Não há dúvidas que nos últimos anos poderosas personagens femininas ganharam cada vez mais destaque na televisão atual e no cinema. Desde personagens secundários, mas com grande importância na trama, até mesmo a grandes protagonista de sagas famosas.
Na televisão, o crescimento da participação feminina atingiu valores inestimáveis e hoje em dia coleciona grandes personagens que ficarão na memória de muitos por anos. Pensando nisso – e para homenagear todas as mulheres neste Dia Internacional da Mulher – a equipe do Série Maníacos discutiu sobre quais seriam as poderosas mulheres que influenciaram grandes narrativas na telinha. Os critérios de seleção de personagens poderosas foram baseados nos seguintes fatores: produções lançadas recentemente, representatividade, poder de influência na trama, peso artístico (atuação) e singularidade.
Confira abaixo as 10 mais poderosas personagens femininas da TV atual:
Nomi Marks (Sense8)
Sense8 pode não ser uma das melhores séries dos últimos anos, mas em questão de representatividade e diversidade é sem dúvidas uma obra prima. A comunidade trans é uma das que mais sofre preconceito no mundo (até mesmo dentro da própria família) e ter uma personagem como Nomi Marks agindo ativamente na trama é muito importante. Outro detalhe muito interessante é que ela ajudou a compreender que identidade de gênero e orientação sexual são coisas completamente diferentes. Nomi é mulher trans e lésbica, ou seja, uma mulher que sente atração por outra mulher, simples assim. Sem falar no peso de influência que Nomi possui com outros sensates e ajuda a clarear batalhas internas que somente pessoas sensíveis e fortes como ela poderia realizar. Além de ser uma ótima hacker.
Gemma Teller Morrow (Sons of Anarchy)
A matriaca do Sons of Anarchy é uma mulher forte, apaixonada e encantadora. O respeito que adquiriu no clube é fruto de seu amor por SAMCRO e não de seu casamento com o presidente. Quando ela adentra esse universo extremamente machista com seu Cadillac, não há um harleyro que não se coloque a seus pés. Ela domina toda e qualquer situação. Seu amor pelo clube só não é maior que o amor sufocante que possui pela família, do qual nasceram grandes momentos da série. Apesar de inteligente e meticulosa, Gemma se torna impulsiva para defender sua família e chegou a cometer o assassinato mais chocante de todas as temporadas. Sua força provém das dificuldades e tragédias que marcaram sua vida. Ela não gosta de transparecer, mas por dentro dessa guerreira existe um mar de angústia. Seu momento mais difícil foi com a Liga dos Nacionalistas dos Estados Unidos. Três radicais do grupo a sequestraram e estupraram para impressionar e abalar SAMCRO, mas não contavam com a força de Gemma, que encarou a situação de frente e superou a dor de tamanha barbárie só para não deixar que nada afetasse as pessoas que ama.
Loretha “Cookie” Lyon (Empire)
Empire é sem dúvida uma série sobre empoderamento. Na trama os negros não são empregados/serventes, mas sim presidentes/empresários/estrelas. E esse fator faz de Cookie um grande alicerce dentro da narrativa que percorre um drama familiar forte e convicto. Ela é dentre todos os personagens a que mais rouba a cena com expressões criativa e looks extravagantes. E parte dessa criatividade vem da própria atriz que já revelou fazer algumas alterações no roteiro para deixar as falas de Cookie num “molho mais picante”. Mas por trás de tanta eloquência, essa ex-presidiária consegue debater temas recorrentes na série como racismo e homofobia através de uma leveza que Taraji P. Henson incorpora com rigidez. Tanto que em 2015 Cookie foi eleita a personagem do ano pela revista Time, desbancando grandes produções como Game of Thrones e The Walking Dead.
Lagertha (Vikings)
Quando se fala em Vikings, logo se pensa nos homens. Ainda bem que a série do History Channel veio para mostrar que, igualmente aos homens, as mulheres eram tão ferozes quanto, e Lagertha é o exemplo perfeito disso. Comparável a uma Valquíria da mitologia nórdica, ela é a prova cabal de que é possível criar um personagem forte, que luta de igual e ainda assim transborda feminilidade. Fugindo dos clichês (grande parte graças a cultura da qual a série retrata), vemos as várias facetas da mulher viking e seu papel de igualdade na cultura, nas batalhas e na vida comum. Fazendeira, rainha, guerreira, mãe, amante, estrategista. Lagertha é várias mulheres em uma só, graças à atuação de Katheryn Winnick que dá vida a uma personagem inesquecível e que está presente no top de qualquer fã da série e que não ficaria de fora deste.
Maeve Millay (Westworld)
Há várias personagens femininas poderosas e ousadas em Westworld. Entretanto Maeve conseguiu se evidenciar desde os primeiros episódios por demonstrar uma inteligência fora do normal no que diz respeito a criação de sua consciência. Outra particularidade que faz dela um sobressalto na trama é com certeza a atuação de Thandie Newton. A atriz teve potencial suficiente para construir uma android que aos poucos compreende sua habilidade e utiliza de artifícios muitas vezes relacionados ao seu gênero para iniciar sua busca por liberdade. Newton ganhou de presente uma personagem que propicia ataques emocionais oscilantes, nudez constante e cenas exorbitantes e faz de Maeve uma presença inquestionável na série.
