High Water and a Devil’s Daughter apresentou uma trama bem mais consistente e empolgante que a de Bag of Cobras, inserindo os eventos que acarretarão no crossover da semana que vem. Além disso, ele desenvolveu o romance de Freya e Keelin, assim como os mistérios em torno do Hollow. Também foi interessante acompanhar as mudanças que Elijah e Klaus passaram ao longo das temporadas passadas, mas o que verdadeiramente importa nisso tudo é a profundidade que tanto faltava para a personagem Freya, a Mikaelson que até então só servia para ser babá de Hope e fazer um feitiço aqui e ali para a família.

Ver Freya alcançando a sua felicidade (ou apenas um vislumbre dela) é de emocionar até um vampiro com a humanidade desligada. A bruxa, inserida na segunda temporada (corrijam-me se eu estiver errado, por favor) como solução para os problemas mágicos dos Mikaelsons, só tinha um propósito: salvar a vida dos irmãos quando sua força e vitalidade de original não era o suficiente. Mas, então, surge Keelin, uma personagem forte que vêm questionando tudo o que Freya acredita. Era meio óbvio que surgiria uma faísca de amor nessa relação, não é verdade? Um sentimento único, puro e real, diferente de tudo o que já vimos em TO até então. E ver isso acontecendo com um casal homossexual é ainda mais empolgante e belo de se ver!
Freya sofreu milênios nas mãos de Dahlia e retornou à vida, no convívio com sua família original, apenas para se fechar novamente, sem ter uma vida minimamente normal. A presença de Keelin mudou tudo, impactando positivamente, com momentos de descontração, assim como negativamente, finalmente revelando uma fraqueza da bruxa. Mas até que ponto essa relação vai? Será que ambas estão dispostas a viver ao lado dos Mikaelsons, correndo risco de vida a cada dia? Ou, como Rebekah o fez, elas abandonarão Nova Orleans na esperança de aproveitar cada segundo desse novo amor?

Outra relação importante, e tão esperada quanto a de Freya, foi a de Hope e Marcel, irmãos de forma indireta. Hope não apenas mostrou-se corajosa, como a Mikaelson mais evoluída da família, capaz de enxergar a essência de Marcel, servindo como primeiro passo para que as coisas se ajeitem entre ele e Klaus. O híbrido pode até ser perdoado, Marcel pode conviver com Hope e Hayley, mas e Elijah? O que será de Elijah após isso tudo? A transformação de Elijah num ser cruel e sem emoção, como o antigo Klaus, pode impedir não apenas essa reunião familiar como também o seu relacionamento com Hayley.
Troca de personalidades
É inegável que Klaus não é mais o mesmo personagem de antes, o mesmo monstro que matava sem piedade e por simples prazer. Tudo isso se deve à presença de Hope, mas o que nenhum de nós imaginava era que um dos outros Mikaelsons assumiria o manto de “lobo mau” do híbrido. Mas que repercussões isso trará para a sua relação com a família e, principalmente, Hayley? Elijah matou o sacerdote do Hollow cruelmente, planejava assassinar crianças pela segurança de Hope e, por último, sacrificou quatro garotas para restaurar o poder dos Ancestrais. Até onde Elijah irá com essa nova personalidade?

É até compreensível o raciocínio de Elijah, não? Os Mikaelsons possuem inimigos em cada esquina, então é altamente perigoso que toda a família fique na defensiva e viva como se eles não tivessem um alvo nas costas. Klaus e Hayley devem manter-se “puros” por Hope, para que a pequena cresça como toda criança deve. Então, sem Rebekah, Kol e com Freya vivendo um novo amor, qual é o único que sobra para esse papel de carrasco? Elijah, obviamente.
Mas o que isso pode indicar para o futuro de The Originals? Elijah perderá a chance de viver seu grande amor com Hayley, por perder sua própria humanidade, ele irá fazer algo sem volta no final da temporada, perdendo até o convívio com sua família ou, como suspeito (apesar de achar quase impossível), ele é o próximo original a morrer na série. Seja qual for o caminho que ele irá seguir uma coisa é certa: Davina não ficará nem um pouco feliz em vê-lo na semana que vem… Quais são suas apostas sobre o futuro de Elijah?
A origem do Hollow
High Water and a Devil’s Daughter trouxe principalmente as informações mais cruciais da origem do Hollow até agora. O que nos foi apresentado ainda é pouco e bem raso, mas já dá para construirmos algumas teorias e imaginar o que isso pode significar para o futuro de cada personagem. O que importa do final do episódio não é o espírito do Hollow estar no corpo de Sofya (continua uma inútil, me desculpem) agora, mas sim o que essa cena nos revelou. O vilão da temporada é, nada mais, nada menos, que um Labonair e possível parente distante de Hayley. Pois bem, então o que podemos tirar dessa revelação?

Para começo de conversa, o Hollow não é um personagem masculino, mas sim feminino. Além disso, podemos constatar o seguinte: é uma criança (pela aparência da atriz); possui cabelo escuro (não que isso diga alguma coisa); a tatuagem dos Labonair, o que indica que ela possui o gene dos lobos e é uma bruxa poderosa. Mas o que essa ligação com Hayley pode significar? O Hollow tem milhões de anos, então não é irmã da híbrida como muitos deduziram, mas nada impede que ela seja uma das primeiras Labonair da história.
Com isso em mente, quais serão os planos do Hollow com Hayley e Hope? Onde, ou melhor, até quem ela irá no corpo de Sofya para conseguir o que quer? Qual arma Alaric (TVD) possui que pode equilibrar o confronto com o Hollow: os ossos remanescentes ou algo mais poderoso que isso, como a estaca de carvalho branco dos originais? E Davina, que mistérios ela sabe sobre o Hollow agora que vive no mundo dos Ancestrais há mais de cinco anos? O episódio da semana que vem provavelmente contará a história do Hollow, isso é certo pelo menos.
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Aguardo vocês na semana que vem, galera, obrigado!














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