Com bom ritmo, o episódio mostra eventos importantes e um final contundente.
A trama dos Mozorov se desenvolve bastante neste capítulo de The Americans. Tuan já iniciou uma série de eventos para que Pasha seja o gatilho para que a família deixe a América e retorne à Mãe Rússia para servir aos interesses soviéticos. Alexei também já dá sinais de que sente falta de algumas coisas da terra natal, o que só deve facilitar o trabalho dos Jennings de entregar a missão cumprida.
A trama de Oleg continua a evoluir em Darkroom. Eu ainda acho que ela está totalmente deslocada do arco principal, situado solo americano. Não me soa tão interessante a investigação em si, mas sim o fato de que cada vez mais o cerco da KGB está se fechando em torno dele. Ao menos o personagem demonstra bastante frieza ao não deixar transparecer nenhum nervosismo ou culpa, mas como ele mesmo disse, eles vão enxergar/achar o que quiserem ver/achar, decidindo assim entre culpados e culpados.
Stan e Aderholt avançam também com sua missão de conseguir informações da imigrante russa radicada em solo americano. Neste episódio nenhuma menção foi feita ao dilema que ele teria que decidir se liberaria o FBI para utilizar a gravação contra Oleg ou não.
Uma das más notícias recebidas pelos Jennings foi dada por Claudia, que os informou que irão ter que continuar suas relações com Stobert e Kemp. Claramente nenhum dos dois gostou da extensão da missão para o longo prazo, o que definitivamente acarretará consequências nas futuras decisões do casal de Americanos.
O principal acontecimento de Darkroom foi com certeza a descoberta por Paige de novos escritos do Pastor Tim em seu diário. Ele acredita que ela está destruída pela culpa e fardo de esconder o segredo dos pais. Aquilo imediatamente desperta a preocupação dos pais, que acham que afastá-lo resolveria o problema, embora Paige ainda lida com o dilema moral de manipular a vida dele sem ele mesmo saber.
A culminação dessa trama foi a cena final, onde eles revelam as fotografias tiradas pela filha no porão de casa. De forte significado, talvez tenha sido ali que Paige optou por futuramente dar prosseguimento à carreira de seus pais. Ela já os enxerga como heróis anônimos, pelas missões que cumprem sem serem publicamente reconhecidos. Ela foi sagaz, ao não levar o filme para ser revelado em uma loja comum, já agindo como uma agente júnior sem nem mesmo perceber.
O real casamento religioso de Phillip e Elizabeth também foi um evento importante no capítulo. Foi prático e objetivo, como o casal sabe ser, ainda assim achei um pouco estranho e deslocado. Não que eles estejam numa fase ruim atualmente, mas enxergo os dois mais como cúmplices, parceiros, amigos e companheiros de vida do que como casal romântico, o que a série em nenhum momento tenta vender, por sinal.
Darkroom é mais um ótimo episódio desta quinta temporada de The Americans, que já está chegando em sua reta final. O capítulo desenvolve personagens, as relações e conflitos entre eles, além das tramas, entregando uma hora televisiva de qualidade e dramaturgicamente muito rica.
5×11: Dyatkovo

Pesado e contundente, o episódio com nome da cidade russa impronunciável pega o telespectador de surpresa com seu final perturbador.
Um ponto interessante explorado pelo roteiro de Dyatkovo foi a relação de padrinho e afilhado entre Stan e Henry. Aparentemente os Jennings irão liberar Henry para ir para o colégio interno explorar seu potencial nas ciências exatas. O mais interessante é quem talvez fez Phillip decidir a favor foi Paige, que disse que o irmão estaria melhor longe dali e do fardo que ela carrega ao esconder a vida dupla dos pais.
Henry acompanhando Stan no FBI pode ser um indício de que essa possa ser uma carreira que ele possa seguir no futuro, seja como agente duplo ou não. O quão surreal seria se Paige estivesse do lado soviético e Henry do lado americano?!?!?! Mas como The Americans é uma série bem pé no chão, é pouquíssimo provável que iremos ver isso em tela.
Novamente aqui, a trama paralela de Oleg ocupa bastante tempo em cena, com sua investigação sobre irregularidades na distribuição de alimentos ganhando novos nomes de suspeitos a cada semana. Ainda assim, toda essa subtrama me soa enfadonha e entediante na tela.
Mas o ponto alto e catártico do episódio foi definitivamente a missão surpresa dada aos Jennings por Claudia. Eles deveriam rastrear uma suspeita de crimes de guerra baseados em informações circunstanciais obtidas pelo Centro. Está claro que eles ainda estão abalados pela morte desnecessária do técnico na missão da sabotagem de agricultura e não querem tomar uma decisão leviana.
A sequência toda da abordagem da suspeita em sua casa teve quase quinze minutos de tela, cada um deles angustiante. O momento é catártico, dramático e pesado como deveria ser, sendo apoiado pelo ótimo elenco e brilhante direção de atores. Vemos ali Phillip mais uma vez hesitar em matar alguém, algo já característico do personagem, mais humanizado do que Elizabeth no decorrer da série. Liz novamente tem que tomar as rédeas da situação, já que eles foram expostos e não podem deixar testemunhas, matando friamente o casal em um momento bem tenso.
A surpresa é que aquilo foi demais até mesmo para ela, que após um silêncio ensurdecedor na viagem de volta no carro com Phillip, diz que quer ir embora, ir para casa. Mas o que não fica claro é que casa é essa? Seria Rússia? Mas como voltar para Rússia se forem desertar? Seria Washington e a missão foi em outra cidade?! O que fica evidente é que essa é mais uma gota d´água para o casal, que tem de se dispor para fazer qualquer coisa em nome de uma ideologia que já está falida e em seus últimos anos de regime, cronologicamente falando. Só nos resta aguardar ansiosos as consequências, catastróficas espero, de mais esse momento terrível que eles foram obrigados a enfrentar.















