Essa semana Supernatural entregou o melhor episódio da temporada com Lily Sunder Has Some Regrets.
Há algumas semanas, The Foundry apresentou-nos a melhor história da temporada, com toda aquela trama de retorno às origens da série e a Mary caçando com os filhos. No entanto, felizmente, Supernatural conseguiu se superar em mais um ótimo episódio, com Lily Sunder Has Some Regrets. A trama foi simplesmente sensacional, com flashbacks do passado de Castiel, personagens fortes e um desfecho memorável.
Mas o que mais me conquistou em si foi a forma com a qual a relação de Sam, Dean e Castiel se transformou no que é hoje, como uma verdadeira família, apesar dos atos impensados do anjo na semana passada. O que tinha tudo para ser esquecido, envolvendo a morte de Billie e as consequências cósmicas desse ato, não o foi, rondando os irmãos e Castiel durante o episódio inteiro. Aliás, essa é a primeira vez, depois de tantas burradas e tramas loucas, que o futuro é incerto em SPN, assustando até mesmo os personagens que sempre foram tão cheios de si.

O passado nebuloso de Castiel
É legal ver como o Castiel era antes de conhecer os Winchesters, antes de se envolver com eles. Lily Sunder Has Some Regrets foi até o Maine, no ano de 1901, muito antes do Apocalipse sequer ter soltado suas primeiras faíscas. Castiel (num receptáculo feminino), junto de Ishim, Mirabel e outros anjos, participou de uma missão na Terra, onde ainda era raro a presença dos seres angelicais, aparentemente à procura de um Nephilim, a temida cria de um anjo com humano. Vale ressaltar que a trama em si serviu também para fortalecer o que Castiel disse no midseason, que é perigoso demais permitir a presença de uma criatura dessas no mundo dos humanos.
Se é assim, existindo até duras leis no céu envolvendo-os, o que pensar, então, de um filho de Lúcifer? Kelly Kline que se cuide, pois seu filho, mesmo ainda estando no útero, é o indesejável número um do céu. Seria com razão, podendo ser futuramente um vilão da série, ou, indo contra tudo e todos, o Nephilim pode ser diferente, sendo capaz até de proteger a raça humana? E ainda falando do Castiel, foi possível ver como o anjo era insensível, calculista e fiel aos seus ideais angelicais, obedecendo Ishim sem nem pestanejar. Mas, graças ao seu convívio com Sam e Dean, ele pôde finalmente enxergar que a humanidade pode torná-lo mais forte, exatamente o oposto do que Ishim cismou em dizer.

Castiel evoluiu da água para o vinho, de um soldado cego para a verdadeira definição de anjo em nosso vocabulário (excetuando alguns pequenos detalhes, obviamente). Um episódio focado em Castiel, logo após os eventos da semana passada, apenas trás mais embasamento e justifica sua decisão em impedir que os Winchesters se sacrifiquem. Se fosse o Castiel de antigamente tudo seria diferente, mas hoje o anjo tem livre arbítrio e luta pela justiça, quaisquer sejam os atos que ele deverá tomar para alcançá-la.
O calcanhar de Castiel
Lily Sunder trouxe-nos muito mais do que uma história triste e emocionante, com a revelação de que o céu sempre fora corrupto em algumas facções. Foi através de suas cenas, no ataque de Ishim contra o grupo, que a maior dúvida de todos nós se mostrou verdade, apesar de ser algo mais do que óbvio. Dean é o calcanhar de Castiel, seu calcanhar de Aquiles. É claro que ele se importa com Sam e Mary, mas é em Dean, com um puro bromance, que se encontra a maior e mais preocupante fraqueza do anjo.
E é claro que não podia ser diferente com Dean. Quando tudo poderia ser resolvido ele pensou duas vezes, correndo o risco de ser morto por Ishim, levando em conta que Castiel poderia ser um efeito colateral no processo. O que isso pode significar para o futuro daqui pra frente? Um episódio forte como esse, com essa revelação, não seria inserido a toa. Algo me diz que, independente de quem for, a morte de Billie impactará impiedosamente em todos os envolvidos. Se algo acontecer com Castiel, Sam, Dean e Mary irão ao inferno pelo anjo. O mesmo acontecerá se o ciclo se inverter. Esse é o verdadeiro lema da família Winchester: um por todos e todos por um!

E Lily Sunder, qual será o seu destino na série? SPN tem a fama de descartar personagens femininas com facilidade ou tirá-las de foco, como é o caso de Mary, Jody e Toni. Aliás, é triste ver que nós, os telespectadores de SPN, estamos tão acostumados com isso, sem nem nos movermos ou falarmos no assunto. Charlie, Jo, Bela, Ellen e muitas outras morreram, perdendo seu espaço no show mesmo sendo incríveis em seus papéis, conquistando o mesmo lugar de Sam e Dean. Será que esse buraco negro, onde as personagens são jogadas, é o futuro da Lily em SPN?
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Ou será que muito em breve ela será reutilizada, voltando pela cabeça de Castiel, o que consequentemente acarretará em sua morte prematura? É uma pena, pois há tempos que não víamos uma adição tão boa e empolgante na série. Pensando por esse lado, se o destino das personagens é a morte, que tal tornarem a Mary pelo menos em uma personagem regular? Indo contra tudo, até mesmo a sensação de que ela não ficará viva por muito tempo, ainda mais depois do episódio passado. Por favor, escutem as minhas preces e deixem a Mary viva!
O melhor trio que você respeita!

Sam, Dean e Castiel juntos numa foto, torta de climão, Castiel e Dean numa DR, Sam com seu olhar “wtf” de sempre… Uma família de verdade, só faltou a Mary pra ficar ainda mais perfeito. Como é possível alguém não gostar desse episódio, principalmente depois de cenas como essas? A família tradicional brasileira chega a tremer diante desse trio!















