
A cada novo episódio, Mental vai se estabilizando mais e achando seu espaço!
Spoilers Abaixo:
É claro que Mental não é atualmente uma das maiores séries já vistas e nem de longe pode ser considerada uma série com temática original, mas cada vez mais me convenço de que ela está começando a andar com as próprias pernas.
Em Maniac At The Disco, um dos acontecimentos que me chamaram a atenção foi o fato de Nora estar conquistando meu gosto com sua presença; é com muita felicidade que não a vejo mais como uma cópia barata da Dra. Cuddy da série House.
A princípio, Annabella (Nora) é a única personagem do elenco de apoio que tem mostrado algum desenvolvimento de personalidade e de trama; o que se iniciou como uma simples chefe do protagonista, começou a tomar forma e agora carrega nos ombros a responsabilidade de aprofundar sua trama trilhando caminhos diferentes do presentado no piloto – seu câncer – já que sua doença, segunda ela mesma, se encontra em total remissão. Sinceramente eu via bastante futuro na trama que se relacionava a seu tratamento.
Jacqueline McKenzie (Veronica) nem apareceu direito no episódio e Carl se deteve apenas a exibir o estereótico de médico prepotente que não quer fugir do básico no tratamento de seus pacientes, como sempre faz.
Estranhamente, neste episódio tivemos a presença de Chloe que nem se quer deu o ar de sua graça no episódio passado; ela e seu colega Arturo, que também se encontra no papel de residente (escravos dos médicos atendentes), não tem compartilhado cenas juntos, desenvolvendo a trama inicial de paquera entre eles.
A forma como suas histórias estão sendo abordadas não me parece uma furada, mas ainda é cedo para dizer; semana passada, vimos Arturo sendo chantageado por Carl para obter informações de Gallagher e agora tivemos Chloe sendo confrontada por Jack. Levante a mãe quem não se deliciou ao ver Dr. Gallagher usar e abusar de Chloe (no bom sentido) e depois dizer que não vê nada da Psiquiatria na residente; era exatamente o que a garota precisava para baixar a “crista”.
Quanto a Gallagher tenho que dizer que estou muito satisfeito com sua trama porque há tempos não vemos uma série que mantenha a trama principal sempre caminhando ao lado dos “fillers”; a história que envolve a doença de sua irmã Becky está presente desde o “piloto” e isso é o que mais tem me agradado, pois tem exigido uma maior carga dramática de Chris Vance.
Mental ainda está longe de ser A Série, mas ainda é capaz de entreter seus fãs.
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