A terceira temporada de uma obra sempre é algo para se prestar bastante atenção, já que são muitos exemplos de séries que acabaram perdendo qualidade quando chegaram no famoso terceiro ano. Aqui poderia citar exemplos como Arrow, The Flash e muitas outras produções em que os roteiristas e diretores entregaram um trabalho inferior em comparação aos primeiros anos.

Porém, existem também muitos exemplos de séries, como Demolidor, Hannibal e Teen Wolf, que deram um show em seu terceiro ano, mostrando uma perfeita evolução ao manter a qualidade que os fãs tanto desejam. Fico feliz em dizer que O Príncipe Dragão da Netflix está nessa segunda categoria.

A terceira temporada separa os irmãos Callum e Ezran na sua jornada de levar o pequeno dragão de encontro a sua mãe. No começo, é um pouco estranho ver dois personagens que passaram tanto tempo juntos agora em caminhos opostos, mas essencial para a missão de trazer paz para os reinos dos homens e dos elfos. Eu fiquei impressionado com a evolução de Ezran. Ele foi colocado numa posição muito difícil para um adulto, imagina então para uma criança. As decisões caiam sobre seu ombro e ele teve que se manter firme para lutar pelo que acreditava, já que os verdadeiros inimigos estavam dentro de seu castelo.

Ao todo, eu fiquei satisfeito com cada personagem. Mesmo os mais coadjuvantes tiveram um bom desenvolvimento. Não era apenas Callum, Ezran e Rayla que brilharam e tiveram que aprender duras lições. Uma coisa que adoro no texto de Aaron Ehasz e Justin Richmond é o modo como eles conseguem trazer ensinamentos importantes de um jeito que pode envolver crianças e adultos. O Príncipe Dragão é o tipo de animação que os pais deviam sentar-se junto com seus filhos para ver. Eles aprenderiam de uma maneira leve e divertida.

Um dos personagens que mais teve que lidar com esses ensinamentos foi Soren, o filho do vilão Viren. Soren desde o começo da série esteve em meio a um dilema difícil e nesse terceiro ano, para mim, ele foi o personagem que mais cresceu, vendo quem seu pai realmente era e escolhendo fazer a coisa certa, mesmo que ela seja extremamente complicada. Soren pode não ser o mais esperto, mas seu coração está mais do que no lugar certo. Não duvido que seu arco acabe sendo um dos favoritos dos fãs, do mesmo modo que o de Steve conquistou os fãs de Stranger Things.

A animação ajudou muito a transmitir os desejos dos protagonistas, além de expandir esse mundo mágico. Agora não estamos apenas no mundo dos humanos e a terra dos elfos sempre me pareceu tão promissora. Tenho que confessar que esperava que pudéssemos explorar um pouco mais o lugar, mas entendo que os nossos personagens estavam correndo contra o relógio com a ameaça de Viren. O vilão se mostra mais perigoso do que nunca, sem em nenhum momento cair no cliché.

Como você já deve ter ouvido antes: sua história é tão boa quanto seu vilão, e Viren se mostrou o vilão perfeito para o que os roteiristas estavam fazendo. Fico imaginando como ele reagira com sua filha seguindo tão claramente os seus passos. Algo me diz que ela pode se tornar a grande ameaça depois daquele final. São muitas perguntas que precisam ser respondidas e os momentos finais só me fazem querer mais desse mundo e daquele casulo. O pior ainda está por vir.

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REVISÃO GERAL
Nota:
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critica-o-principe-dragao-mostra-perfeita-evolucao-de-qualidade-na-sua-3a-temporadaFico feliz em dizer que O Príncipe Dragão da Netflix está mostrou perfeita evolução na sua 3ª temporada.