O único reality musical a vencer o Emmy de melhor reality show está de volta… e mais revigorado do que nunca!

Não há série maníaco de plantão que não vinha ansiando há tempos pela chegada desta semana.  Afinal, a fall season está de volta, e todos os nossos dramas e comédias favoritos – além de uma ou outra estreia que parece interessante – retornam nos próximos dias. E, apesar de eu estar incluído neste grupo, devo dizer que nada estava me fazendo arrancar mais cabelos do que o retorno dessa maravilhosa bancada. Fall season é, por enquanto, sinônimo de retorno do nosso Fab Four original, e, diante de uma première tão refrescante como essa (e com a maior audiência de estreia desde a première pós-Superbowl, na segunda temporada), espero honestamente que essa situação ainda permaneça por muitos anos.

The Originals – I Love Rock ’n’ Roll (Arrows)

http://youtu.be/jGl4GiW6ffw

Honestamente, eu estava aguardando uma escolha um pouco mais emblemática de repertório. A própria “Reunited” (Peaches & Herb) escolhida para o divertido promo da nova temporada é bem mais interessante e diz muito mais do que “I Love Rock ‘n’ Roll”. Fiquei levemente decepcionado com a escolha, mas obviamente, a execução foi primorosa e só serviu para mostrar como esses quatro funcionam bem juntos.

Um dos argumentos usados por Christina foi o que mais chamou a minha atenção nesta première: segundo ela, o candidato em questão deveria escolhê-la porque Adam e Blake já estão cansados, enquanto ela estaria re-energizada. É claro que foi tudo brincadeira e que Adam e Blake não deixaram nem um pouco a desejar, mas , em um outro âmbito de análise, vou dizer que concordo, e muito, com a linha de raciocínio de Christina.

Assim como aconteceu na temporada passada, o grande trunfo da reestreia passou longe dos veteranos. De uma maneira geral, apesar de o formato do programa já estar mais do que impregnado em nossas mentes a esta altura, foi justamente o retorno de Christina e Cee Lo o principal motivo da novidade que, para a nossa sorte, permeou toda a primeira semana. Os dois veteranos mostraram que chegaram querendo, e muito, fazer valer seus salários e manter o emprego que o público dos EUA anda lutando net afora para ser extinto e entregue em definitivo para Shakira e Usher  – ou ao menos o público mais barulhento, já que, previsivelmente, não se vê nenhuma insatisfação com Christina e Cee Lo nos números da audiência da estreia. Nossos saudosos #TeamXtina e #RedZone voltaram ON FIRE e parece que irão dar trabalho. Ou seja, está tudo do jeito que sempre amamos nesta nova temporada do The Voice, e, em princípio, isso me deixa extremamente aliviado.

Mas vamos ao que interessa e sempre interessou ao nosso reality favorito: as vozes. Preparados pra mais uma leva de torcidas, impressões, decepções e, acima de tudo, talento que só o The Voice pode oferecer? Então vamos lá!

Kat Robichaud – I’ve Got The Music In Me (The Kiki Dee Band)

http://www.youtube.com/watch?v=mL6Fb1JbqHk

Com uma belíssima escolha de repertório, Kat e sua voz áspera perfeita para o rock me conquistaram logo de cara. Cheia de energia e carisma, a cantora abriu o show com chave de ouro e, mesmo com o excesso de gritos completamente fora de lugar ao final da apresentação, Kat canta MUITO e já se transformou em uma das minhas favoritas. A julgar pela virada tripla (pra variar, só Adam se recusou a apertar o botão e ainda sabotou – mas cheio de razão – uma possível escolha de Blake), ela também é uma das favoritas dos coaches.

O mais interessante da bancada formada pelos quatro originais é que já sabemos quem é o coach mais apropriado para cada artista antes mesmo que eles comecem a se vender. No caso de Kat, torci muito por Cee Lo, já que é só lembrar o que ele fez por Vicci Martinez e por Juliet Simms para ter uma ideia do potencial de Kat na Red Zone. Aparentemente, a cantora fez o dever de casa e assistiu às temporadas anteriores, inaugurando a quinta temporada com uma belíssima vitória de Cee Lo.

