Modern Family do jeitinho que a gente gosta.

Spoilers Abaixo:

Ai, que saudade eu estava de um episódio de Modern Family exatamente como esse. Tema simples, texto sensacional e situações cotidianas transformadas em boas piadas. Lembrou-me o clima da primeira temporada (não que essa não tenha momentos memoráveis também) e mostrou, de forma igualitária, o talento de cada ator e de cada personagem.

É muito difícil conseguir isso numa comédia, podem notar. Geralmente temos um ou dois destaques e os demais servem apenas de apoio cênico. Atualmente, acredito, Modern Family é uma das raras produções a saber dividir os holofotes entre diferentes núcleos, deixando o talento de todos os integrantes brilhar em algum momento.

Juro que não sei dizer o que foi melhor. Penso em Gloria, mudo para Claire e Phil, depois lembro algo de Cameron e Mitchell e resolvo que todas as crianças (incluindo a Lily Carmem Miranda) estavam ótimas. Impossível escolher. E o bom é que ninguém precisa escolher e podemos rir de tudo, porque é tudo nosso.

Eu tive síncopes com a Gloria psicopata, numa vibe meio Felícia (Tiny Toon Feelings), amando e apertando a baby Lily, torcendo pela morte trágica de Cameron e Mitchell. Foi simplesmente demais. Sofia Vergara tem um timing de comédia fenomenal e destrói o estigma da gostosa que só serve para enfeitar as cenas em séries desse tipo.

As expressões perplexas de Mitchell e Cameron em sua busca por guardiões competentes falavam tudo. Não era tanto o texto, embora aquele lance das vacas fosse completamente surreal. Tenho gostado dessa ideia de transformar o Jay durão em um pai mais sensível, certamente Mitchell e Claire vão concordar que o tempo amoleceu o homem. Achei boa também a atenção dada para Haley e Alex. Elas são sempre as mais deixadas de lado pelos roteiristas e há bastante coisa ridícula a se explorar sobre meninas adolescentes.

Porém, o que não dá para negar é que Luke é nosso pequeno gênio e teve a quem puxar. É o máximo quando o mostram como um mini Phil. Os dois são muito parecidos e Ty Burrel faz a criança grande como ninguém. A cena da tinta foi excelente, assim como as da psicóloga. Não dava para não rir muito de Phil brincando com o tiranossauro, até porque, confesso, eu acho que teria feito mesmo. É pedir demais querer que ele preste atenção em papo de psicóloga com tanto brinquedo legal por perto.

Para melhorar tudo, ainda esquecem o menino no estacionamento e ele volta para casa de limusine. Tivemos aquela boa dose de “uón”, com as declarações de amor entre Phil e Claire, adicionando mais esse elemento familiar que nos aproxima tanto da história de Modern Family. Nem sei mais o que dizer. Episódio excelente. Já entrou para a lista dos melhores da série.

P.S* Eu me candidato a ser guardiã da baby Lily e prometo sempre fantasiá-la para sessões de foto ou apenas passeios pelo shopping.

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