A natação rolou solta no Top 4.

O Top 4 compete trouxe de volta uns defuntos da terceira temporada do MasterChef amadores. Miriam veio domada e calada. Acho que ela levou tanta bombada que veio disposta a mudar a imagem que a edição passada deixou: a de ser uma pessoa difícil de trabalhar. Quase não escutei sua voz durante a curta participação. Imagino que trouxeram ela porque imaginaram que teria treta… Mas erraram hein! Victor B foi do mesmo jeito que foi na temporada de origem: não faz muita coisa, mas encanta porque é bonito/engraçadinho. Fernando foi o lesado/prestativo de sempre. Yuko foi Yuko: atrapalhada, perdida e engraçadinha. Só. Na verdade, eles só foram chamados para aumentar a cota do programa de ex-participantes. Porque eles não fizeram nada de tão grandioso assim, pelo menos a edição me levou a acreditar nisso. Yuko, por exemplo, mais atrapalhou do que ajudou.

A natação, como eles falam quando alguém está perdido na cozinha, comeu solta. Não por inexperiência, mas porque era muita coisa para ser feita em pouco tempo. Raissa, a maga não tão maga da sobremesa, ficou mais perdida que cego em tiroteio e adivinhem? Errou o sorvete, de novo. Ela ficou tão enrolada na praça que nem conseguiu ajudar ninguém. A falta de experiência pesou e muito dessa vez. Irina foi uma campeã de ter conseguido entregar essa ruma de processo de duas entradas e ter conseguido aguentar Yuko. Não achei que ela foi grossa com Yuko. É o futuro dela que está em jogo e ela precisa fazer com que as coisas deem certo. Yuko estava fazendo besteira e Irina estava corrigindo. Simples. A edição está tentando criar uma imagem de vilã em Irina. Particularmente, não comprei e continuo torcendo veementemente por ela.
Não adianta falar na crescente de Pablo porque é chover no molhado. Mas ele foi incrivelmente bom com ao fazer uma carne perfeita, mesmo com dando quase tudo errado. Além do mais, conseguiu ajudar na praça da sobremesa, tirando Raissa do buraco que ela mesma se enfiou. Mais um ponto para Pablo, que subiu ao mezanino e foi direto para semifinal. Precisamos falar de Francisco, parte 1. Por mais que a chatice dele tenha sido, muitas vezes, concentrada em Clécio, não dá para negar que boçalidade dele é bem irritante. Ele fez um prato perfeito. Ok. Mas, o que custava ele ajudar em outras praças, já que a sua ia bem? Os jurados falaram: não adianta ter experiência se ele não sabe usar. Foi uma estratégia dele que não caiu muito bem. Pelo menos não nesse momento da competição. Com certeza que isso foi determinante para que ele não ganhasse a vaga na semifinal.
Paola, maravilhosa, foi uma lady. Pensei que ela iria arrancar cabeças e ficar descabelada, como foi na temporada passada. Imaginei que ela possessa com Raissa, mas foi bem OK quando comparado a outros serviços em outras temporadas.

Acho que já é de praxe ter uma prova de folhado no MasterChef Profissionais. Dessa vez era para fazer uma Lagosta Wellington. Felizmente, esse não foi anunciando com o trigésimo primeiro prato mais difícil do programa. Mas quem disse que foi fácil?
A execução não foi fácil. Achar o ponto certo da lagosta dentro de um negócio que você não consegue ver é difícil. A inexperiência de Raissa pesou dessa vez ao aplicar técnicas que ela não conhecia e isso com certeza foi determinante para a sua eliminação. Ela, definitivamente, foi a que mais errou. Mas não dá para engolir o prato que Francisco entregou.
Gente, eu entendo essa reverência toda a Francisco. O cara se queimou todo, deu a alma e as mãos para entregar o prato. Se nas artes marciais, dizemos que a arte entrou ao aplicarmos o golpe certo e conseguimos atingir o nosso adversário, definitivamente, a cozinha entrou em Francisco de um modo doloroso.
Mas, o negócio era para fazer uma Lagosta Wellington. Francisco fez uma massa folhada com medalhão de lagosta dentro de um potinho (não sei escrever o nome daquele negócio e para mim é um pote). Era ÓBVIO que o ponto da massa e da lagosta estariam certos por conta do tamanho. Esse foi justamente o argumento usado por Paola no Twitter para defender Francisco. Pessoalmente, não acreditei e achei a decisão questionável. O homem me traz um medalhão de lagosta num potinho. Entendo que Raissa errou mais e que o prato de Francisco estava perfeito. Entendi que eles decidiram pelo sabor, como tantas outras vezes que coisas parecidas aconteceram. Mas ainda assim, não gostei. Não por ser Francisco, mas sim por ele não ter cumprido com o proposto pela prova e ainda assim sair como o melhor.
A eliminação de Raissa foi dolorosa. Ela foi uma participante que foi do alto até cair e não conseguir se estabilizar mais. A inexperiência pegou nessa fase da competição, mas não tira o mérito de ela ter derrubado tanta gente que se dizia melhor. A novinha é terrorista, mete o louco e vai ganhar o mundo todo! Obviamente, ela ainda precisa aprender alguns macetes que só os anos de experiência podem trazer, mas a ousadia, o pensamento rápido e talento estão ali para serem desenvolvidos. Voa, menina!