Caroline Pennel – Anything Could Happen (Ellie Goulding)

http://youtu.be/kiLJ53jILBY

Logo de cara, o timbre de Caroline me lembrou um pouco o de sua xará, Caroline Glaser, da temporada passada. Também cheguei a invocar Melanie Martinez, do terceiro ciclo. Mas, ao longo da apresentação, percebi que sua voz tinha um alcance maior do que a da primeira e era bem mais afinada do que a da segunda. Essa voz fez com que, em conjunto com essa belíssima versão acústica que melhorou a já ótima canção de Ellie Goulding, eu fosse totalmente convencido de que a adorável garota merecia, com louvores, seguir adiante. Caroline seria perfeita para o Blake Shelton da primeira temporada, aquele que consagrou Xenia e Dia, mas estaria em sérios apuros se escolhesse o atual Blake, que vem de um ciclo no qual claramente considerava que cantar country era mais importante do que cantar bem ou ser original. Assim como Kat, Caroline fez o dever de casa, e escolheu Cee Lo para ter mais chances de seguir adianta na competição. Aliás, vale mencionar que Kat e Caroline foram apenas as primeiras de uma tendência extremamente notável nesta première: a de só cantores country optarem por Blake. Blake não é o primeiro e nem será o último coach a enfrentar problemas consequentes de más escolhas de temporadas anteriores, mas é o primeiro que me faz perceber que até ganhar o The Voice tem seu preço, pago em temporadas posteriores. Veremos até onde vai essa tendência.

Donna Allen – You Are So Beautiful (Joe Cocker)

http://youtu.be/4G4CYt1BzBE

Uau, uau, uau! Do alto de seus 54 anos, Donna esbanjou experiência e maturidade vocal ao longo de toda a performance. Maturidade que transborda quando ela reconhece os pontos exatos em que ela deve subir ou descer, em que ela deve explodir ou se conter, em que ela deve aplicar seus melismas e vibratos ou simplesmente deixar a canção fluir. Essa sabedoria, que muitos candidatos do The Voice não conseguem obter ao longo de sua jornada, já está com a candidata desde o início, e por isso entendo perfeitamente quando Adam diz que se sentiu como se estivesse no final do programa. A esta altura, porém, sabemos que candidatos acima de 40 anos tendem a ser negligenciados nesse tipo de programa, muitas vezes antes mesmo de serem avaliados pelo público (ainda sou um viúvo de Yolanda Barber, que cantou excepcionalmente, mas não conseguiu sequer uma cadeira virada na terceira temporada). Por isso, é melhor não se apegar muito.

Apesar de ter morrido de pena de Christina, que parecia querer de verdade Donna para seu time (a mulher apertou o botão com meio segundo de música!), fiquei reticente. Christina é perfeita para orientar candidatos menos experientes que ela, mas será que duas divas funcionam juntas? Até hoje responsabilizo choque de gênios pela eliminação de Jesse Campbell pela cantora na segunda temporada, e por isso achei melhor que Donna não escolhesse Christina. E, talvez por isso, ou talvez simplesmente por achar Adam um sonho de consumo (levando em conta o “abraço” posterior, que conseguiu deixar Christina – aquela que lançou “Dirrty” – chocada!), a cantora preferiu o vocalista do Maroon 5, que, infelizmente para ela (e para muita gente que está lendo, tenho certeza), inaugura uma temporada noivo pela primeira vez.

Depois de uma eliminação, que, confesso, me deixou feliz (“Um country a menos, uhu!”), chegamos ao melhor candidato da première.

Matthew Schuler – Cough Syrup (Young The Giant)

http://www.youtube.com/watch?v=z4il0dApEFg

O video de apresentação de Matthew não me preparou nem um pouco para o que estava por vir. Fiquei completamente boquiaberto no primeiro segundo de música, com sua incrível versão a capella dos primeiros versos, e me juntei aos coaches na vontade de apertar o botão imediatamente. Tudo no candidato tem cheiro de sucesso, do seu timbre delicioso de ouvir até o sorriso e a pinta de popstar. Matthew poderia facilmente seguir a escola de Bruno Mars e, com isso, conquistar o público do programa. Diante de uma voz tão bela e poderosa, eu jamais poderia ter pensado em um coach que não fosse Christina. Fiquei tenso, torci, esperei pelo bom senso do candidato, e acabei sendo atendido, com Christina vencendo a primeira disputa quádrupla da temporada. É uma aposta interessante, que tanto pode ter contado com o talento da cantora como pode ter levado em consideração o número de ótimos cantores que escolhem os demais coaches e são, dentro de um time forte, eliminados prematuramente nas batalhas e knockouts.

