
Um episódio com grandes revelações.
Spoilers Abaixo:
Às vezes fico imaginando como seria se Lost Girl tivesse uma verba alta, normalmente necessária para se transformar as boas séries de ficção em realidade. Quanto mais os roteiristas iriam se aprofundar neste mundo de fantasia tão encantador? Como teriam desenvolvido “Ceremony”? Pois é, Lost Girl é uma série com “pouca grana” e mesmo assim consegue prender completamente a nossa atenção. Ponto para toda a equipe de produção. Este episódio é carregado de pura fantasia e aventura, o que me deixou realmente feliz em assisti-lo. E mais ainda, teve grandes revelações abrindo novos caminhos para o final da temporada que definitivamente promete ser surpreendente.
“O Despertar”, é disso que “Ceremony” se trata? Deveria ser. Mas na verdade foi muito além da evolução ou involução de Bo. Novamente, os roteiristas nos deram uma dose enorme de drama, demonstrando que Lost Girl fala nas entrelinhas é de amor, família e amizade. Todos amam tanto a nossa Succubus que desejam ajudá-la pagando qualquer preço.
Kenzi reapareceu encantadora como sempre e quem diria, completamente sentimental. A conversa com Trick foi extremamente adorável. Ao sentir que pode perder Bo, algumas questões se tornam pertinentes para ela e com a crueldade de Stella, tudo fica ainda pior. Apesar de saber que não é um “bichinho de estimação” de nossa Succubus, será que ela não se sente assim às vezes? Achei este plot interessante, pois já está na hora de explorar mais profundamente as verdadeiras nuances deste relacionamento Fae-humano. E como sempre, Kenzi é o ponto de equilíbrio de Bo. Team Bo-Kenzi infalível.
Lauren, que parecia estar muito magoada com Bo, demonstrou mais uma vez toda a sua lealdade e capacidade de fazer qualquer coisa para proteger o amor de sua vida. A cena em que a doutora olha para amada depois dela ter salvado Dyson foi de cortar o coração. O que parece estar prestes a acontecer é que para Lauren permanecer com Bo, ela terá que lutar muito e mesmo assim tem grandes chances de não alcançar o seu objetivo.
E sim, quem roubou a cena em “Ceremony” foi Krys que fez de seu Dyson um romântico sem precedentes, sendo impossível não abrir um sorriso com suas declarações “foférrimas” de amor, ainda mais quando a química com Anna é maravilhosa. Não tenho muito mais para falar quando uma pessoa faz o que o lobo fez, ou seja, literalmente morrer por seu amor. Só pode roubar a cena mesmo.
E ainda temos Trick que assume o seu papel de avô com maestria, fazendo nossa Succubus se sentir realmente parte de uma família, mesmo sendo uma pequena família. Todas as cenas com nosso rei do sangue são bem elaboradas, com diálogos profundos e que nos mostram o quanto ele é importante para a série.
E óbvio, Bo sobreviveu ao Despertar, mas não de forma comum. Nossa Succubus nunca foi igual a nenhum Fae e não seria neste momento diferente. Ela arriscou tudo e trouxe Dyson de volta – mesmo sabendo que terão consequências no futuro – e mais do que isto, o ressuscitou. Todos estes fatos tem uma importância fundamental para a reta final da temporada. No episódio 8 da season 2, Bo se transformou em “Super Bo” para salvar a vida de Lauren. Agora ela faz o mesmo para salvar a vida de Dyson. Obviamente, estes fatos não são aleatórios. Como já venho questionando há algum tempo, cada vez mais parece ficar claro que uma Succubus não pode mesmo amar uma pessoa só. Então temos novamente o triângulo amoroso formado. Ou seria o quarteto? Estou muito convencida disto, pois o fato de Bo enrolar para falar com Kenzi sobre o beijo dado em Tamsin é com certeza muito significativo.
Mas sem dúvida nenhuma, as duas maiores revelações do episódio são a descoberta de Bo sobre seu autocontrole, o que dá milhares de possibilidades para a nossa heroína seguir em frente e, principalmente, as referências – que não foram poucas – sobre o poderoso pai de nossa Succubus. Seria ele o Wanderer? Fica a pergunta no ar.
“Ceremony” me inspirou e fez acreditar que quando se tem um excelente material nas mãos, criatividade é muito mais importante do que dinheiro para fazer as coisas acontecerem. Um brinde a uma série que mesmo com pouca verba encontra sempre um jeito de nos impressionar.
PS. Então, como uma série de “pouca grana”, os “defeitos” especiais tão característicos se superaram neste episódio…
PS. Sério??? Apenas uma cena de trinta segundos com Tamsin??? Sem comentários…
PS. O que será que acontece com os humanos que são abandonados pelos Faes que os reivindicou? Fiquei muito curiosa…
PS. Adorei a trilha sonora deste episódio… aliás, é mais um ponto alto da série.
PS. Vex, cadeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeê você?
PS. Gente, só eu sinto falta da Morrigan?
PS. Continuo perguntando: onde está Hale? Fica cada vez mais ridículo terem dado um chá de sumiço em ASH.
PS. Eu perdi alguma coisa? Mas porque a “gostosa” que a Bo não quis pegar no “banquete da Stella” apareceu o tempo todo nas ilusões do Templo?
PS. Estive pensando… algumas coisas ficaram para trás, como a conversa de Bo e Kenzi sobre o retorno do amor de Dyson e uma conversa de todos com Bo para esclarecer o porque de não terem acreditado nela no episódio 3×06. Como a season 3 tem apenas 13 episódios nesta temporada, talvez necessitasse de mais alguns para discutir sobre tudo que é pertinente, já que demonstra ser a melhor temporada até agora. Não quero criar nenhuma desculpa esfarrapada para os furos, mas acho que é sempre bom pensar em todas as alternativas…
PS. No episódio passado falamos em shippar Bo e Tamsin. Pensei em “Valccubus”, mas já me disseram que estava sendo usado por aí “Copbucus”. Ou segundo a própria Bo que andou dando um “apelidinho carinhoso” para Lauren, que tal Bo-To (hahahaha) para Tamsin? O que acham?
Furo do roteiro do dia: Não é bem um furo, mas fiquei pensando… o episódio foi muito bom, mas não teria sido ainda mais interessante se os roteiristas tivessem nos dado um pouco mais de aventura antes de chegar neste grande dia do “Despertar” de Bo? Talvez um episódio a mais de enrolação…














