A melhor entre as piores, essa foi a 11º temporada de Two And A Half Men.
Antes de tudo, gostaria de me apresentar. Sou o Angelo Ricardo e serei o responsável pelas futuras reviews dos episódios de Two And A Half Men. Espero que apreciem os meus reviews e meu senso crítico um pouco exagerado. Mas vamos ao que interessa, o balanço da 11º temporada.
Após duas temporadas de altos e baixos, TAAHM conseguiu entregar sua temporada mais regular desde a entrada de Ashton Kutcher. Não foi memorável, no entanto o objetivo de entreter proporcionando algumas risadas foi alcançado com êxito. E é disso que se trata uma sitcom.
O último episódio somente veio para consagrar este feito. Apesar da utilização de alguns recursos simplórios e que estragaram parcialmente a experiência, como por exemplo, a Lindsay entorpecida e com problemas psicológicos e o ex-marido de Gretchen, o Season Finale apresentou ótimas atuações por parte de todo elenco.
Os personagens já conhecidos da série mantiveram o mesmo nível das outras temporadas. Alan com o melhor desempenho entre eles foi o personagem mais bem desenvolvido da série e o título de protagonista é no mínimo óbvio e merecido. Quanto a Jon Cryer só resta parabeniza-lo pela maravilhosa atuação no decorrer da temporada. A adorada mãe Evelyn Harper e o seu atual marido Marty, interpretado pelo ator Carl Reiner, agradaram com seus diálogos, no entanto apareceram pouco, tornando-se irrelevantes no desenvolvimento da temporada. Já Berta, apesar de não ser o foco, continua sensacional com suas tiradas e participações e nunca deixará de ser personagem obrigatório em todas as temporadas. Quanto a Lindsay, esta se limitou a ser a amante regular do último Harper e a sua participação no episódio final foi no mínimo forçada, demonstrando um pouco da sua inutilidade para a série e da falta de criatividade dos roteiristas, incapazes de desenvolver um plot melhor.
O último e mais irrelevante, foi Walden Schmidt, que merece um parágrafo a parte, já que o personagem ainda não se encontrou na série. Com plots que duram na maioria das vezes alguns episódios, a única utilidade do personagem é manter Alan na casa de praia em Malibu. Pelo custo que o ator Ashton Kutcher tem para a série, é irracional mantê-lo com esse nível de desenvolvimento, visto que seu personagem aparenta ser descartável, podendo ser substituído por um prêmio da loteria a ser entregue a Alan. Aliás, o grande feito de Walden na temporada foi trazer Barry, personagem interpretado pelo ator Clark Duke, que durante as aparições agradou com suas piadas.
O que me lembra a Jenny, interpretada pela atriz Amber Tamblyn, surgindo como filha de Charlie e sua cópia fiel, foi uma personagem mal explorada durante toda a temporada. No entanto, para sua redenção, acabou sendo bem utilizada no episódio final, com tiradas engraçadas e que permitiram, finalmente, exaltar a individualidade da personagem. Pois quem mais poderia afirmar ter vários brinquedos eletrônicos guardados em uma gaveta?
Além dela, a 11º temporada apresentou outros personagens novos que chegaram enriquecendo a experiência de assistir a série. Larry, o quase marido de Lindsay, interpretado pelo ator Daniel Bernard Sweeney, que no gráfico intelectual de Two And A Half Men se encontra acima de Jake e abaixo de Alan, esteve sempre hilário e com ótimas participações, por isso espero que não seja descartado na próxima temporada. Barry, já citado, foi outro que surgiu e só acrescentou mais qualidade à série, considerado um Jake mais inteligente, porém tão psicologicamente entorpecido quanto o original, não teve grande destaque, mas mesmo nas poucas aparições, serviu de alívio cômico diante da sempre insossa, com exceção do episódio final, Jenny.
Gretchen, irmã de Larry e interpretada pela atriz Kimberly Williams-Paisley, não foi tão positiva na série. Pensada pelos roteiristas como uma versão feminina de Alan Harper, se limitou durante toda a temporada a esse estereótipo, acrescentando quase nada a trama geral.
Por fim e falando sobre estereótipos, a 11º temporada de Two And A Half Men demonstra que o maior defeito e a principal causa do desgaste da série é a manutenção dos estereótipos. Por mais que situações sejam desenvolvidas para mudar a realidade em que se encontram todos os personagens, a série sempre retorna as clássicas situações que cada um de nós já está habituado. Alan como eterno fracassado, Charlie como mulherengo alcóolatra e incapaz de manter um relacionamento e Jake como o garoto drogado e desprovido de inteligência são alguns exemplos dos paradigmas mantidos durante todas as temporadas. E por mais que muitos gostem de alguns clichês, a criação de novas situações, as quais o público não estaria acostumado, permitiria novas abordagens a série, sem claro, ter que deixar sua essência de lado. Aliás, essa é a minha esperança para a próxima temporada e espero que os roteiristas nos proporcionem novidades, para quem sabe, sentirmos a real grandiosidade de uma série tão consagrada.
Então, até a 12ª temporada em setembro!!















