
Você tenta, ou simplesmente se contenta?
Spoilers Abaixo:
A pergunta acima é pertinente pelo simples fato de que, aparentemente, os produtores se contentaram com o nível atingido na série. Pela segunda semana seguida tivemos um episódio onde House fez um esquema mirabolante durante todos os 45 minutos, para no final tudo ser simplesmente mais uma mentira. E, novamente, por um motivo meio estapafúrdio: semana passada tivemos o esquema da não-doença do próprio médico, enquanto esta semana tivemos a ‘bomba’ do filho perdido de Wilson.
Sejamos sinceros: alguém acreditou no moleque, todo perfeitinho daquele jeito caído do céu? Não acho que seja falta de modéstia dizer que contei os minutos pra House aparecer ao lado do atorzinho e revelar a farsa. Não importa o motivo: seja porque o último episódio foi todo uma mentira, ou porque a explicação dessa paternidade foi absurdamente abrupta e sem sentido… ou, até, seja por puro ceticismo nosso mesmo. A verdade é que a história toda não cheirou bem desde o início. Fosse isso na primeira temporada, talvez alguém acreditasse, mas hoje, depois de TUDO que já foi apresentado… não, né. Não. Talvez a única questão aberta que gerasse dúvida tenha sido o depoimento da (falsa) mãe confirmando tudo, mas isso se resolveu em uma linha no final do episódio. Simples assim, mais uma trama de House se completa.
Uma pena que o Wilson tenha chegado a esse ponto. Um personagem que já foi essencial e basilar para a história da série (quem aí se lembra de tudo que envolveu a morte da Amber?) hoje é um eventual coadjuvante, que só consegue mais atenção quando o roteiro cria enredos esdrúxulos assim. Bem, que sirva de consolo, ao menos no fim o personagem ficou feliz, sem um enorme peso nas costas né. Afinal de contas, é só em situações assim que a gente dá valor às coisas dessa vida. Mesmo que a ‘coisa’ seja a simples e pura liberdade.
Se semana passada o caso da semana foi de alta relevância para o episódio, hoje ele não… bem, não digo que foi ruim; mas simplesmente não trouxe nada de novo. Essa história de conflito interno do baixinho/fraquinho que tem problemas em ajudar agressores já foi visto não só aqui em House, mas em qualquer outra série com mais de 3 temporadas. Quem pesquisar vai comprovar isso.
É aí que eu volto à pergunta de início do post: dá pra se contentar com o que nos está sendo apresentado nesse momento? Assim… galera, vamos ser francos? Quem ficou até agora, vai até o final. Eu sei disso. Você sabe disso. Os produtores sabem disso. Seja lá qual for o motivo de você ainda estar lendo esse review e assistindo aos episódios, é porque você botou na cabeça que vai até o final. Ponto. A questão é que esse esforço (ou esse ‘amor’, ou qualquer outra palavra que encaixar aqui) merece ser recompensado. Fidelidade é algo que anseia por retorno.
Talvez por isso a gente critique tanto. A gente sabe que já foi melhor – ou ainda, a gente deseja que a qualidade suba. Pois só assim a gente vai poder estufar o peito e dizer pr’aquele amigo que abandonou a série lá atrás que ‘valeu a pena’, e que o final da série foi digno. É só isso que importa.
Considerações finais:
1) Park, Chase, Popo: tá aí uma parte legalzinha do episódio. Não pelo seu desenrolar, mas por no fim agradar a todos: fez Park perceber que não deve abandonar sua casa, e deu a Chase alguma companhia para os dias de sossego. E um Ps dentro do Ps: cada dia mais o australiano está perto da imagem que nós temos de House.
2) Ver a epifania da semana ser encontrada pelo Taub é algo estranho. Fez até sentido no episódio… mas caramba, me deu uma pequena dor no coração.
3) ‘É melhor metade de um sonho, do que nenhum’ – o paciente resumiu muito bem uma filosofia de vida extremamente útil para todos nós. Vale a pena seguir o que se sonha? Sim, claro! Mas é capaz das portas simplesmente não se abrirem para nós, e você deve ser realista e lembrar que não tem como passar por cima de qualquer coisa. Às vezes é preciso que contornemos um pouco para que lá na frente, talvez, consigamos voltar ao caminho original. Ou quem sabe um caminho melhor apareça pra gente.
E vocês, o que acharam? Como sempre, o espaço aqui embaixo está aberto às opiniões.
Um abraço, obrigado pela atenção e pela paciência, e até semana que vem.
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