Após quase cinco meses, tivemos o retorno de Chicago Fire e já sabíamos que alguém morreria nessa season premiere, mas não saber quem durante esses quase cinco meses foi – de certa forma – angustiante. Confesso que tinha uns escolhidos para pôr na lista dos que poderiam morrer que não fariam falta, mas os produtores sambaram na minha cara e na sua também.

A verdade é que eu estou desgostosa em fazer essa review pelo simples fato de que não me entra na cabeça o motivo pelo qual Shay foi a escolhida para morrer. A única coisa que eu consigo imaginar é que rolou uma roleta russa dos produtores para escolher alguém e ela teve o azar de ter sido a escolhida. O episódio em si foi nada menos que entediante no que diz respeito a todos os outros personagens, menos Dawson e Severide. Graças às memórias de ambos foi possível conhecermos coisas que nunca nos foi mostrado nos dois anos anteriores, como quando cada um deles a conheceram e como ela se tornou importante para os dois.

Leslie Shay – assim como todos os personagens de CF – teve sua história muito mal elaborada. Na segunda temporada nos foi vendida uma história de que ela queria ter um bebê, colocaram Rafferty como um possível interesse amoroso (mas que ficou só na amizade), com o dinheiro do carinha que se suicidou ela ajudou o Molly’s, Devon apareceu e estragou tudo… Eu não consigo compreender essa decisão da morte dela. Poderiam passar uma borracha no último ano e reescrever algo digno da personagem, mas optaram por esse desperdício.

Não sei se o sentimento foi mútuo, mas eu fiquei anestesiada após a morte dela. A ficha começou a cair quando vi Dawson observando a foto de Shay exposta e caiu completamente quando ela desabou no choro. Shay e Dawson/ Shay e Severide eram os melhores bromances da série e só o que vai ficar são as lembranças dos melhores momentos dos três e de cada sufoco que acompanhamos aqui do outro lado da tela. O sofrimento de Severide foi tamanho que ele preferiu se distanciar de tudo e ir viver no meio da floresta, mas vê-lo voltar ao apartamento dos dois e não ter a presença da melhor amiga ali foi duro de engolir. Achei muito bonito a simbologia da cena do “Contrato” dos dois e sei que as palavras dela serão um refúgio para ele começar a seguir em frente. Ou tentar ao longo da temporada.

O restante do episódio foi uma chatice só e puro tédio. Ainda não me desce essa mania irritante que os produtores tem de passar o tempo assim como quem pisca os olhos. Tudo bem que as lembranças de Gabby e Kelly foram um pequeno conforto aos fãs, mas acho que poderiam ter feito uma homenagem de honra e poderiam ter trabalhado mais afundo a explosão e suas consequências. Vimos o sofrimento através de Gabby e Kelly enquanto que se for observar o comportamento dos outros parecia que tinha sido uma estranha que morreu e não uma pessoa que estivera a dois anos no meio deles. Até com a morte de Rebecca Jones houve mais emoção por parte do resto da galera. Enfim, vai entender a cabeça desses produtores.

PS1: Gostei de Chasey ter ido atrás de Severide e tê-lo puxado para fora do sofrimento com o livro dos resgates das vítimas que sobreviveram, além de ajuda-lo com as coisas de Shay no apartamento.

PS2: O que Cruz ainda faz na série, gente? Sério!

PS3: Com Dawson indo embora do 51, quem será o novo paramédico ao lado da nova paramédica Sylvie Brett?

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