Encerrando um arco narrativo e dando início a outro, “Jane the Virgin” traz essa semana um capítulo que mistura vários elementos da narrativa até então para conectar o passado e o presente e com isso falar sobre o papel da maternidade.

Foi bonito acompanhar a narrativa espelhada que colocava Jane e Luisa no mesmo patamar e com isso discutir como as decisões que ambas tomam sempre tem uma necessidade de aprovação materna. E com isso acompanhamos as outras mães da trama (ou filhas) em suas próprias decisões para preservar o emocional daqueles que amam. Comecei falando dessas duas porque foram elas as que tiveram maior tempo de tela e que representam os dois lados dessa moeda. Jane sempre buscou força e apoio na figura de Xo, enquanto Luisa sempre tentou fugir da figura materna pela questão da loucura. Amor e temor. De modo certeiro e bem humorado (as vezes), as duas personagens nos levaram numa viagem pelo passado e com isso a série refletiu vários dos problemas e dilemas que enfrentamos aqui no mundo real, no papel de mães, pais, filhos e filhas.

Já o novo arco que se abre vai tratar, como já previsto na review passada, do câncer de mama de Xo. Era algo improvável de ser jogado somente para criar uma tensão momentânea na narrativa da série e agora o drama vai ser algo mais recorrente na trama. Ver Xo (e consequentemente a família toda) lidando com a espera foi um misto de apreensão e humor involuntário. Ao mesmo tempo que ríamos das loucuras de Rogelio com River Fields (Brooke Shields retornando) também sofremos com a revelação final da confirmação do diagnóstico. Mães fazem aquilo mesmo, passam acima de suas emoções para proteger aqueles que convivem sobre sua proteção (física ou psicológica). Um dos retratos mais realistas da série até então.

Ao mesmo tempo que estou gostando da resolução da maternidade de Rafael (outro dos plots que se abre nesse novo arco), achei a resolução do caso de Petra um tanto quanto bizarra, até pros padrões da série. Gostei que o dinheiro que sempre serviu de escoro para o personagem foi eliminado de maneira tão divertida por Luisa e que também ambos fizeram as pazes com os problemas passados. A questão é que a chave para encontrar a mãe de Rafael agora reside nas mãos de Rose, que exige algo que pode colocar toda essa harmonia em perigo. Já Krishna como a chantagista por trás de todo aquele imbróglio de Petra foi um dos momentos mais WTF da série. Tudo bem que a personagem tentasse se vingar do modo que era tratada, mas foi algo tão elaborado e tão over the top que eu não sei o que achar até agora, sinceramente. Não sei também se o romance entre Petra e a outra Jane também vai continuar já que a ligação entre as duas acabou.

Misturando a metalinguagem característica da série com a mitologia da mesma, “JtV” conseguiu aliar drama e comédia como a muito não conseguia fazer. Até a próxima semana!

PS 1: Esses momentos fofos da Petra são o que me fazem gostar ainda mais da personagem, até atacando de fada dos dentes para Matelio;

PS 2: Estou tão acostumado a escutar Alba falando em espanhol que quando ela fala em inglês eu acho estranho;

PS 3: Já quero pra hoje a temporada de “Feud” focada em Rogelio e River.

REVISÃO GERAL
Nota:
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Lucas Fernandes
Cinéfilo, sériemaníaco e designer não praticante nas horas vagas.
jane-the-virgin-4x13-chapter-seventy-sevenEncerrando um arco narrativo e dando início a outro, "Jane the Virgin" traz essa semana um capítulo que mistura vários elementos da narrativa até então para conectar o passado e o presente e com isso falar sobre o papel da maternidade.