Matthew, agora, disputa pau a pau com Karise Eden, do The Voice Australia, o recorde de candidato a virar mais rapidamente as quatro cadeiras. Karise, que, aliás, venceu a temporada da qual participou. Ou seja, Christina certamente pode estar com uma arma poderosíssima em mãos. Se essa arma irá guiá-la para a final do programa ou se explodirá no colo da própria cantora, a meu ver, só depende das escolhas dela. Torço, portanto, para que ela se inspire em seu ótimo desempenho na segunda temporada, e não em suas lamentáveis escolhas na terceira. Se depender de sua inspiração na hora de compor a divertida musiquinha “I beat Adam at a blind”, tendo a ser otimista.

E, então, entre em cena o melhor personagem da première. Um personagem que, de certa forma, quebra o discurso sobre o The Voice ter perdido sua essência e se entregado ao conservadorismo, como na temporada passada.

Nic Hawk – Hit ‘Em Up Style (Oops!) [Blu Cantrell]

http://www.youtube.com/watch?v=68ept0f7rpk

Ok, ok, sejamos francos. Nic Hawk não tem nenhuma grande voz. Em nenhum sentido possível: potência, timbre, técnica… Nic é bom, mas apenas bom, em todos eles, e, sonoramente, não tem nada único ou original. Mas em termos de performance, foi sem dúvida o melhor candidato da temporada. Nic dominou o palco como uma verdadeira estrela, controlou a respiração como muitas vozes excelentes que participaram do programa jamais conseguiram, se soltou e brilhou com seu carisma gigantesco, chamando Adam de bonitão e dizendo que não conseguiria se concentrar nos ensaios caso o cantor fosse seu coach. A meu ver, as características citadas são tudo o que 99% dos cantores que fazem sucesso atualmente são capazes de fazer, então não dá para dizer que Nic deixa a desejar em relação ao mercado. Mas, tirando o elefante da sala, acredito que sua homossexualidade o tornará um candidato extremamente polarizador em relação ao público. Isso pode influenciar as escolhas do coach, que o eliminaria pensando em uma possível rejeição. Mesmo que isso não aconteça, não vejo Nic avançando sequer uma semana por votação popular. E, claro, ainda há a possibilidade razoável de que ele perca legitimamente durante as batalhas ou knockouts, já que não é um cantor tão excepcional assim. Por isso, apesar de Nic trazer de volta a essência do The Voice, a bandeira progressista da qual o show podia se gabar nas duas primeiras temporadas, acredito que não seja uma boa ideia se apegar muito a ele. Ao menos podemos esperar alguns minutos de pura diversão nos ensaios das batalhas, e nisso vocês podem apostar!  No fim das contas, Nic escolheu Adam em detrimento de Cee Lo, o que considero um erro. O próprio Nic parecia se identificar mais com Cee Lo e Christina, já que até incluiu os nomes deles em um dos versos da música. Mas, diante do ocorrido, fica a pergunta: conseguirá Nic se concentrar? Aguardemos os próximos capítulos.

Depois de um combo de eliminados que só me deixou louco de curiosidade para saber quem serão os whos aprovados nesta temporada, tivemos a eliminação do simpático e talentoso, porém bastante verdinho, Matthew Brea, de 15 anos. E uma pausa importante:

Recalque define meu sentimento.

Recalque define meu sentimento [2].

Recalq… oh wait!

