
Finalmente Psych está de volta, e retornou tão bem quanto eu me lembrava.
Spoilers Abaixo. What?!
Após nos mostrar sua primeira season finale em aberto, Psych retorna exatamente de onde tinha parado, continuando a narração interrompida em Santabarbaratown. Após mais de um ano decorrido, deixando os fãs roendo as unhas para saber qual seria o desfecho, Psych finalmente retorna, nos entregando um episódio não perfeito, mas muito competente.
O que mais chama a atenção em todo o episódio é o fato do roteiro trazer uma carga dramática clara, devido à situação envolvendo Henry, mas sem jamais deixar de lado o todo o humor (às vezes excêntrico) que é tão característica da série. Simplesmente não teve como não rir em absolutamente TODAS as cenas com o Woody. Desde que o personagem apareceu pela primeira vez (não lembro ao certo em que temporada foi, mas creio que tenha sido lá pela quinta) ele sempre tem roubado as cenas em que aparece, se mostrando mais uma ótima escapada cômica (e olha que a série nem precisa disso, já que é uma comédia por si só).
James Roday estava ótimo em cena nesta season premiere, mostrando tanto o lado cômico tão característico de seu personagem, quanto um a que pouco estamos acostumados: O lado dramático de Shawn Spencer. Foi tragicômico ele quebrando a casa de Carp, O ator evoluiu muito se o compararmos com as primeiras temporadas, e isso é muito positivo, pois agora podemos ver outros lados do personagem que até então não conhecíamos ou eram muito pouco explorados.
Dulé Hill teve uma sensível melhora em comparação à season finale passada. Se no episódio em questão Gus tinha ficado bem apagado, ficando exclusivamente como a escapada cômica nem tão eficiente assim, neste episódio o personagem se mostra exatamente o oposto, se não em relevância para o desfecho, pelo menos como a função supracitada. Se por um lado foi mega hilário ver o Blueberry se dando mal na versão de Shawn para máquina mortífera, por outro a morte precipitada do Cranberry foi tão hilário quanto inesperado, mostrando o quanto os roteiristas conseguem nos surpreender com um humor simples, porém eficiente. A única pena desse episódio foi a morte do Cranberry ter marcado o fim de Gus no episódio, faltando certamente uma aparição dele no desenlace da trama.
Jule e Lassie continuam sem aparecer muito, embora o segundo tenha tido um pouco mais de espaço que a primeira, o que foi positivo, pois sua relação com Shawn é muito melhor e mais engraçada do que a dela. Embora tenham assumido namoro, Jules e Shawn ainda não amadureceram de fato a relação, não gerando momentos tão bons assim do casal, o que considero uma das poucas falhas que Psych apresenta. O que espero mesmo é que esta sétima temporada sirva para amadurecer esta relação, nos mostrando cenas dignas para quem é fã do casal.
O roteiro foi coeso e bem amarrado, não deixando pontas soltas. Foi interessante ver que o que começou com a investigação do tiro de Henry, acabou se desdobrando para uma investigação de tráfico internacional de armas com intervenção do FBI.
Como já dito anteriormente, Psych nos entrega um bom episódio, sem deixar de lado o humor característico da série, se firmando o que, em minha opinião eu considero como a melhor comédia policial atualmente em exibição. Agora é esperar o próximo episódio para ver o que esta dupla hilária vai aprontar na semana que vem.
Em tempo 1: Alguém se lembra onde a tal da Chelsea apareceu pela primeira vez? Porque eu não me lembro…
Em tempo 2: Alguém notou que Shawn está mais gordinho de uns tempos para cá?














