Polêmica, repaginada, decidida… essa é a Lexi 2.0
Após assistir esse episódio de Falling Skies fiquei ansioso para escrever essa review. Confesso que na maioria das vezes que me concentro para dar início aos textos da série, a sensação predominante é de desapontamento, e acredito que isso acabe ficando evidente para quem acompanha minhas críticas. Mas dessa vez não, afinal nossa adorável ficção científica fez questão de entregar um episódio recheado de mortes, acontecimentos relevantes, e aquela leve cara de pau de sempre.
Primeiramente: Falling Skies é pop! Num único episódio decidiram narrar a história da garota da Disney que resolve assumir sua fase 2.0, com muita decisão, comeback marcante, nudez, além de se firmar como proprietária desse quarto ano. Você pode tentar negar, e no fundo odiar assumir, mas Lexi Spears é aquela garota chata, que atualmente bomba nas rádios, com música chiclete strondando nas ruas da sua casa.
E então, após chocar os fãs com a nova fase, Lexi Spears resolve abandonar sua família que não compreende suas novas decisões criativas. Mas antes de ir, nada mais justo do que tomar a melhor decisão de sua curta, porém marcante, carreira: Matar sua fã mais fiel. Nós temos casos de fãs que mataram ídolos, de ídolos que tiram selfie com fãs, ou que durante um show convidam seus apreciadores para subirem no palco, agora estrela pop matando fã assíduo é nova. Mais do que isso, é conceitual.
Lourdes foi sem dúvidas uma das personagens mais instáveis de Falling Skies, porém nunca assumiu um papel de grande importância em meio à trama da série. Como uma distração incômoda, ela estava sempre ali, pronta para ser um empecilho no caminho dos protagonistas, e as mudanças impostas a sua figura caminhavam para um único desfecho: sua morte. Iniciar um episódio matando a personagem “porre pesado” da temporada é como oferecer ao público um motivo para se manter ansioso pelos próximos minutos do mesmo. Além disso, essa morte marca o novo comportamento de outra personagem bastante criticada pelos fãs da trama: Lexi.
A verdade é que a figura de Lexi nesse ponto da temporada representa o coração do plot central. Mesmo ausente por grande parte do episódio, não há ninguém que tenha se destacado tanto como ela. E sim, existem diversos fatores (analisando a trama como um todo) que tornam a personagem numa espécie de peça que não se encaixa, mas como disse semana passada, se focarmos no atual momento da série perceberemos que Lexi se tornou uma peça chave no desenvolvimento dessa season.
E mesmo com um início promissor, Falling Skies sempre consegue arranjar uma forma de voltar ao básico. Tudo, e repito em maiúsculo, TUDO o que ocorre na trama é motivo para estratégias de combate. É como se existisse uma cota a ser preenchida com cenas de confronto, ou seja, podemos contar com Tom planejando uma forma de vencer seu inimigo momentâneo mais uma vez. Eles fazem o caminho inverso: ao invés dos elementos desenvolverem a trama principal, é a trama principal que leva aos elementos desnecessários. Exemplo? Lexi sai da vila (algo importante) e isso resulta numa guerra com o inimigo (que também deveria ser importante, mas aqui é abordada como uma distração para o espectador menos esperto).
Dessa vez, a batalha trouxe alguns resultados permanentes, o que já é algo considerável. Tivemos a morte do Dr. Kadar e o “sacrifício” de Tector. Apesar dos dois personagens não possuírem tanta importância na trama, eram rostos conhecidos do elenco recorrente, e achei interessante a forma como eles se despediram.
Acredito que Ben, que foi o primeiro irmão a encontrar Lexi em sua fase loira do tchan, é o personagem ideal para fazer essa ponte entre ela e a família Mason. Como já afirmei, duvido que o roteiro tenha coragem de transformá-la em um inimigo permanente. O mesmo já foi feito com a falecida Lourdinha, Hal e o próprio Ben, que no final “retornaram à casa”.
Posso dizer sem medo que Falling Skies conseguiu recuperar o fôlego de uns dois episódios pra cá. Seria exagero afirmar que todas as falhas da série foram sanadas, mas seria injusto olhar aquilo que vem sendo desenvolvido através de uma perspectiva totalmente negativa. Confesso que costumo estar aberto a determinadas “presepadas”, tudo, é claro, com certo limite. Continuo batendo naquela mesma tecla: a instabilidade do roteiro é o grande problema da produção.
Observação nº 1: A promo do próximo episódio já nos revelou o que aguarda Maggie, por isso vou esperar o próximo episódio para comentar o plot da personagem.
Observação nº 2: Lexi? Haters gonna hate.














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