Titans é o tipo de série que quando acerta pode ter certeza de que vai acertar de um jeito lindo, algo que é evidente desde sua primeira temporada com as cenas de ação de Robin e o modo como os personagens vão te conquistando aos poucos. A primeira temporada de Titans é um belo exemplo de que não se pode julgar uma produção só por umas fotos de bastidores.

Infelizmente, mesmo eu acreditando que o saldo do primeiro ano tenha sido mais positivo do que negativo, quando a série erra ela vai errar com tudo. Sim, eu estou falando em especial da conclusão da primeira temporada. Acredito que não fui o único que esperava mais da chegada de Trigon e se desapontou pelo modo rápido como essa grande ameaça foi simplesmente jogada para fora da trama. Parte de mim acredita que Trigon teve um destino tão curto na série pelo orçamento. Mantê-lo naquela forma por mais episódios talvez fosse muito para os bolsos dos produtores.

Talvez seja por isso que a trama quis tanto jogar nossa equipe de super-heróis na mira de Slade Wilson nessa nova temporada, focando em um antagonista que não precisava de tantos efeitos visuais para causar impacto no telespectador, e aqui eles acertaram em cheio. Mesmo em Arrow, o Exterminador dava um show e fazia a trama andar de uma maneira que você ficava com vontade de acompanhar. Em Titans não foi diferente. Na verdade, me atrevo a dizer que Esai Morales trouxe a melhor versão live-action do Mercenário. Assustador e imponente, ele te fazia se preocupar com o destino dos personagens quando cruzavam seu caminho.

Ao colocar Slade no centro da trama, a segunda temporada de Titans conseguiu superar a primeira. O atrito entre ele e Dick Grayson foi perfeito para o desenvolvimento do jovem herói e eu não canso de elogiar Brenton Thwaites. É notável a dedicação física que o ator se colocou para incorporar o papel do líder dos Titãs. Ele continua sendo o protagonista perfeito para a história que os produtores querem contar e agora ele tinha o vilão certo para nos mostrar sua evolução de ajudante para herói. E aqui estou falando do surgimento do Asa Noturna.

Fãs do Asa Noturna vão ficar de queixo caído com sua chegada. É quase como ver um quadrinho ganhando vida, sem descaracterizar a atmosfera da série, que mantem seu tom sombrio à medida que novas tramas vão sendo colocadas.

E são nessas novas tramas que a série começa a desandar. Não estou dizendo que elas sejam ruins, já que o arco envolvendo a chegada do Superboy ficou melhor do que eu esperava. O carisma e doçura de Joshua Orpin como o clone de Superman e Lex Luthor me conquistou no primeiro momento. O ator foi uma adição incrível para a série e não me importaria de ver um spin-off focado nele.

O problema é que nenhum desses arcos conseguem se encaixar muito bem. Esse é o típico caso de quando você tenta fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Se tem uma coisa que o desenho dos Jovens Titans de 2003 acertou foi em dividir as tramas dos personagens para temporadas separadas. Se os roteiristas tivessem focado o segundo ano apenas na batalha contra o Exterminador e deixado o Projeto Cadmus para ser o tema principal do terceiro, eu estaria aplaudindo de pé.

Infelizmente não foi isso que aconteceu e acabamos tendo mais uma season finale pouco empolgante. É uma pena. Eles tinham tudo para ter terminado o ano de uma maneira espetacular. Não que a segunda temporada de Titans teve um saldo mais negativo do que positivo e mesmo não tendo entregado certos elementos de maneira satisfatória, acredito que estamos com a equipe certa para o terceiro ano.

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REVISÃO GERAL
Nota:
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critica-ao-tentar-balancear-tramas-demais-titans-acaba-se-perdendo-na-2a-temporadaNenhum dos novos arcos consegue se encaixar muito bem. Esse é o típico caso de quando você tenta fazer muitas coisas ao mesmo tempo.