Essa semana The Originals apresentou a batalha pela alma de Elijah num episódio mediano. O impacto da morte do personagem ainda afeta os Mikaelsons em Phantomesque, trazendo à tona não apenas ressentimentos e personalidades antigas como também Kol e Rebekah para o final da temporada. O que, aliás, termina sendo o único trunfo de um episódio que tinha tudo para ser melhor. A cena inicial, revelando o fim da linhagem de Elijah, foi de longe a melhor. Não tinha maneira melhor de inseri-los novamente na trama da temporada do que essa.

Enquanto Freya e Hayley (com uma ajuda poderosa de Hope, é claro) enfrentam as memórias de Elijah no pingente, Klaus, Rebekah e Kol unem-se para balancear a luta final contra Inadu. Por mais interessante que tenha sido acompanhar o drama em torno de Elijah, a trama geral se mostrou ainda mais fraca com a triste atuação da atriz que vive a nova vilã. A primeira associação que tive ao ver Inadu desfilando por Nova Orleans foi que ela estava no programa de TV errado.
Inadu (com uma peruca capaz de ser pior que a dos originais no passado) simplesmente veio de uma novela mexicana! Depois daquele grito vergonhoso nada mais justo dizer que ela estava melhor como um espírito mudo, não? O único detalhe interessante por trás da vilã é a aliança forçada que nascerá entre ela e Kol, na esperança do vampiro reaver Davina. Até onde Kol irá para que Davina viva novamente: trair os irmãos e proteger Inadu (agora que ela está ligada à vida de sua amada) ou sacrificar o seu último suspiro de felicidade mantendo-se fiel à família?

Tentando ignorar a atuação digna de choro da Inadu (sério, até a Clary de Shadowhunters convence mais, migs…), o que nos resta analisar no episódio resta nos ombros de Elijah e no futuro de Marcel. Como já era esperado, Elijah optou por deixar a sua essência além da temida porta vermelha, revelando o que todos nós já estamos carecas de saber: o personagem foi, é e sempre será um monstro maior que Klaus. Elijah sempre se escondeu por trás da sua elegância, mas engana-se quem pensa que ele é o mais pacífico dos Mikaelsons.

Desde o início de The Originals Elijah busca assumir a alcunha (forçada) de “monstro” do irmão. Digo dessa maneira, pois Klaus em sua essência sempre foi pacífico, assim como Cami cansou de dizer. O híbrido passou décadas de sua vida forçando uma máscara em seu rosto que não lhe pertencia apenas pela convivência com o pai e, principalmente, pelo medo da solidão. Klaus era um personagem que acreditava cegamente que prender seus irmãos e matar quem os ameaçava era a única saída para que ele alcançasse o seu verdadeiro desejo de vida.
E, bem, Elijah foi o primeiro a enxergar isso no irmão. Agora que Klaus é pai Elijah se viu obrigado de uma vez por todas a tomar essa posição para si. A inocência de Niklaus e o seu amor por Hope é, na visão de Elijah, a maior arma que os Mikaelsons têm em vida. E nada melhor do que Rebekah para jogar isso na cara de Klaus, não é verdade? Klaus ainda não percebeu o quanto seu irmão fez por si, no quanto a sua vida pode voltar a ser sangrenta caso Elijah não retorne. E pensando por esse lado, o que Klaus terminará fazendo agora que ele reassumirá sua crueldade: atingir Hope de alguma maneira ou algo pior está por vir?

Indo além no drama de Elijah, o que essa experiência na porta vermelha trará para a sua relação com Hayley? Será que, como o próprio ator sugeriu em entrevistas no Brasil, o envolvimento de ambos está fadado à ruína? O que Hayley pensará a respeito da decisão que ele teve em escolher a sua lembrança mais monstruosa em detrimento do amor que eles nutrem um pelo outro? E ainda, até quando Elijah ficará preso no pingente? Sabemos que é necessário um grande sacrifício de poder para pô-lo em seu corpo original novamente, mas será mesmo que a morte de Inadu é o caminho para isso? E se for Kol ou Marcel?
É com esse último questionamento que termino a review dessa semana. Já é de conhecimento geral que algum personagem importante morrerá nessa temporada (pelo menos é o que esperamos já que Inadu é tão poderosa como disseram), então onde estão suas apostas: em Kol, que pode muito bem morrer na luta pela vida de Davina, ou Marcel? Deixo meu voto no último, pois o diálogo de Freya e Rebekah apenas fortaleceu isso, revelando que muito em breve a original terá que escolher entre manter seus irmãos vivos ou o seu ex-amor. Afinal, o que vocês pensam disso tudo?
Peço desculpas pela demora no texto dessa semana, tive alguns problemas de saúde que me impossibilitaram de escrever. Ainda não estou 100%, mas consegui retornar. Obrigado mais uma vez pela presença de vocês por aqui, até a próxima semana, pessoal!














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