Se semana passada eu disse que achava que a série iria entrar no marasmo, essa semana fomos atropelados com um episódio simples, porém extremamente poderoso. Quando Grey’s resolve tratar de problemas sociais o resultado sempre é bom e dessa vez não foi diferente. 

Os Estados Unidos vem passando por uma crise de vício em opióides nos últimos tempos e isso foi muito bem retratado no episódio. Estes momentos de lotação do hospital como o que tivemos essa semana sempre rendem bons episódios, com todos os personagens ganhando um senso de importância e utilidade. Mesmo aqueles que andam perdidos, como Jo, parecem estar ali para fazer algo útil. 

Quem vem me acompanhando por aqui sabe que estou longe de achar a temporada perfeita, mas se tem uma coisa que precisa ser elogiada é o arco dramático de Amelia Shepherd esse ano. Acho que neste episódio chegamos no ápice desse desenvolvimento e só posso dizer que não me decepcionei nem um pouco. A forma como ela lidou com tudo, da separação de Leo, a ver Betty/Britney em coma chegando na maravilhosa cena com Link quando ela encontra o garoto morto, tudo funcionou ali. Caterina Scorsone esteve sempre nada menos que perfeita. Depois de tudo que passou, se Amelia for ter um relapso, o momento é esse, mas acredito que não vai acontecer e que ela vai entrar em uma fase mais positiva.

E quem diria que Owen não ia ser um babaca e não ficaríamos com raiva dele essa semana, né? Deu até um pouco de dó dele no começo do episódio quando ele teve que entregar Leo. No fim das contas foi bom ver que o roteiro escolheu evitar uma batalha entre Owen e os pais de Betty/Britney. A crise acabou juntando todos eles e foi o melhor que podia ter acontecido. 

Teddy também segue sua ótima fase em um momento em que seu relacionamento com todos os personagens vem sendo construído. São pequenas escolhas e cenas que vão colocando Teddy como alguém que pertence ao hospital, como quando ela decide operar Betty para que Maggie não tenha que lidar com um resultado ruim ou quando recebe o abraço de Amelia ao dar a notícia de que a garota sobreviveu. Ela e Bailey falando de Tom também foi um momento simples, porém ótimo de ver. 

Falando em Maggie, até o moço sem teto percebeu com Avery é roubada e é melhor ela correr. Que vergonha alheia foi aquela cena com ele dizendo que ela não gosta das coisas porque não fez direito. Qadri podia fazer a cara de nojo dela ali que ia estar super bem colocada. Que pessoa mimada e chata que Avery virou, é impossível defender. 

Por outro lado, Link ganhou seu plot fora do triângulo amoroso e entregou um bom resultado. A cena dele com Amelia funcionou bem e deu mais uma boa dimensão ao personagem. Se ele for aparecendo assim, aos poucos, talvez consigamos gostar mais dele. O que vem acontecendo com Nico, que segue muito bem fazendo dupla com Schmitt. Os dois estavam ótimos juntos tirando o que outro tem de melhor. É tão bom ver o ex-Glasses crescendo, não só como. médico, mas também como pessoa. 

Enquanto isso, com o hospital no caos total, Meredith segue plena quebrando recordes e fazendo história. Precisava desse negócio de recorde de cirurgia mais longa? Não, né? Mas também não fez mal. Pelo menos serviu pra Bhokie falar alguma coisa. Meredith já passou dessa fase de se provar como a pessoa foda que ela é, então podíamos ter passado sem essa. Ainda tivemos cenas fofinhas com DeLuca, mas ainda não conseguiram tirar a impressão de pressa nisso tudo. 

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Esse foi mais um episódio bem sólido de Grey’s, que entregou um dos momentos mais fortes da temporada com Amelia. Foi uma grata surpresa receber um episódio assim em um período da temporada que geralmente se resume a fazer o feijão com arroz. A série é nossa droga, e essa semana ela rendeu um barato dos bons.

REVISÃO GERAL
Nota:
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greys-anatomy-15x14-i-want-a-new-drugEsse foi mais um episódio bem sólido de Grey’s, que entregou um dos momentos mais fortes da temporada com Amelia. Foi uma grata surpresa receber um episódio assim em um período da temporada que geralmente se resume a fazer o feijão com arroz. A série é nossa droga, e essa semana ela rendeu um barato dos bons.