, as humilhações, os ciúmes, os jogos de interesses, tudo aquilo reluzia de modo grandioso na trama, terminando com um final digno que nortearia todo o resto da temporada, com “As Chuvas de Castamere” comprovando que nem sempre ela precipita nos inimigos, mas vez ou outra, na cabeça dos próprios Lannisters.
2º The Good Wife 5×15 – Dramatics, Your Honor (menção honrosa: 5×16 – The Last Call) (por Gabriel Lanzaro)

Da simplesmente fantástica quinta temporada de The Good Wife, chega a ser difícil mensurar a qualidade destes dois episódios por uma imensidão de motivos. Iniciando pela série na sua essência – um caso típico, embora difícil, para Will Gardner – ainda abalada por toda a tensão gerada da formação da Florrick/Agos, Dramatics, Your Honor seguia um fluxo linear para o advogado, tentando usar sua eficiente investigadora de todas as formas possíveis como sempre foi feito, até que tiros foram escutados no tribunal. As reações de Diane e Kalinda, próximas ao local, somadas aos olhares conturbados de Jeffrey Grant segundos antes, já anunciavam um desfecho infeliz para Will, que vivia uma reviravolta no seu caso. Entretanto, foram as manchas de sangue e as imagens dos sapatos que trouxeram uma dramaticidade maior à cena, capaz de proporcionar um cenário completamente imprevisível em uma série que nunca usou a morte como recurso. Will Gardner, sim, estava morto por uma situação totalmente aleatória, fazendo que Alicia Florrick questionasse ainda mais a existência de uma força onipotente. Com um roteiro, por si só, impecável no que se refere aos momentos seguintes ao tiroteio, The Good Wife apostou em personagens marcados pelo luto para conduzir os instantes finais de Dramatics, Your Honor e The Last Call, este que rendeu um Emmy à Julianna Margulies e uma indicação à Christine Baranski, ambas portadoras de incríveis performances. Enquanto Alicia, incerta se o advogado teria morrido com uma ira devido à batalha por clientes, buscou informações para saber o conteúdo de suas últimas palavras, Diane fez exatamente as ações que Will faria se ela tivesse sido assassinada, chegando inclusive a demitir um dos clientes mais rentáveis da empresa. São de se destacar, ainda, o abraço e o diálogo entre as duas, cenas estas capazes de transmitir as emoções das personagens de uma forma magnífica. Além disso, Archie Panjabi não ficou de fora ao protagonizar uma conversa memorável com o assassino, fazendo com que ele vivesse com a culpa. Desta forma, o episódio, que também significou a inserção de Matthew Goode no elenco regular da série, é definitivamente um marco no ano de 2014.
Estes episódios, analisados em conjunto devido às regras desta premiação, reafirmaram porque The Good Wife pode ser considerada uma das melhores séries da TV norte-americana ao apresentar um roteiro fantástico e surpreendente, coroado por atuações dignas de aplausos.
1º Hannibal 2×13 – Mizumono (por Fernanda Santana)

Além de ter apresentado uma segunda temporada primorosa, Hannibal também foi capaz de, pelo menos aqui no Série Maníacos, abocanhar duas das mais desejadas vagas nas nossas listas de melhores do ano. Além de ser uma das melhores séries de 2014, Hannibal é também a série com o melhor episódio do primeiro semestre de 2014, conforme votação da linda equipe do SM. Eu, pessoalmente, tenho uma certa resistência ao nomear melhores episódios, simplesmente pelo fato de analisar uma série pela consistência de sua temporada completa, não por episódios separados. Mas, me bastou parar e pensar e percebi que realmente faz todo sentido esse episódio em particular figurar nessa lista, já que é nele que temos o fechamento com chave de ouro de uma temporada simplesmente impecável. É aqui em Mizumono que as máscaras caíram e (quase) todos mostraram suas reais cores e nós nos surpreendemos mais uma vez com a força das mentes insanas da equipe criativa da série. Em um episódio onde todos (inclusive nós) foram parar no chão, de uma certa maneira, Hannibal Lecter ficou livre para atingir o seu potencial e Will ficou livre para fazer o que quiser com seu amor e obsessão doentia por Lecter. Além disso (e do fato que atuações e roteiro atingiram nota máxima), o principal chamativo nesse episódio foi o fato que, ali Bryan Fuller se livrou totalmente das amarras da obra de Thomas Harris. Sim, ele pode continuar se inspirando na obra, e até deve, mas caso resolva ir por outro caminho, podemos ficar tranquilos, já que Bryan tem total controle da história que quer contar. Mizumono também deixou um bom gancho para a terceira temporada. Qual é a da Dra. Bedelia Du Maurier? Será esse o fim da Dra. Alana Bloom, a personagem mais equivocada do mundo das séries? E Will, como lidará com a ausência de seu grande amor, Dr. Hannibal Lecter? E o Dr. Hannibal Lecter, como achará seu caminho de volta para Will Graham? Cadê o/a Fada dos Dentes? Sinto cheiro de terceira temporada épica chegando; e vocês?














