
The Philantropist e eu chegamos a uma encruzilhada. A qualidade da série e a audiência em queda livre me convidam a uma feliz despedida: seguiremos caminhos diversos a partir de hoje.
Spoilers abaixo:
Os quatro episódios exibidos pela NBC trouxeram atuações de certo peso, trama socialmente relevante e cenografia refinada. O enredo, contudo, nasceu com problemas: o público norte-americano não demonstra interesse por um milionário benfeitor que se aventura pelos inóspitos lugarejos de terceiro ou vigésimo mundos. Embora compreendamos a beleza do trabalho de Teddy Rist, não queremos passar uma hora a cada semana acompanhando suas jornadas heróicas. E certamente não queremos ver tudo isso em flashback.
Em “Nigeria Part II”, o magnata retorna ao cenário do episódio piloto, sempre munido do benéfico e lucrativo interesse de assegurar a manutenção de uma determinada parceria comercial. Diante do “seqüestro” de uma amiga que fez na viagem anterior, a Dra. Chima Balo, Teddy se vê face a face com a tarefa de angariar 100 milhões de dólares junto ao governo nigeriano para dar a um guerrilheiro a oportunidade de construir escolas.
No decorrer do episódio, ilhado em New York, Philip Maidstone busca, para minha surpresa e a dos sobreviventes da audiência americana, fazer das suas ações humanitárias. Ajuda um bartender com dinheiro, o que acaba por transformá-lo em refém da extorsão desse homem através do filho. Essa sutil mudança na personagem me deixou bastante contrariado – mais um ponto negativo para a minha avaliação.
Ao final da narrativa, Teddy Rist descobre que Chima Balo jamais se encontrou sob qualquer perigo. Ela estava voluntariamente sob cárcere privado para compelir o milionário a usar da sua lábia para demover o governo da Nigéria – também no final do episódio, vemos a morte do guerrilheiro Jonathan Bankole por seu braço-direito.
Não me entendam mal: eu não critico algumas boas seções do todo que compõe The Philantropist. São atores empenhados em fazer o negócio funcionar, mas sobre pilares que não concordam com o paladar dos americanos. Ou com o meu. Entendo a idéia, mas não quero comprar.
E vocês, caros leitores? Curtiram o episódio? Ainda assistem a série? Comentem, s’il vous plaît.











