Mais alguns passos na recuperação de Tony DiNozzo.
Se é algo que NCIS jamais para de acertar é em seu desenvolvimento de personagens. E um dos méritos dessa 11ª temporada – mesmo quando falamos em um episódio inferior como Alibi – é o trato dado ao processo que Tony tem enfrentado no decorrer desses episódios pós-Past, Present and Future.
Alibi pecou pela previsibilidade do caso, reaproveitando na resolução a troca de crimes para manter a dificuldade em derrubar o álibi. Confesso que até estava entusiasmada com o decorrer das investigações, curiosa para ver como o atropelamento e o esfaqueamento se cruzariam, até o momento em que ficou óbvio o uso do recurso já repetido em NCIS temporadas atrás. Não pela repetição em si, uma vez que é difícil reinventar as resoluções depois de 11 anos. Porém aguardava por algo mais surpreendente, o que nunca foi problema para a série.
Porém, o que faltou no procedural, sobrou na caracterização, especialmente de Tony.
Foi acertada a manutenção do mistério sobre o que Tony fazia, desde o momento em que foi deixado de carro na cena do crime. Isso, juntando-se a todo processo devidamente trabalhado nos episódios anteriores, serviu para aguçar a imaginação e despertar um pouco os detetives nos espectadores.
Vimos a solução em um momento inesperado, quando Tony mostrou conhecer o local onde se realizavam reuniões do A.A. Fui atingida por certa surpresa, achando que os roteiristas apelariam para uma solução imediata de entregá-lo ao vício do álcool. Não seria tão absurdo se considerarmos os maus momentos pelos quais o personagem tem passado. No entanto, não iria condizer com o costumeiro desenvolver feito por NCIS, que sempre colocava indícios sobre o que trabalharia posteriormente. Sem contar que, dentro de minhas reviews passadas, falei sobre a gradual recuperação apresentada por Tony, recobrando um pouco de sua irreverência – demonstrado perfeitamente nas brincadeiras feitas no Halloween. Isso não viria de encontro caso o personagem estivesse entregue a esse tipo de vício.
No entanto, vimos que na verdade Tony buscava um grupo de apoio para tudo o que tem enfrentado “no último ano”, como o próprio mencionou. O que é um grande avanço, uma vez que o personagem sempre teve problemas em admitir que precisava de ajuda, sendo sempre o ouvinte dos sermões ineficazes de McGee sobre o assunto.
Dessa vez, ele apenas sentiu a necessidade de buscar a ajuda, e o fez por conta própria, sem que ninguém precisasse dizer nada a ele. E, dentro do que foi observado nos últimos episódios, foi justamente sua iniciativa que guiou a melhora aparente. Quem diria que Tony, para variar, procurasse cuidar de si mais que dos outros?
No mais, acompanhamos o relacionamento de McGee com Delilah tornar-se cada vez mais sério. Dentro do histórico de NCIS, é certamente um dos relacionamento mais duradouros da série (perdendo apenas para o de Palmer). Isso certamente pode incomodar aqueles que torcem para que finalmente algo ocorra entre McGee e Abby. Até o ciúmes dela pararam na mesma medida em que o namoro do rapaz avançava a olhos vistos. Mesmo assim, tivemos algumas boas e curtas cenas que exaltaram a amizade dos dois.
Alibi foi um episódio mais fraco em relação ao seu procedural. No entanto, apresentou boa continuidade no trabalho com seus personagens.