Agora, precisamos falar de Francisco, Parte 2… e Irina.
Francisco e Irina são dois extremos. Clássico e moderno. Antigo e novo. Os dois vivem momentos diferentes no programa, principalmente por causa da edição. Francisco está virando o bonzinho e Irina a bruxa sem coração. Nunca neguei em nenhum momento o quão talentoso Francisco é. Fazer rabada em pouco tempo é coisa de macaco velho. Queimar a mão para entregar prato nem se fala. Ser chefe estrelado? Bate no peito e faz gol, bixo. Ele ajuda quando precisam? Ajuda. Algumas vezes não, mas ajuda. Mas existe um abismo entre ser boçal e ser confiante. Todos ali, TODOS mesmo já tiveram seus momentos de confiança e boçalidade. Mas em Francisco isso chega em níveis irritantes. Explico: quando alguém te admira, você vai ficar repetindo que essa pessoa te admira? Não. Quando você perde uma prova em grupo, você espera acabar a prova, chegar no estúdio e parabenizar o grupo que ele tentou, abertamente, ferrar? Não. Quando tem uma prova em equipe você diz abertamente que vai ser líder porque é o mais experiente? Não. Isso ultrapassa a confiança. Mais uma vez repito, admiro MUITO ele como chefe. Profissional de primeira e muito respeitoso. Mas não como essa ideia de redenção. Ele continua sendo boçal e só não é mais insuportável porque Clécio não está mais lá.
Irina é um caso à parte. Torço por ela desde o início e vou continuar torcendo até ela ganhar. Porém, ainda não entendi duas coisas: por que RAIOS a edição está pintando ela com uma bruxa sem coração e por que a autoconfiança dela incomoda tanto? Mais uma vez, explico: não lembro de em nenhum momento Irina se auto vangloriar por seus feitos. Não de forma boçal, pelo menos. Se houve, peço que me mostrem para que possa analisar melhor. Na minha visão do jogo (assim como o caso de Francisco): ela tem total noção da capacidade que tem e não tem que se fingir de boba por causa disso. Paola já falou que ela é a melhor cozinheira que já passou ali e não é porque ela vem em duas semanas ruins que tira o seu mérito. Até as bombadas que ela levou não foram tão sérias quanto outras. Ela, como mulher, precisa ser autoconfiante para se sentir segura no que faz. Ela precisa se firmar para que ninguém passe por cima dela, principalmente em uma profissão machista como a dela.
Reitero a minha fala: não é por preferência pessoal, mas essa é visão que tenho do jogo. Pablo ganhou minha simpatia, Francisco é talentosíssimo, mas boçal e Irina não é a demônia que a edição está pintando.
RANKING!
- Irina: por ser talentosa, por ser mulher, por ser nordestina… SÓ VAI!
- Pablo: ganhou minha simpatia, mas ainda prefiro Irina.
- Francisco: (…)
MOMENTO PARA QUASE TUDO
PS1: Lindo momento a saída de Raissa. Reconheceu a derrota e saiu de cabeça erguida.
PS2: Paola chorando – ai meu coração.
PS3: “Que música? Meu hino?” Ai Yuko, saudades.
PS4: “Paola tá desidratada” “Paola tá brava”
PS5: Pesquisei Bife Wellington e não parece nada em um potinho. POSTEI E SAÍ CORRENDO.
PS6: Hoje estou com vontade de fazer a mãe Diná. Tenho a leve sensação de que Irina vai ganhar a próxima prova. Ao mostrar o que seria a eliminação, ela tá com uma cara de “me livrei” enquanto Francisco e Pablo estão com cara de desespero. Me deixem sonhar tá?













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