New New Glee.

Com um salto temporal de seis meses, fomos apresentados à nova dinâmica de Glee e as primeiras impressões são as melhores possíveis. Um episódio com boas músicas, divertido e que trouxe um sabor de “velha novidade”, se é que podemos chamar assim. O único defeito a meu ver, foi a falta de Tina para completar a turminha que vai abalar as estruturas de New York, mas nem disso posso realmente reclamar.

O que fizeram com Rachel, Kurt, Blaine, Artie e Sam foi muito interessante e tive vontade de ver mais.

O episódio passou voando. Talvez porque, pela primeira vez em muito tempo, Glee tenha tido a liberdade de fazer um episódio mais leve e sem o peso que vinha carregando. Foi um recomeço de verdade, mas com os personagens de antes. Da nova turma, eu dispenso apenas Mercedes. Obviamente, como eu nunca a achei relevante na série e nunca consegui gostar de nenhuma trama em que ela estivesse envolvida, isso pesa bastante para mim. Sei que no futuro vou me aborrecer com as canções gritadas e com outras coisas, mas enfim, vou tentar manter a cabeça aberta, porque pelo menos inicialmente, dei até risadas com a dinâmica entre ela e Sam. Mais por ele do que por ela, é claro, mas mesmo assim é válido.

Depois que essa trupe começa a conquistar New York sob a execução divertida de “Downtown”, a primeira coisa que sinto obrigação de comentar é o novo cabelo de Sam. É PRA GLORIFICAR DE PÉ! Sei que é fútil, bobo e cara de mamão implicar com o cabelo de Chord Overstreet, mas eu fazia tudo isso e rezava por uma mudança. Impressionante como ele ficou ainda melhor com o cabelinho à La Brad Pitt. Não é a toa que conseguiu um trabalho rapidinho e aposto que as cuecas com enchimento vão vender profusamente.

Sam é um elemento indispensável para essa nova fase de Glee. Seu humor bobalhão é excelente para desanuviar o clima e faz rir. Gargalhei alto com suas observações sobre a Times Square não ter um relógio. Sobre sua química louca com Mercedes e com as imitações de sempre. Fiquei aliviada por não tentarem levá-lo pelo lado das drogas e por Sam repudiar toda essa bagagem do mundo fashion. Acho que eu não suportaria.

Percebi, pelos comentários gerais, muita gente incomodada com Kurt e Blaine, mas honestamente, eu gostei sim, da história deles. Já teve romance, drama e resolução do caso, então não vejo motivo de reclamação. Era algo, inclusive, bastante dentro da realidade dos personagens, depois da separação e do quanto Blaine tem se mostrado inclinado a exageros no relacionamento, especialmente depois da traição.  “You Make Me Feel do Young” foi uma sequencia bonitinha do casal, mas também gostei de “Glitter Rock Vampire”, porque Starchild é mais e é amor total.

Gostaria muito que Adam Lambert ficasse pra sempre em Glee, fazendo seus duetos glamurosos, como em “Rockstar”. Acho que ele manda bem atuando e a cena em que ele acalma a ppk de Blaine é surreal de boa e divertida. Aliás, ainda falando em Blaine e relembrando Sam, a performance de “Best Day Of My Life” foi ótima, não poderia deixar de dizer.

Mas claro que, no meio disso tudo, gostei demais da presença de Artie. É importante vê-lo ali, tentando ser independente e enfrentando medos, apesar dos riscos. Rachel veio como um excelente contraponto e todos os exageros de Diva da personagem ficaram na medida. Claro que eu JAMAIS abriria mão de carro com motorista pra andar no metrô, aliás, só Rachel mesmo para fazer isso e depois berrar “TÁXI” nas ruas como uma doida, mas a compreensão e companheirismo que ela ofereceu para Artie foram tocantes, por isso, sou só elogios para as performances de “People” e “Don’t Sleep in the Subway”.

Antes de encerrar, creio que seja preciso dizer que, apesar de eu ter adorado o episódio, a edição está com uma tendência meio massacrante de fazer tudo parecer um clipe gigante. Sim, Glee sempre foi um pouco assim, mas em algumas ocasiões isso pode prejudicar como já aconteceu diversas vezes. Essa semana senti um pouco esse clima, mas não de um jeito que realmente afetasse meu divertimento com as tramas apresentadas. Mas é preciso cuidado, porque isso pode determinar a qualidade de um episódio. No mais, é só alegria e expectativa. Vamos ver se New York vai ser tudo isso que estão tentando nos vender. Espero, sinceramente, que sim.

P.S*Aula de mímica foi outro momento maravilhoso. Blaine sabe como sufocar o noivo como ninguém.

P.S*Quero Tina de understudy da Rachel em Funny Girl. Não entendo porque a Santana, sendo latina, podia e a Tina, sendo asiática, não poderia. Fica a dica, titia Ryan!

Músicas no episódio:

“Downtown” – Petula Clark: Artie (Kevin McHale), Blaine (Darren Criss), Kurt (Chris Colfer), Rachel (Lea Michele) e Sam (Chord Overstreet)

“Glitter Rock Vampire” – Canção Original: Blaine (Darren Criss) e Elliott “Starchild” (Adam Lambert)

“You Make Me Feel So Young” – Frank Sinatra: Blaine (Darren Criss) e Kurt (Chris Colfer)

“Best Day of My Life” – American Authors: Blaine (Darren Criss) e Sam (Chord Overstreet)

“Rockstar” – A Great Big World: Elliott “Starchild” (Adam Lambert) e Kurt (Chris Colfer)

“Don’t Sleep in the Subway” – Petula Clark: Artie (Kevin McHale) e Rachel (Lea Michele)

“People” – Funny Girl: Rachel (Lea Michele)

“No One Is Alone” – Into the Woods: Rachel (Lea Michele), Kurt (Chris Colfer), Blaine (Darren Criss) e Sam (Chord Overstreet)

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