Shelbie Z. – Here For The Party (Gretchen Wilson)

http://www.youtube.com/watch?v=QtLac_SCIYg

Shelbie é outra personagem interessantíssima. A mocinha que desistiu de disputar concursos de beleza porque sofria bullying por ser gordinha é um prato cheio para a identificação com o público americano. E, independentemente disso, a verdade é que a garota deu um verdadeiro show em sua blind audition, com uma voz poderosa e uma baita presença de palco que fez jus à força da excelente canção escolhida. É como eu sempre digo: não tenho nada contra cantores country, desde que eles sejam julgados por seus reais méritos, e não por motivos que eliminem pessoas mais talentosas para favorecer ao estilo gratuitamente. Shelbie, ao que parece, não precisará lançar mão de nada que não seja a própria voz. É claro que ela escolheria Blake, o que me leva a lamentar um pouco o fato de que o único defeito que vi em sua blind – sua incapacidade de transmitir sentimento por meio da expressão facial – jamais será corrigido, já que Blake (que ao menos continua inspiradíssimo em suas piadas, me arrancando gargalhadas com “Shelbie, this is no time to monkey around!”) já deixou claro que não se importa com isso.

Josh Logan – Too Close (Alex Clare)

http://www.youtube.com/watch?v=vDeyeQxPooI

De uma maneira geral, não achei a voz de Josh única ou incrível. É uma boa voz para o rock, com certeza, mas nada que se destaque muito. Mas o que se destacou imediatamente nos meus ouvidos foram os ótimos melismas que o cantor executa durante sua performance, coisa raríssima em cantores do estilo. Isso chamou a minha atenção na mesma proporção em que me deixou confuso, principalmente quando Josh afirmou que sua grande influência era Stevie Wonder. Assim, eu, que tinha certeza de que o suposto roqueiro escolheria Adam, imediatamente percebi que sua coach seria Christina. Tenho plena consciência de que é uma questão de gosto – muita gente odeia melismas. Particularmente, adoro, e fiquei bem feliz por saber que Christina o ajudará a desenvolver sua técnica vocal nesse sentido, em vez de outro coach suprimi-la.

A pergunta de Carson Daly (“Por que Christina?”) e posterior resposta de Josh me fez pensar muito sobre as forças e fraquezas de cada coach. Adam, que ganhou meu respeito principalmente na temporada passada, é um cara que adora originalidade e está totalmente disposto a correr riscos, mas não se envolve tanto quanto os demais coaches e já cometeu erros grotescos de escolhas de repertório que eliminaram seus candidatos. Além disso, é o time para onde costumam ir os melhores candidatos, o que significa que a chance de perder uma batalha é consideravelmente maior. Blake é um dos maiores nomes do country atual, tem inúmeras conexões em Nashville e é um ótimo porta-voz para chamar votos para o seu time, mas é extremamente tradicionalista e desestimula a criatividade e a originalidade, além de não dar nenhuma chance a cantores fora do gênero country em seu histórico recente. Cee Lo é aquele cara com o coração gigantesco, cujos argumentos para convencer cantores costumam ser bastante emocionais, e é dono do Red Zone, um nome único para um time que valoriza, acima de tudo, a individualidade e a personalidade do candidato. Mas é o recordista de pareamentos e escolhas erradas em batalhas e knockouts. Já Christina, como bem disse Josh, sabe exatamente do que está falando. Ela entende de música, de produção e de técnica vocal como nenhum outro coach do programa e tem uma imensidão de conhecimento para passar adiante. Mas, por ser uma mulher de personalidade forte e ter fama de diva, falha no fator likeability e, por isso, tem dificuldade de criar empatia do público em relação a todo o seu time.

Cabe aos candidatos ponderarem sobre essas forças e fraquezas e decidir o que consideram melhor. O que vale mais a pena? Arriscar o sucesso absoluto nos charts ou crescer como profissional e artista? Mirar com fé no primeiro lugar com um coach mais popular ou ter mais chances de ir à frente em um time mais fraco? Identificar-se musicalmente com o coach ou tentar aprender coisas novas com alguém diferente de si próprio? Essas são questões sobre as quais cada candidato precisa refletir antes de fazer a escolha do coach, e é por isso que essa escolha, muitas vezes, pode nos revelar informações interessantes sobre o próprio candidato.

Quem sequer teve a oportunidade de fazer essa escolha foi o eliminado Delvin Choice (sobrenome irônico diante dessa situação, não?). Cantou legalzinho, mas this is The Voice, e nem o cabelo estiloso nem o empurrãozinho do patrocinador do programa foram suficientes para classificá-lo.

E chegou a hora do pimp spot, e ganha um bombom Serenata quem adivinhar para que time ele ficou guardado!

