Um guia dramatúrgico sobre The Client List.
Spoilers Abaixo:
É fácil imaginar como The Client List foi concebido, um grupo de executivos de um canal de décimo sétimo escalão (Lifetime) resolveram se reunir e ter a ideia do que fazer para ter a próxima série mais vista do século, elaborando no processo um guia com os passos para o sucesso. Curiosos para entender como todos esses processos criativos funcionam? Então vamos lá:
1) Contrate alguma gostosinha em baixa no mercado.
Foram pensados os nomes de algumas mulheres para desempenhar o papel, mas evidentemente não conseguiriam pagar o cachê de uma atriz bonita e que atuasse bem, restando… Jennifer Love-Hewit, conhecida pelo clássico moderno chamado Ghost Whisperer, ter feito a garotada perder a cabeça com as suas curvas e… Basicamente isso. Um dos executivos levantou o braço e perguntou: “E quanto à péssima atuação dela? O que faremos?”, recebendo a resposta: “Você realmente acha que iremos querer fazer uma série que esse é o destaque?. Aproveitando a deixa, perceberam que a atriz tinha feito um filme E para o canal e com uma trama que condizia com o que procuravam e resolveram revivê-lo.
2) Resuma as propagandas a colocar fotos e vídeos da Jennifer Love-Hewitt de lingerie.
Ninguém irá ver a série procurando o drama do século, o que fazer? Colocar imagens e imagens exaustivas destacando os dotes da sua musa para que o público-alvo vá ver a série com esta expectativa em mente, fazendo com que você tenha que se preocupar apenas em realizar isto, procurando roteiros preguiçosos que destaquem apenas a sensualidade da atriz. “Precisa de mais do que isso? Claro que não!”.
3) Corte qualquer resquício de sensualidade
Algum roteiro que explore de uma forma melhor a sensualidade feminina? Nem pensar, a única coisa que precisa é de Jennifer Love-Hewitt de lingerie. E cenas tentando fazer um diálogo mais provocativo? Boicotadas, por motivos de “isso é apenas frescura, para que as pessoas vão se preocupar com isso com a beleza do que estão vendo?”.
4) Elabore um roteiro pedestre onde cada episódio seja apenas uma desculpa para os três itens anteriores.
“Coloque uma briga com o marido aqui, ter que cuidar dos filhos ali e você enrola o público de que algo está acontecendo”. Quando não, não está, são apenas desculpas para ter uma pseudo-trama, algo que pode funcionar melhor para um filme de duas horas, mas não consegue ter caldo para uma série televisiva por motivos de… Bem, uma hora as pessoas irão se cansar de ver apenas isto.
Coloque também algumas amigas que o único motivo é encherem o tempo do episódio e serem abortadas pelo roteiro assim que forem mais convenientes e… BOOYAH! Temos o novo sucesso de audiência do canal. Ao finalizar este plano de metas, fontes dizem que foram ditas as seguintes palavras para o faxineiro: “Obrigado por todos os seus esforços na ajuda, amanhã se tornará um diretor criativo do canal também”.
Esse é um bom resumo do que foi The Client List até então, tramas tão preguiçosas que não servem até mesmo serem comentadas individualmente, um roteiro pedestre que não consegue entregar o mínimo que se propõe, achando que os fãs de Hewitt irão ver isto a todo custo para admirar a sua beldade, quando as coisas não funcionam bem assim quando falamos de televisão.
Certa vez uma amiga minha aqui do Série Maníacos perguntou sobre o que era a série, obtendo a seguinte resposta deste que vos escreve: Uma mulher resolve virar prostituta para sustentar a família, o resto são apenas as aventuras. Algo que pode atrair até um público masculino bom no início, enquanto a fórmula apresentada não se satura, mas que é apenas uma questão de tempo para se tornar burocrático e cansativo.















