Cada vez mais próximos da verdade.
IVAN WHO? Num episódio em que mais migalhas sobre Tom nos são atiradas, o caso da semana torna-se quase irritante, mudando o foco do que realmente nos interessa. Mas o que sabemos de Tom até agora?
– Que professor que nada, ele é um agente secreto e sua missão era adentrar a vida de Liz, o que ele fez com sucesso até agora. Para que ainda é um mistério, mas é claro que, como tudo mais, está relacionado a Red. A pegadinha é, Tom diz que já teve a oportunidade de matá-lo e Jolene respondeu que era não essa a sua missão. Se eliminar Reddington não é o objetivo, manipulá-lo através de Liz seria então mais vantajoso para Berlim? Ou Liz tem uma importância até então desconhecida por todos? Eu consideraria essa última opção muita forçação de barra, mas não vamos eliminar nenhuma possibilidade ainda.
– A caixa de passaportes encontrada por Liz no episódio piloto era mesmo sua. Já as câmeras do homem maçã não tem nenhuma relação com ele. Ainda esperamos essa explicação.
– Seu chefe atende por Berlin, se isso é uma pessoa ou organização, ainda não sabemos, mas há de se temê-la, a ponto de um suicídio ser preferível a opção de falhar na sua missão. Antes de Jolene, ele não era contactado há muito tempo. Se Red não sabe – ainda – quem é Berlim, eles são muito bons no que fazem e essa briga será melhor ainda.
– Para proteger sua missão (e talvez mais do que isso), Tom é capaz de matar. Jolene e Cowboy que o digam. Ele desmonta seu esconderijo e manda uma mensagem informando Berlin. Com Liz na sua cola, ele faz o melhor com o tempo que tem para liquidar o local, mas não esvazia a lixeira e deixa o Uncle Fippo para trás.
– Craig revela que Tom tem um irmão em Chicago e que já o ouviu falar com uma mulher chamada Niki, o que me lembrou de Gina Zanetakos (1×06) que assumiu a autoria de um crime provavelmente cometido por Tom. No episódio em questão descobrimos que ela tem guardada uma foto de Tom e Red diz que os dois são amantes. Niki é outra mulher e eu tô viajando ou esse seria um outro alias de Gina?
– Tom está desconfiado de Liz e assim eles adentram a perigosa brincadeira de testar o blefe alheio.
Se não fosse pelo plot de Tom, esse teria sido um episódio sofrível. O haker adolescente de coração partido fez Mako Tanida parecer o melhor caso da semana de todos os tempos. Mas como The Blacklist tem tido o infame costume, o melhor ficou mesmo pros minutos finais. Red consolando Liz, praticamente a ninando com aquela caixa de música foi a cena mais linda EVAH. Se você não se derreteu com aquela cena, dirija-se a depiladora mais próxima e entregue a ela seu coração peludo.

Já em Milton Bobbit tivemos uma melhora significativa do vilão, o caso em si já era interessante, mas ficou muito mais depois de Bobbit revelar ser filho do Voldemort com a Miss Piggy. A história era boa e serviu de entretenimento enquanto descobríamos mais coisas, em doses torturantemente homeopáticas sobre Tom e o universo que o cerca.

Ficou claro que Liz não domina a arte de derrubar o que jaz em superfícies de mesas. Eu ri TODAS às vezes em que ela faz isso e imaginei Mr. Kaplan indo arrumar a zona que ela fez em casa e não poderia jamais deixar que o marido soubesse que aconteceu. Quem acompanha as resenhas aqui sabe que o desempenho de Megan Boone não me agrada, mas se essa mulher um dia teve ou terá a chance de brilhar será nessa reta final de Blacklist. Que ela faça como Diego e aproveite a oportunidade. Pra mim, isso ainda não aconteceu, mas sigo esperançosa.
Tom e Liz são os novos Sr. e Sra. Smith e o fim desse episódio mostra o quão longe eles estão dispostos a ir para cobrir suas mentiras. Essa brincadeira de cobrir o blefe mais alto é perigosíssima. Essa cena foi apavorante e ficou marcada em minhas córneas:

Esse episódio me agradou em cheio em todos os seus elementos, a única parte que causou incômodo (e foi um incômodo enorme) foi a facilidade com que Liz aceita desistir, ainda que por enquanto, da ligação entre ela e Red. De resto, foi um deleite! Gostei de Milton Bobbit – tanto do ator quanto da história. Como sempre, Red queria algo do blacklister e ficamos sem saber quem Red procurava na lista de Bobbit. Sua família? Isso significa que algum deles tinha uma doença terminal? Red foi repetitivamente maravilhoso – ele assistindo Os Três Patetas com Dembe foi digno de rir junto; a interação com Vlad, o cientista russo traído, igualmente deliciosa. O suicídio de Craig nos faz levar Berlin muito a sério. Se Berlin é a única exceção ao fato já estabelecido de RED SABE TUDO, isso é mais do que prova do quão bom eles são no que fazem, já a decisão de Craig de pular da janela nos mostra que alem de inteligentes, eles devem ser incrivelmente perigosos e cruéis. Ou seja, bom entretenimento nos aguarda!
Foi bom ver Liz virando o jogo e construindo sua própria parede investigativa, que vai florescer muito mais que a do marido, uma vez que Red é o seu sidekick. Diferente da semana passada, não olhei para o relógio sequer uma vez. Possivelmente Red pode agregar mais àquela parede do que já o fez, mas ele só revela o que lhe interessa e lhe é útil, o suficiente nunca é tudo. Por exemplo, Red não contou a Liz que Jolene está morta.
Faltam apenas 4 episódios para o fim da temporada e eu sinto um misto de temor com ansiedade louca pra saber se teremos um final desse arco ou um cliffhanger pra sofrer por longos meses. Red vai matar Tom para proteger Liz? Tom sequestra Liz e a próxima temporada teremos FBI e Reddington atrás dela? Tom foge sozinho, mas continua na série tocando seu plano de longe? Qual a sua teoria?
BONUS: No começo do mês rolou o painel An Evening with The Blacklist com o elenco e o produtor executivo JohnFox. É uma delícia ver a interação deles e saber algumas curiosidades da série.
A TAL PERUCA: O cabelo de Megan já cresceu bastante desde a estreia de The Blacklist, quando ela desfilava um joãozinho. Diante de tantas reviravoltas na vida da personagem, nada seria mais fiel ao comportamento feminino do que um novo corte de cabelo. Atualmente Megan Boone está arrasando um chanelzinho que super ornaria com a nova fase de Lizzy.















