O mais interessante caso semanal de SHIELD.

Infelizmente, por problemas técnicos (literalmente, no meu computador), não pude fazer a review da semana passada, de modo que fui substituído pelo meu xará, quebrando um galho para mim. Mas agora, normalizada a situação, estou de volta, com um episódio que me deixou bastante contente.

O episódio da semana passada foi o mais completo para mim, porém este Eye Spy trouxe o que considero o melhor caso semanal neste início de série. Estou gostando de ver como a série está se desenvolvendo, mesmo que, aparentemente, só tenha nos entregado episódios fillers até aqui, mas é necessário neste começo para pegarmos bem como se dará a dinâmica da equipe, além de desenvolver as habilidades e personalidades de cada um. Passado este tempo de adaptação, é possível (e provável) que a série vá investir mais no arco principal e dar vazão a casos semanais mais interessantes, mas este episódio já conseguiu dar conta de nos trazer um bom caso.

Uma das coisas que mais gostei foi como se deu a dinâmica da equipe, saindo dos conflitos repetitivos (e por vezes desnecessários) entre os membros, principalmente entre Ward e Skye, sendo que a dinâmica entre eles melhorou e cresceu bastante neste episódio. Agora parece que eles vão conseguir trabalhar juntos, funcionando como a unidade que devem ser, como as engrenagens de um relógio. Justamente pela equipe estar mais entrosada e mais unida, os casos semanais irão fluir de maneira bem melhor, como aconteceu aqui.

O próprio caso da Agente Amador foi interessante, conseguindo se sustentar por si só, nos trazendo elementos interessantes, dentro de um universo fantástico-porém-teoricamente-possível que super se encaixou, libertando a série da dependência que ela vinha tendo em relação aos filmes, e a menos que eu tenha perdido alguma informação, não acredito que a tecnologia usada no olho da Bionic Woman já tenha sido usada de trama em algum filme anterior. O caso foi desenvolvido dentro de um ritmo consistente, pecando talvez apenas pelo excesso de sentimentalismo envolvido (principalmente por parte do A.C., gostei Skye, vou pegar emprestado o apelido, viu?), por se tratar de uma ex-agente da corporação, que foi treinada pelo próprio. Esse tema de “Semper Fidelis” em séries de espionagem já está um pouco batido, mas ainda assim foi interessante mostrar o conflito entre o ponto de vista de Phil, May e Ward, sendo que Fitz, Simmons e Skye só assistiram de camarote os argumentos de cada lado. O conflito (interessante, não aquele chato clichê de diferenças entre personalidades) é importante pois é ele quem move a ação dramática das histórias, por isso, tendo um bom conflito, temos uma boa dramaticidade em cena.

Mas nem só de drama ou ação se faz um bom episódio, de modo que a comédia ficou um pouco mais bem acentuada neste Eye Spy, e talvez tenha sido o episódio com as melhores sacadas cômicas desde o piloto, e o principal ponto positivo é que, após as experimentações feitas nos três antecessores, já sabemos quais personagens funcionam com as melhores escapas cômicas, e ao que parece, os roteiristas também já passam a ter esse insight, pois praticamente todas as piadas feitas pro Phil (agora em menor quantidade, mas ainda presentes), Ward e Skye funcionaram muito bem dentro de seus respectivos contextos. Sinceramente, achei super engraçado (não vou usar a palavra “hilário”, pois seria exagero) a cena em que Ward tem que “seduzir” o guarda. A gente já sabe que ele é o bad-ass da equipe, que derrota um bando de inimigos muito rapidamente e apenas com os punhos, por isso mesmo, vê-lo nessas situações inusitadas em que, pelo menos teoricamente, deveria usar outros recursos, como a simpatia e sedução, acabam sendo bastante leves e divertidas de se acompanhar.

Após quatro episódios, já podemos ver que alguns panoramas podem estar se esboçando. Por exemplo, quem está verdadeiramente por trás da implantação e manipulação da tecnologia em Akela? Isso ficou em aberto e certamente este arco será reaberto mais tarde. Algumas pequenas dicas vão sendo mostradas sobre o que realmente aconteceu ao Agente Coulson. No piloto, havia a conversa entre a agente Hill e o cara aleatório (muito bem lembrada pelos leitores), indicando que pode haver algo a mais na volta dos mortos de Phil. Além disso, no episódio anterior, Coulson tem dificuldades em manipular a arma, alegando estar um pouco enferrujado, mas demonstrando que há algo de errado com sua memória muscular. Neste episódio A.C. foi apresentado numa versão mais “soft” do que ele antigamente era, despertando a curiosidade da Nick Fury feminina. Tudo isso vão aos poucos compondo um quadro que deverá ser o arco principal, talvez não apenas da temporada, mas da série.

A expectativa daqui para a frente é que ela busque sua própria identidade, não ficando tão co-dependente dos filmes já lançados. Fazer referências é legal, ser usado até mesmo de ponte para o Projeto Vingadores 2 também é válido, assim como usar da vasta mitologia que a Marvel possui. Só o que não pode é ter todos os seus casos apoiados, direta ou indiretamente, nas tramas já explorados anteriormente pelos longas-metragens. Mas até onde pude perceber, parece que a série está justamente caminhando para essa identidade própria, é torcer para ela conseguir alcançá-la o mais rápido possível.

Em tempo 1: As cenas de ação e efeitos especiais continuam com tudo em cima. Seria bom a série não perder isso, pois ajuda a construir a tal identidade citada mais acima.

Em tempo 2: Assim como os filmes, a série também está buscando possuir as famosas “cenas pós créditos”, que servem normalmente de cliffhanger ou escapada cômica. A do episódio passado serviu com o primeiro intuito, este com o segundo.

Em tempo 3: O que me lembra do seguinte: Skye sua safadinha.

Em tempo 4: “Preciso de sua ajuda”. Ward sobre ter que seduzir um guarda.

Em tempo 5: “Da próxima vez, eu decido os nomes”. Phil sobre os codinomes “ônibus” e “ônibuzinho”, codinomes utilizados na missão.

Em tempo 6: “O doutor Fitz precisa assumir. É a área de conhecimento dele, não minha”. Simmons após arrancar o olho de Amador.

Em tempo 7: A missão de Amador era ver uma equação que parecia ser alienígena. Será trama futura ou ponte para algum filme futuro?

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