Arrow apresenta a identidade de seu novo Arqueiro Verde em Unmasked.
Com o arco de Ricardo Diaz (quase) encerrado após o eletrizante The Slabside Redemption, Arrow botou o pé no freio e tratou de organizar seu tabuleiro para a nova vida de Oliver Queen, agora como um vigilante desmascarado público e notório. E foi aproveitar este novo momento de Oliver, que a série resolveu também tirar a máscara do novo Arqueiro Verde que agora circunda por Star City.
A revelação de Emiko Queen, meia-irmã de Oliver, como nova vigilante seria uma grande surpresa se a própria produção da série não tivesse entregado o ouro ao escrever o título de um futuro episódio que, literalmente, apresenta a nova herdeira de Robert. Erro amador cometido, não havia muito o que se fazer a não ser mudar o nome do episódio (que agora se chama Shattered Lives, episódio de retorno em janeiro) e torcer para que caísse no esquecimento do público. Não caiu, e o nome de Emiko Queen começou a pipocar internet adentro, esfriando, e muito, tanto a cena inicial em que vimos uma bela moça treinando e vestindo o traje do Arqueiro, quanto na final, em que finalmente descobrimos sua identidade. No entanto, se você ficou alheio ao nome de Emiko, e partilhava de teorias como William vindo do futuro (que eu sempre achei meio sem nexo), deve, ter de fato, se surpreendido com a revelação que a série estava preparando.
Unmasked pareceu ter sido escrito para relembrar o público de como a série era no passado, sem, claro, esquecer como ela está agora. Assim, tivemos cerimônias da alta sociedade, boates, ricaços praticando crimes, e até mesmo um vislumbre do antigo bunker que eu não lembrava que estava tão destruído assim. Em suma, senti que estava assistindo um episódio da primeira ou segunda temporada ambientado na sétima, o que não posso deixar de dizer que foi um tanto quanto estranho.
Uma vez que não se podia mais armar para cima de Oliver como Arqueiro, o vilão da semana (quando foi a última vez que tivemos isso?), Max Fuller, revivido lá da primeira temporada, resolveu tentar jogar o nome da nova Arqueira na lama, tentando incriminá-la pela morte de seus antigos parceiros. Ele só não contava que o próprio Oliver Queen compraria a briga e se uniria à polícia de Star City para prendê-lo.
E como foi bom ver Oliver despreocupado em usar capuz, máscara e modificador de voz enquanto trajava seu antigo uniforme e portava seu tão conhecido arco. Uma vez que ainda não tínhamos visto Oliver atirar suas flechas nesta temporada, Unmasked trouxe o suficiente para matarmos a saudade e ainda nos deu a garantia que Oliver continuará livre para ser o herói que é, sendo consultor e auxiliar da polícia, para o desagrado da prefeita Pollard, que mostrou que não se intimidará perante Oliver, que, mesmo não tendo mais nenhum vínculo com política, é uma clara ameaça à sua governabilidade.
Enquanto se adaptava à sua nova vida de vigilante desmascarado, Oliver tentava reconhecer quem agora era sua esposa. Durante sete episódios, vimos Felicity ter ações que nunca imaginamos que a veríamos ter. Foi um caminho lento em que precisamos nos despedir da Felicity alívio cômico e que mais tinha função de donzela e perigo e conhecer sua nova persona, que não tem medo de cruzar alguns limites para se manter viva, quando ninguém mais está por ela. Sim, já vimos Felicity pegar em armas antes, já a vimos sugerir assassinato para Oliver (Damien Darhk, quem lembra?), mas nunca a vimos fazer tais coisas com tanta propriedade, se afastando cada vez mais de seu eu do passado e se aproximando de seu eu vilanesco do futuro.

E Oliver tão pouco estava acostumado a ver a esposa se portando deste jeito, atirando com vontade sem pensar duas vezes e considerando seriamente em matar. O que resta para o Arqueiro é compreender que a situação com Diaz não mudou apenas a si, mas mudou principalmente Felicity, que precisou colocar seu time em campo e aprender a dançar uma nova música. Mas nem por isso estamos vendo aqui uma Felicity com os dois pés em um caminho corrupto, e sim estamos vendo uma mulher que precisou, quase que sozinha, lutar pela sobrevivência de sua família. E quem não se endurece em uma situação assim?
O diálogo final entre o casal não necessariamente implica um fim, que isso fique claro, afinal, já chega de idas e vindas, mas sim um novo momento em que ambos deverão se adaptar às consequências do furacão que tem sido suas vidas nos últimos meses. E, se o assunto for tratado na medida certa e seriedade necessária, sem drama em demasiado, será interessante acompanhar como Oliver e Felicity enfrentarão este impasse que nem é tão difícil assim de ser superado.
Enquanto isso, no futuro, algumas respostas foram dadas, o esquadrão de Dinah (que para mim, é a líder daquele grupo, não importa o que me falem), chegou até Blackstar, o último contato de Felicity antes de sua suposta morte. Acabou que Blackstar é uma jovem lutadora chamada Maya (a cara de Oliver e Felicity, que isso fique anotado), interpretada pela ótima Katherine McNamara. Ocorre que Maya não se mostrou a figura mais confiável que eles poderiam conhecer e muito provavelmente está diretamente envolvida com os planos da Calculadora em botar abaixo a cidade. Uma empreitada de mãe e filha, talvez? E falando em laços parentais, logo mais devemos ver o reencontro de Zoe com René, mais um da velha guarda que terá seu destino revelado.
E sobre destino revelado, várias pistas foram jogadas aqui sobre o paradeiro de Oliver. O que parece que a série quer demonstrar é que seu protagonista está morto no futuro, mas que seu legado continua ainda bem vivo, e que seu heroísmo que tanto salvou a cidade no passado deverá agora ser transmitido para alguém a fim de que, mais uma vez, Star City encontre uma luz. E se Oliver e Felicity estão realmente mortos, qual a serventia de acompanha-los na série sabendo de seu futuro lamentável? Cada vez mais sinto que a teoria de que tal futuro não é fixo e pode ser mudado com as ações do presente é verdadeira, ou senão, para que passamos todos esses anos torcendo para que Oliver e sua família finalmente alcancem uma paz?
Unmasked, assim, termina abrindo mais portas, e, com a adição de novas histórias e personagens, prepara seu público para a segunda metade da temporada que não deve ser nada menos do que fenomenal.
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Flechadas:
– Diggle e Lyla neste episódio mereceram apenas uma observação aqui na sessão final. Pedir a ajuda de Diaz para encontrar os Caçadores? O mesmo homem que caçou incansavelmente Oliver e Felicity? Tenho até medo de imaginar o que ele pedirá em troca e o que o casal protagonista fará ao saber dessa manobra feita por baixo dos panos…
– Achava que a Marca dos Quatro era algo a ver com quatro personagens, mas o significado é ainda muito mais abrangente e bonito do que isso. Ponto para eles, já quero tatuar.
– Max Fuller foi realmente retirado do fundo do baú da série. Ele surgiu no terceiro episódio da primeira temporada, Lone Gunmen.
– Dinah sugerindo para que René se candidatasse à prefeitura de Star City, e por que tenho a sensação de que em algum momento da temporada veremos um debate televisionado dele com Pollard?
– Para encerrar o ano, só teremos o crossover Elseworlds, com Arrow voltando às suas atividades normais em janeiro.














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