Uma série que alguns vão entrar esperando algo no estilo O Mundo Sombrio de Sabrina, pela atmosfera trevosa que o trailer prometia, mas vão sair com a sensação de terem visto algo mais com o gostinho de Teen Wolf e talvez até mesmo de The Vampire Diaries. Realmente, a primeira temporada de A Ordem é muito mais divertida e aventureira do que tenebrosa.
Uma aventura num mundo de mágicos e lobisomens que vemos através dos olhos de Jack Morton (Jake Manley), um novato na Belgrave University, que acaba recebendo a oportunidade de participar de uma série de testes com o objetivo de se juntar a uma sociedade secreta. Embora tenha motivos pessoais, diferentes da maioria dos seus colegas, para ingressar nesse grupo de elite, Jack nunca poderia imaginar que um outro mundo estaria escondido bem de baixo do seu nariz.
Eu tenho que parabenizar o showrunner Dennis Heaton por ter criado um universo que tinha tudo para ser clichê – afinal de contas, foram tantas e tantas produções para a TV e o cinema que lidam com magia e criaturas sobrenaturais –, mas que acaba tendo um certo suspiro de originalidade. Eu nunca pensei que lobisomens e bruxos pudessem ser uma combinação tão perfeita, mas os roteiristas conseguem encaixar tudo de uma maneira tão divertida e bem-humorada que você acaba deixando até certas inconsistências passarem.

Acho que posso dizer que a força da série está nos seus roteiristas, que conseguem tirar ótimas momentos de seus personagens. Existem umas sacadas muito interessantes que ajudam a história ir para frente. Na verdade, acho que posso dizer que essa primeira temporada mostrou um ótimo potencial, entre momentos nerds e descontraídos, que vão divertir muito seus telespectadores.
No entanto, enquanto temos bons personagens, num universo bem gostoso de se acompanhar, não posso dizer o mesmo sobre a capacidade dos atores de aproveitar seus personagens. Enquanto Katharine Isabelle, Max Martini e Devery Jacobs vão com tudo nos seus papéis, o mesmo não pode ser dito de Jake Manley. O ator que dá vida ao nosso protagonista às vezes parece viver no piloto automático. Ele tem energia e carisma o bastante para até nos fazer se importar com ele, mas o problema é quando o roteiro pede algo amais de suas capacidades. Isso me lembra um pouco a situação de Stephen Amell em Arrow. Quem viu a série já deve ter percebido como é difícil comprar certos momentos de tristeza e desespero do nosso Oliver Queen. É nessas horas que vemos as limitações de Stephen como ator.
Mas, pelo menos, Stephen tenta entregar mais do que pode quando é preciso. Ele pode não fazer um bom trabalho, mas o respeito por tentar. Teve vezes que Jake nem pareceu sequer tentar e isso fica claro num determinado momento da série, quando o personagem vê alguém muito importante sendo tirado de sua vida. Eu simplesmente fiquei esperando que ele atuasse. Isso pode ser um problema para as próximas temporadas. Não duvido que os coadjuvantes acabem roubando a cena do protagonista.
> AMERICAN GODS – Recap da 1ª temporada!
No final, a primeira temporada de A Ordem consegue entreter seu telespectador. Ela é mais uma típica série teen do que qualquer outra coisa, mas uma que vai te querer fazer continuar, mesmo com um final que vai agradar poucos.












