Twists clichês e previsíveis no mais fraco episódio dessa temporada.
The Tomorrow People retornou após uma breve pausa de uma semana com um episódio bem mediano, evitando aqui o termo “medíocre” devido ao sentido conotativo e pejorativo que a palavra adquiriu hoje em dia na linguagem coloquial.
Na montanha-russa de altos e baixos que tem sido essa fase final da primeira temporada de TTP, Modus Vivendi foi mais um tropeço seguido de um escorregão a entrar na categoria de episódios decepcionantes. Digo isso pois simplesmente não consegui me conectar com a história contada nesse capítulo, num julgamento puramente subjetivo, quase que inconsciente. Mas tentarei explicar em palavras a seguir.
Como pontos negativos tivemos a situação quase que infantil/juvenil/adolescente a que o interesse + ciúme de Cara por Stephen foi reduzido. Claro que houve momentos engraçados em que torci por uma cat fight, mas ainda assim o efeito pretendido não foi o alcançado. Cara bancando a adolescente bitch de high school e Astronauta totalmente aleatória no episódio, formando o fã-clube Jameson, certamente não condiz com todo o potencial que a série apresentou em capítulos anteriores.
Além do mais, quando finalmente comecei a enxergar Stephen e Hillary como casal e até simpatizar com o mesmo, os roteiristas me vieram com aquele twist safado, descarado e bobo no final. Não bastasse isso, a decidida e super profissional (#SQN!) Hillary demonstra certa hesitação no rosto quando vira de costas para o Fundador, numa tentativa mal executada pela atriz de mostrar para o público telespectador que a personagem desenvolveu verdadeiros sentimentos por Stephen enquanto estava infiltrada em sua missão. O quão clichê isso é?! É novela?!
As cenas de tentativa de entrosamento entre os Refugiados do Amanhã e os agentes mutantes da ULTRA na boate beiraram o constrangimento e a vergonha alheia, de tão forçadas. Sinceramente não entendi como o safo Russel pode ser enganado tão facilmente por Bathory apenas com algumas garrafas de vinho e um relógio caro, que poderia muito bem conter algum dispositivo localizador! Perdoo o personagem por pelo menos ele se manter afiado no que concerne ser sua principal tarefa: a de alívio cômico.
Mas não temam, tivemos algumas coisas positivas também em Modus Vivendi. O treinamento de Stephen para parar o tempo utilizando os três poderes ao mesmo tempo foi interessante de se acompanhar, apesar de sabermos que o fraco protagonista não inspira confiança no público de que está a altura do desafio, tanto que ele precisa da máquina da ULTRA para fazê-lo. Seu shirtless totalmente gratuito também foi um ponto positivo do capítulo. Yay!
John voltou a ter relevância aqui, com sua hesitação, preocupação e culpa com a proximidade da possibilidade de ressuscitação de seu outrora mentor, que ele mesmo recebera a ordem de matar. Além disso, sua luta com Jedikiah contra os agentes da ULTRA foi muito bem executada.
A mãe de Stephen voltou a dar o ar da graça, ainda que como coadjuvante de luxo, servindo de enfermeira e para compartilhar o drama familiar com o filho mais velho. Mas que seria bem mais interessante vê-la utilizar seus poderes especiais, ah isso seria!
Modus Vivendi foi o episódio mais fraco dessa temporada de estreia de The Tomorrow People, até aqui. Saliento que essa foi minha percepção durante a experiência de assisti-lo, seja subjetivamente, seja com os argumentos objetivos aqui apresentados anteriormente no texto. Mesmo assim, não foi um capitulo totalmente ruim, descartável e/ou abominável. Foi apenas medíocre, utilizando aqui, sem receio, o termo em seu sentido denotativo (ou literal).
Resta aqui a esperança e torcida para que os três próximos episódios recuperem um pouco de minha fé na série, para que eu volte a torcer por sua renovação, o que, no momento, não está acontecendo. No momento anseio apenas para que chegue logo a season finale (ou seria series finale?) para que minha lotada e atrasada watchlist conte com menos uma série e se desonere um pouco.















