
Diva Cohen Chang.
Spoilers Abaixo:
Para quem esperou quatro anos por mais Tina Cohen Chang e a dominação asiática, esse episódio de Glee vem na medida. Divertido, coerente, com ótimas músicas… Em resumo, divertido de acompanhar e um presente para quem torcia pela personagem mais subestimada da série, isso sem falar na presença maciça de Santana, que prova, ao lado de Tina, ser uma das grandes divas de Glee.
O interessante, em relação à Tina, é que a personagem vive seu momento mais surreal. Apaixonada por Blaine, tentando provar que pode e deve ter destaque e acima de tudo que tem personalidade forte o suficiente para conseguir o que deseja. Ao mesmo tempo em que é bizarra, a história funciona e mostra a convergência dos questionamentos que sempre estiveram presentes, mas nunca foram explorados. Tina sempre foi a “amiga”, a “bacana”, aquela que abre mão, que serve como escada para os demais, mas ela também quer a chance sob os holofotes e a hora é essa. Ainda há a questão do término do relacionamento com Mike, citado no episódio e isso vai mostrando porque seus sentimentos por Blaine fazem sentido.
Além de ela admirar o talento dele, Tina enxerga em Blaine alguém tão carente quanto ela e canaliza isso de forma equivocada, talvez. Fiquei bastante apreensiva na cena do ‘vick vaporub’, mas no fim, o resultado foi positivo e expôs as fraquezas de Tina com perfeição. Foi um momento delicado e uma sequência difícil de aceitar, mas Jenna Ushkowitz segurou a onda e deixou tudo muito delicado. Não deve ter sido fácil, afinal, ela tinha que montar em cima de um Blaine doente e cuidar dele, evidenciando fragilidades desconfortáveis.
Mais tarde, ela arrasou em “Hung Up”, completando a tarefa com sucesso. Quase morri de rir quando ela afirma: “Se ela disser que quem ganhou foi a Santana não sei do que sou capaz.”. Muito pontual, se me permitem dizer, porque Santana estava lá, mais uma vez, rondando os corredores da escola como uma espécie de fantasma. Gosto de ver que a própria série faz piada disso, Sue Sylvester sendo a porta-voz, mas já chega. Não dá mais para aceitar, nem em forma jocosa, a presença dos ex-alunos por ali. Não faz sentido e passou do limite. Não é mais engraçado e se transformou num problema.
Claro que Santana detona em todas as canções e levanta a questão de seus sentimentos por Brittany (Sam segurou bem a onda!), que mostra mesmo ser um gênio ao dizer: “Gata, corre atrás dos teus sonhos, fica aqui sendo inútil, não”. Melhor dica impossível, porque Santanão chega metendo o pé na porta de Rachel e Kurt e mostrando que NY nunca mais será a mesma. ERA ISSO QUE ESTÁVAMOS ESPERANDO. Só demorou meia temporada para acontecer, não é mesmo?
De forma geral, tudo em Ohio segue bem. Estou adorando o desenvolvimento de Sam e Britanny, mas espero por mais de Artie também. Única coisa absolutamente bizarra foi o beijo de Finn e Emma. Fiquei surpresa e prefiro entender como uma reação dele à maluquice dela. Como um “cala a boca” ou “mantenha a calma”. Esse gesto em resposta à histeria, geralmente vem em forma de tapa na cara, mas Finn é um cavalheiro e preferiu beijar a noiva de seu melhor amigo e professor. Também, quem manda Mr.Schue ficar duvidando dos arranjos de mesa da festa de casamento? Não sei onde essa história sem pé nem cabeça vai dar, mas enfim, é pagar para ver.
Em NY, o duelo de divas acontece nas “Loucuras da Meia Noite” o “clube da luta de NYADA”. Ri muito dessa definição e mais ainda da petulância de Kurt, ao dizer para Rachel que ela está mais egocêntrica do que é possível aturar.
Achei a batalha musical justa e não vi nele um vencedor. Na verdade, foi bem equilibrado e eu daria um empate para a interpretação de “Bring Him Home”, mas isso serviu pra que Rachel diminuísse o ritmo, embora envolta em certa bipolaridade. Uma hora ela pisa em todo o mundo e depois acha que não tem talento o bastante para uma audição. Até que cabe bem com o momento da personagem, mas fico triste que a fase madura de Rachel tenha acabado, para falar bem a verdade. Estava gostando muito mais dela.
P.S*Unique e Blaine divando muito também. Amei o vestuário dos dois e a interpretação para “Don’t Stop Me Now”.
P.S*Muita pena da cheerleader velha, Kitty. Só aparece dançando e fazendo caretas. Cantar que é bom, não rola.
Músicas no episódio:
“Diva” – Beyoncé: Unique (Alex Newell), Tina (Jenna Ushkowitz), Brittany (Heather Morris), Blaine (Darren Criss), Marley (Melissa Benoist) e Kitty (Becca Tobin)
“Don’t Stop Me Now” – Queen: Blaine (Darren Criss) e New Directions
“Nutbush City Limits” – Tina Turner: Santana (Naya Rivera)
“Make No Mistake, She’s Mine” – Barbra Streisand e Kim Carnes: Santana (Naya Rivera) e Sam (Chord Overstreet)
“Bring Him Home” – Les Misérables: Rachel (Lea Michele) e Kurt (Chris Colfer)
“Hung Up” – Madonna: Tina (Jenna Ushkowitz)
“Girl on Fire” – Alicia Keys: Santana (Naya Rivera)














