Um final de temporada que mostra como Riverdale é uma cidade muito cíclica, onde traumas, horrores e certos dilemas estão destinados a se repetir de novo e de novo. Não é nenhuma surpresa os roteiristas fecharam o terceiro ano assim, já que fazia um tempinho que víamos como os filhos estavam destinados a sofrer ou carregar o legado dos pais. Eu só não esperava que tudo estivesse tão ligado assim.
Para aqueles que estavam reclamando tanto que o terceiro ano foi tão bagunçado, o capítulo cinquenta e sete veio para nos mostrar que os roteiristas estavam prestando atenção na mitologia que criaram. Eu não tiro a razão de ninguém que diz que Riverdale se tornou uma bagunça, mas existia algo solido escondido no meio de arcos que não precisavam acontecer. As peças principais já haviam sido introduzidas para nos mostrar como todas as temporadas estavam ligadas. Desde a revelação do Rei Gárgula até o surgimento do Black Hood e sua ligação com a morte de Jason Blossom. A ligação não foi apenas sólida, mas também surpreendente.
Ver esse episódio me faz pensar como Riverdale tem potência para nos dar temporadas incríveis se trabalhasse com menos episódios. Agora consigo ver mais do que nunca como os roteiristas precisam enrolar muito para conseguir completar a cota de 22 episódios. Se tirássemos toda a enrolação da terceira temporada e focássemos apenas no que importa, não precisaríamos mais do que 13 episódios. É o número certo. Um número que tem tudo para nos dar apenas momentos como os de Survive the Night. Posso dizer com toda certeza que esse foi um dos melhores capítulos da história da série.
Indo direto para o que interessa, o episódio começou já juntando Archie, Veronica, Betty e Jughead na última missão contra o temido Rei Gárgula. Unir esses quatro foi a melhor coisa que o Roberto Aguirre-Sacasa poderia ter feito. Desse jeito, tanto nosso quarteto como Cheryl, Tony e outros personagens tiveram tempo para serem trabalhados de verdade. Não precisávamos acompanhar cada um individualmente, dividindo excessivamente nosso foco. Eles estavam unidos num único arco, mas isso não quis dizer que o que eles trabalharam ao longa desse ano não foi retomado.
Archie continua mostrando que seu lugar é num ringue de box e eu fiquei impressionado com a sua luta. Ela não foi apenas bem editada ou dirigida, também parecia tão natural. Todos aqueles socos e chutes combinavam tanto com a jornada do personagem. Estou mais do que ansioso para ver as próximas lutas do KJ. Para mim é isso que nosso Paladino faz de melhor.
Mas é claro que nem tudo foi um mar de rosas. Eu estava certo quando pensei que o arco da Fazenda e de Edgar Evernever poderia ser poupado para ser mais explorado na próxima temporada. Eu até esperava que os caminhos de Edgar e do Rei Gárgula pudessem se cruzar de uma maneira que não esperávamos, mas vejo cada vez mais que foi uma boa ideia poupá-los. Tem muita coisa no passado de Edgar que ainda precisa ser revelada. Talvez estejamos diante de um novo ciclo. Se bem que depois daquela última cena, acho que ainda não.
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Uma pena que foi algo no arco de Edgar que me incomodou mais. Não foi o Edgar em si, nem mesmo sua jovem esposa, mas sim a revelação de Alice Cooper, que para mim não fez muito sentido com o que foi mostrado na temporada. No entanto, a chegada do irmão perdido de Betty e Jughead pode trazer uma luz a isso. A quarta temporada realmente promete.