James Wolpert – Love Interruption (Jack White)

http://www.youtube.com/watch?v=OAdpLjiEnlk

Entendo porque James ficou como pimp spot: tem a aparência, a voz e o estilo de alguém que pode ir muito longe na competição. Roqueiros costumam se dar bem no The Voice, mas, em retrospectiva, os perfis que realmente funcionaram foram de candidatos mais velhos, com mais de 30 anos (Jared Blake e Terry McDermott, por exemplo), então veremos se James conseguirá conquistar os fãs de rock mesmo com essa cara de rapazola. Ele me lembra um pouco o Devon Barley, da primeira temporada, mas com muito mais voz, talento e carisma. Christina, a única dos coaches que ofereceu alguma resistência para apertar o botão, estava prestes a fazê-lo quando o rapaz começou a desafinar, o que a forçou a esperar por uma supernota para que ela finalmente virasse. Outra coisa que adoro no The Voice é isso: tentar “ler” o que está se passando na cabeça dos coaches enquanto eles tentam decidir se apertam ou não o botão. Acabei me pegando torcendo muito para que James soltasse uma nova avassaladora que convencesse Christina, o que aconteceu no último instante da apresentação, gerando assim mais uma batalha quádrupla entre os coaches.

Mas pimp spot do The Voice não é pimp spot se não for para o Team Adam, certo? Por isso, eu já estava esperando que essa fosse a escolha de James, porque algumas tradições merecem ser mantidas.

Chegou a hora daquele famoso bate bola jogo rápido, com minha ordem de preferência de cada time (e de cada cantor dentro dos times) e breves comentários:

Team Xtina: Matthew Schuler, Josh Logan

Confesso que comecei a temporada achando que, assim como aconteceu com Shakira na temporada passada e com a própria Christina na primeira, a cantora não teria popularidade suficiente para conquistar cantores para seu time quando estes pudessem ter outras opções. Felizmente, eu não poderia estar mais enganado, e a disputa está extremamente acirrada, com Christina ganhando, a meu ver, por uma margem muito pequena dos demais candidatos, em especial devido a sua arma secreta chamada Matthew Schuler.

Team Cee Lo: Kat Robichaud, Caroline Pennel.

Cee Lo também está on fire, tendo vencido Christina e Blake com argumentos muito mais emocionais do que agressivos e conquistando duas cantoras com potencial (e MUITO potencial, no caso de Kat) e ficando em segundo lugar no meu ranking.

Team Blake: Shelbie Z.

O Team Blake teve uma participação mais discreta, e por isso é difícil analisá-lo de maneira eficaz, mas tive uma ótima impressão de Shelbie, e acredito que ela possa ajudar Blake a chegar longe na competição caso siga a linha explosiva e dinâmica dessa blind.

Team Adam: Nic Hawk, James Wolpert, Donna Allen.

Adam está em ultimo por uma mera tecnicalidade: todos os seus candidatos estão acima da média inclusive dessa première e se destacaram de alguma maneira, mas nenhum deles é incrível suficiente para superar os três destaques dos demais times (Kat, Matthew e Shelbie). Mas, conhecendo Adam como conhecemos, não acredito nem um pouco que ele passará muito tempo fora da primeira colocação.

Assim, encerramos a primeira noite desta sensacional première, e o que me dominou foi a sensação de “quero mais, muito mais!” O talento, a qualidade artística e o entretenimento  que esse programa tem a oferecer, mesmo já em sua quinta temporada, justificam, a cada episódio e a cada apresentação, porque o The Voice é o único reality show musical da atualidade a merecer – e a receber – um Emmy. Que venha a quinta temporada!

P.S. – Perdeu a estreia e quer ver tudo bonitinho, legendadinho e pela TV? Para quem ainda não sabe, o Canal Sony transmitirá o The Voice pela primeira vez em terras tupiniquins, aos domingos e segundas, às 23h. A estreia já acontece neste domingo, 29! Divulguem, porque esse programa merece cada vez mais e mais fãs, amigos!

P.S. – Desculpem-me pela qualidade de alguns vídeos. Foi o melhor que consegui com a NBC travando seu canal para fora dos EUA.

P.S. – Alguém sentiu falta de Christina Milian?

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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.