Selina Meyer (Veep)
O humor desbocado de Veep só existe graças a Selina Meyer. Definindo-se como uma sátira política que nunca perde relevância, a série possui uma protagonista marcante e poderosa, literalmente! O que move Selina é o reconhecimento pelo cargo que exerce, objetivo difícil de alcançar já que ela está constantemente envolvida em projetos rejeitados pelo presidente, ofuscando seu trabalho. Junte este cenário com um temperamento forte, uma agenda torturante, um time de assessores desastrados e pronto: o prazer de assistir Veep está definido. Julia Louis-Dreyfus arquiteta com veemência uma personagem invejável, que consegue através de expressões hilárias transitar por várias emoções. Selina é uma líder sedenta pelo poder mas sem a habilidade de mantê-lo, tudo isso com humor dosado na medida correta.
Daenerys Targaryen (Game of Thrones)
O mundo de Game of Thrones está cada dia mais sendo controlado por mulheres poderosas. Mas nenhum arco é tão interessante e surpreendente como o de Daenerys Targaryen. Vendida ainda jovem pelo seu irmão para ser noiva do terrível Khal Drogo, ela desde então enfrentou desafios que a fizeram crescer rapidamente de “noiva jovem” para “rainha guerreira”. some isso com exércitos e cidades sendo dominadas em seu nome. Ela conseguiu sair de uma posição submissa para se tornar uma líder de tribos gigantescas com uma autoridade temida. Ver a ascensão de Daenerys é revigorante para uma série que trata seus personagens como simples baluartes de sobrevivência, tanto que chega a ser irresistível e quase impossível não torcer pela grande mulher com seu sangue de dragão.
Fiona Gallagher (Shameless)
Fiona e sua busca por autonomia vem sendo uma grande odisséia em Shameless. Toda a sua relação com a família Gallagher é o que torna sua história numa experiência dramática firme e levemente cômica. Durante várias temporada acompanhamos a luta dela para dar uma vida digna aos irmãos abandonados por pais irresponsáveis e batalhando cada dia para sustentar a sua saúde emocional. Fiona é a representação poderosa da força feminina, mesmo em idades mais jovens; seja por fatores extremos, seja por relações amorosas que nunca dão certo. Sua importancia na série é tão grande que Emmy Rossum exigiu ter o mesmo salário que William H. Macy que divide o protagonismo (e até mesmo ganha dele na importância em alguns momentos). Ela (tanto personagem quanto atriz) é a melhor síntese de que o gênero feminino não desiste nunca. Nunca mesmo.
Claire Underwood (House of Cards)
House of Cards é a principal referência no que diz respeito ao que a Netflix busca alcançar com suas séries. Excelência e qualidade estão sempre de mãos dadas durante toda a narrativa. Mas o que durante todas as temporadas mais chamou a atenção do público foi o crescimento de Claire Underwood na trama, dividindo o protagonismo com o marido. Claire ora aparenta ser egoísta, solitária e melancólica, e ora demonstra um poder acima do limite crível. A verdade é que personagem e atriz estão constantemente dividindo os holofotes que quase se mesclam no meio de tanto reconhecimento. Desde a segunda temporada Robin vem pegando a direção de alguns episódios e assumindo o controle no que diz respeito aos rumos da sua personagem. Claire Underwood é uma jogadora intimidadora, que assumiu seu poder com frieza e provou ser digna de sentar numa das cadeiras mais poderosas da política internacional.
Annalise Keating (How to Get Away With Murder)
Quem já está familiarizado com How to Get Away With Murder sabe muito bem como Annalise Keating sofreu até se tornar a grande professora de Direto na Universidade Middleton. E mesmo com tantas adversidades na sua vida pessoal ela conseguiu ter forças para enfrentar e proteger os alunos que mudaram sua vida pra sempre. O passado de Annalise é tratado no início de forma discreta pelo roteiro, mas que aos poucos vai revelando um lado sombrio e emocionante. Mas se tem algo que podemos aprender com ela é que para vencer na vida é preciso ser direto e objetivo com suas decisões. Viola Davis vem interpretando com maestria uma personagem que nos ensina sobre resiliência e como é importante se adaptar a qualquer situação para sobreviver num mundo cruel e injusto. Por outro lado Annalise é humana e erra diversas vezes, e isso desenha sua personalidade altruísta com aspectos vulneráveis e comoventes. Obviamente uma personagem memorável e que aparece no topo dessa lista de integrantes poderosas.
Menção Honrosa: Cristina Yang (Grey’s Anatomy); Sophia Burset (Orange is the New Black) & Jessica Jones (Jessica Jones).
O que achou da lista? Faltou alguma personagem? E qual seria a sua lista perfeita? Discuta conosco! E para todas série-maníacas que estão lendo: Feliz Dia Internacional da Mulher!














