A volta do pistoleiro.

Spoilers Abaixo:

Hell on Wheels evolui em relação ao apresentado na premiere da semana passada. Se, por um lado, o episódio anterior foi arrastado e quase insosso, este aponta novas possibilidades interessantes para a trama. Tudo por conta da volta de Bohannon à ferrovia.

Sim, porque a continuidade da fuga dele não foi bem explorada: o contato com os soldados ianques não forneceu nenhuma pista sobre o sargento Harper e o plot da sua prisão e iminente execução não passou crédito. Era óbvio que ele não iria morrer. Até aí, tudo bem: a gente sempre sabe que o protagonista não vai morrer. Então, é tarefa da série fazer com que a gente se envolva com o herói, sentindo o perigo que ele está correndo. Ao invés, o caminho adotado foi mergulhar na tragédia existencial de Bohannon após ter matado um homem inocente (e nem sequer sentir algum remorso por isso). Não foi um caminho proveitoso, mas isso não impediu que os demais personagens salvassem o dia.

Quando disse acima sobre a volta de Bohannon “apontar novas possibilidades interessantes” é justamente pelas reações que seu retorno causará nos personagens. Todos eles estão em uma posição diferente da que estavam quando de lá ele saiu.

Uns estão mais confiantes, principalmente Elam, mas também Lily, que decidiu não só trabalhar ao lado de Durant pela reconstrução da ferrovia (essa história de “cumprir a vontade do marido” não me convence plenamente. Aí tem!!), mas de alguma forma, organizar o caos ao redor dela, ao se indignar com a barbárie cometida contra a jovem puta. Além disso, temos Sean, que era amigo de Bohannon quando era um reles imigrante sem dinheiro e agora está prosperando e Joseph e Ruth – que estão fortalecendo um ao outro.

Por outro lado, outros estão mais fragilizados, como o Reverendo Cole (entregue à bebida e plenamente). Apesar de querer demonstrar poder, Durant encontrou em Bohannon alguém que lhe desafia. Embora alimente despeito, sua única alternativa é se aliar a Bohannon, já que ele precisa dele para manter as coisas em ordem, com a ameaça dos Sioux. Sem falar no Sueco que certamente tentará se vingar de Bohannon.

No mais, tivemos o incêndio da estação Durant (narcisicamente batizada com o nome do dono da ferrovia), reaproximando Eva, O’Toole e Elam. Eva ainda está magoada com Elam, que parece que irá fazer de tudo para tê-la. Vale lembrar que o que o motivou a matar o assassinato da prostituta não foi o dinheiro oferecido por Lily, mas saber que aquilo era um pedido de Eva.

Até a próxima parada!

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