A hora de encarar o seu verdadeiro eu.

Olá, amiguinhos! Como estão? A Fernanda Santana, a responsável por Doctor Who, precisou passar uma semana em uma clínica de reabilitação para tratar o seu vício em bombons de licor e por isso assumirei a review dessa semana. E não se assustem caso ela não volte. Afinal, acidentes acontecessem e um carro pode atropelá-la a qualquer momento, ou ela pode comer algo envenenado, ou ser atacada por abelhas assassinas, ou ficar presa no prédio durante um incêndio… Enfim, as possibilidades são muitas, mas como eu sou um bom coleguinha não desejo que nada fatal aconteça com ela. Uns hematomas já seriam o suficiente.

Bem, mas vamos falar do episódio dessa semana. Após o episódio da semana passada em que tivemos a introdução do “novo” Doctor, onde pudemos conhecer um pouco da sua personalidade, trejeitos e outras coisinhas a mais, nessa semana presenciamos o encontro do Doctor com aqueles que são capazes de trazer à tona o lado mais obscuro do viajante do tempo: os Daleks. Todos nós já sabemos que a relação entre o Doctor e os Daleks nunca foi e nunca será a mais agradável possível, então é lógico que o Doctor queira manter distância dessas criaturas, pois o encontro entre eles pode provocar um pouquinho de destruição e perda de vidas. Mas, e se um Dalek demonstra um sentimento diferente como, por exemplo, bondade? E através dessa bondade ele revela o desejo de destruir a própria espécie, pois percebeu que os Daleks são uma ameaça para toda a existência?

Claro que isso não seria o suficiente para convencer o Doctor a mudar sua opinião a respeito deles, apenas serviria de pretexto para que o Doctor pudesse provar que os Daleks não podem possuir consciência, moral ou qualquer outra coisa e que eles só são movidos pelo ódio. E qual seria a melhor maneira de provar isso? Se inspirando no filme “Querida, encolhi as crianças!” e fazer uma viagem por dentro do corpo da criatura. Tudo bem que o interior de um Dalek não é tão incrível quanto o interior da TARDIS, que já vimos anteriormente, mas essa viagem foi ótima para que pudéssemos perceber as mudanças de comportamento dessa encarnação do Doctor em relação aos anteriores. Se antes o Doctor fazia o possível para impedir a morte das pessoas que conhecia em suas viagens, foi surpreendente vê-lo sacrificar um soldado para salvar os demais. É óbvio que existe uma lógica nessa atitude, mas em outras encarnações, principalmente na anterior, todas as vidas eram importantes e ninguém era deixado para trás, somente em casos extremos. Essa é apenas uma das pequenas mudanças que o Doctor de Peter Capaldi trouxe e, com certeza, haverá outras ainda mais sombrias.

E mais uma vez, Clara mostra que está ali para agir como a consciência do Doctor. Mesmo que o plot da garota impossível já tenha se esgotado há muito tempo, ela ainda justifica sua presença como companion. Clara é capaz de continuar acreditando nas pessoas, mesmo quando tudo parece perdido. E se existe salvação para os humanos por que não para um Dalek? Ela consegue acender aquela chama de esperança em um Doctor que parece estar desacreditado de tudo, inclusive de si mesmo, ainda mais depois de perceber que além de beleza, bondade e sabedoria, também existe muita raiva e ódio dentro de si. Por mais que ele que ele prefira esconder esse lado, ele sempre saberá que ali dentro, em algum cantinho, esse sentimento estará presente.

É por isso que ele questiona: “Am I a good man?”. A dúvida é forte: “Como eu posso ser uma boa pessoa tendo tanto ódio dentro de mim?”. Para alguém que já viveu mais de dois mil anos e já viu/presenciou coisas horríveis é difícil ter uma resposta para isso. Mas mesmo que o Doctor não seja totalmente puro e bom, ele se esforça para ser assim e é isso que o faz tão incrível.  E mesmo que, em um primeiro momento, possa parecer horrível ouvir “Doctor, you are a good Dalek”, é essa capacidade de lutar contra esse ódio, enxergar as coisas belas do universo e lutar pela justiça que fazem dele um Dalek, um Doctor, um Time Lord, um homem bom, um ser mais evoluído que aquelas geleias mutantes.

Mudando um pouco de assunto: tivemos a primeira aparição de Danny Pink (Samuel Anderson), um ex-soldado que agora é professor na mesma escola onde Clara trabalha. O moço, que já despertou os hormônios da garota, não parece ser tão agressivo e insistente como ela, e se a única utilidade dele for a de servir como par romântico da Clara para que fique mais do que ilustrado que não existe nenhuma paixão rolando entre ela e o Doctor, creio que ele seja desnecessário, mas como já sabemos que o principal motivo para que Journey Blue não viajasse na TARDIS foi o fato de ela ser um soldado (ainda bem, porque ela uma é chata!!!), vamos ver como o Doctor irá lidar com ele a bordo da nave mais legal do universo.

E a misteriosa Missy deu as caras novamente, ainda estou quebrando a cabeça para juntar as pistas e descobrir quem é ela e o quê ela faz nesse tal “Heaven”, mas como isso só será esclarecido perto da Season Finale resta-nos sentar e esperar.

Bem, é isso. Mesmo que o meu estilo seja bem diferente do estilo seguido pela Fernanda, espero que vocês tenham gostado. E não se preocupem que a Fê volta na semana que vem. Ou não. Quem sabe o que pode acontecer até lá?

Até uma próxima!!!!

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