
Após o grande choque do último episódio, as conseqüências, enfim, começam a aparecer. E estou entre o grupo que ficou com medo do caminho que os produtores estão seguindo.
Spoilers Abaixo:
Em um olhar mais atento ao episódio, me pareceu que o caminho do fim dessa temporada já está definido: vai ser inteiramente focado nos relacionamentos afetivos. Claro que o (provável) casamento de Chase e Cameron é apenas o mais óbvio desses acontecimentos. Porém quem já está ligado a algum tempo percebeu que a Thirteen, a cada episódio, faz perguntas aos pacientes casados sobre como são suas vidas. Neste último, foi a vez de pedir conselhos ao Taub. À toa não foi. De pouco em pouco, a idéia vai entrando na cabeça dela, e acho muito provável que uma discussão sobre o assunto venha em um episódio futuro, fechando esse ‘mini-arco’.
Aliás, parando pra pensar, senti falta de um arco específico nessa temporada. Não sei se aquela época do detetive particular (que, por sinal, sumiu que nem ninja na fumaça) dá pra contar. Tanto que custei a lembrar dele enquanto tava digitando esse post.
Também não dá pra deixar de lado o fato de que ninguém mais duvida de como Cuddy está, literalmente, aos pés de House. Até mesmo os próprios personagens da série já comentam, e vai ser questão de tempo até isso explodir. Só espero que isso não seja o foco do season finale – ia ser demais pro meu gosto um episódio centrado somente nisso.
Mas o importante de salientar é que, mesmo com todo esse movimento a favor do romantismo, a série ainda dá aquelas tiradas ótimas contra ele, pois, novamente, deram um jeito de culpar o amor por tudo. Afinal, o problema médico da semana só começou porque o paciente quis ser gentil e comprar uma rosa pra esposa. Mais irônico impossível.
Interessante também foi a construção dos diálogos. Parece que estou chovendo no molhado – e provavelmente estou mesmo – mas as falas do Chase nesse episódio foram dignas de prêmio. As respostas secas e diretas foram totalmente coerentes com a situação, e a atuação do Spencer não ficou devendo em nada.
Não dá pra esquecer de falar do esquema que o Wilson armou, aparentemente só pra sacanear o House, mas que acabou se mostrando mais profundo que parecia. E as cenas entre os dois, de novo, estão entre os melhores momentos do episódio.
E falando em Wilson, não tem como não citar a aparição de Amber ao fim do episódio, lembrando que – sim! – House é uma série dramática, e não romântica, e que até o mais frio dos personagens sofre com os problemas à sua volta. Não se surpreendam com futuras aparições dela, e, se bobear, outras alucinações ainda mais estranhas.














