Quando as mulheres se tornam o destaque.

Spoilers Abaixo:

Enquanto Nolan, nosso protagonista muito carismático, não desperta a empatia do público em nenhum momento, as personagens femininas de Defiance, no entanto, são muito interessantes. Seja como uma prefeita nomeada, uma “trabalhadora da noite”, uma alien que manipula facas, ou uma esposa de pele branca, persuasiva e manipuladora, não há como não se render ao charme e estilo de pelo menos uma delas.

O trabalho que está sendo feito nessas personagens deixa claro que nenhuma delas atende ao rótulo de “sexo frágil”. Elas estão ali para acrescentar, e muito, à história, podendo bater de frente com qualquer um dos “machões” da cidade. Achei irônico o título dado ao episódio, já que nesse caso as mulheres roubaram a cena. Se o objetivo era tentar mostrar Nolan como um guardião respeitado e que consegue se impor sobre as pessoas que vivem lá, sinto muito, mas não funcionou. Novamente ele ficou em segundo plano, servindo apenas para socar e atirar em algumas pessoas.

Fiquei muito contente ao ver que finalmente resolveram dar um destaque especial para a Amanda, já estava achando nossa prefeita um pouco apagadinha, aparecendo em breves momentos sem adicionar muito ao enredo. Dessa vez ao focar a sua relação com Kenya, pudemos entender como ela lida bem com o fato da irmã ser uma prostituta, o que para muitos seria algo estranho e repugnante, para ela é uma maneira de dar a liberdade que a irmã precisa, e que foi perdida tão cedo, quando a mãe delas fugiu e tiveram que agir por conta própria. Kenya também se mostrou uma mulher de personalidade, não se limitando a ser apenas a “prostituta-chefe” que cuida do bordel da cidade.

E falando de mulheres de personalidade, eu não posso deixar de falar sobre Stahma. Essa mulher, que é a verdadeira mente por trás das ações de Datak e que não possui nenhuma quantidade de melanina na pele, está me conquistando cada vez mais e já estou quase a elegendo como minha personagem favorita da série.

Ela sabe como conseguir o que quer. O momento no qual ela se dirige à Amanda com aquele discurso de “Adoro sua irmã pelo fato de ela manter relações sexuais (Desculpem, mas o termo “trepar” não cairia bem, afinal somos um site de respeito gente!) com o meu marido.”, e fazendo uma cara de “está tudo bem.”, somente para convencer a prefeita a dar o cargo de Conselheiro da Cidade para o marido mostra que nem sempre é preciso ter força bruta para alcançar seus objetivos, só é necessário ter uma mente que saiba os momentos certos de agir, como e com que proceder, que tudo estará resolvido.

E também já começamos a desvendar a utilidade daquele objeto dourado que Rafe encontrou nas coisas de Luke. Pelas pinturas nas paredes das minas, ele deve servir para alguma espécie de processo de purificação ou destruição, e ao que parece, existem mais desse objeto.

Volto a repetir que as mulheres de Defiance são espetaculares e poderiam muito bem acabar com o Nolan, se quisessem. Só vamos torcer para que não resolvam voltar atrás e as coloquem como pedaços de madeira, que não contribuem para nada. Afinal, não é só de rostinhos bonitos que uma série sobrevive.

PS: Cadê a velhinha simpática que interpreta a antiga prefeita? Estou curioso para saber o que ela anda tramando.

PS²: Qual era a relação do Bioman Ulysses com aquele cara, o Miko? Só eu ou mais alguém achou que eles poderiam ser namorados? Tenho que admitir que isso não ficou muito claro.

Artigo anteriorDefiance | Série é renovada para 2ª temporada pelo canal SyFy
Próximo artigoVeep – 2×04: The Vic Allen Dinner