Um episódio extremamente divertido e agradável de se assistir. Mas será que isso basta?

Spoilers Abaixo:

Um tempinho atrás, quando tive curiosidade de ler o nome dos episódios da temporada, fiquei surpreso com o desta semana: Two Stories. Relembrando para o pessoal, no primeiro ano tivemos um chamado Three Stories, que pra muitos foi um dos melhores de toda a série. Sendo assim, a expectativa que eu trouxe para o episódio desta semana foi relativamente alta. Para quem não se lembra, aquele capítulo em questão focava em uma palestra que House dava a estudantes universitários, e nela o doutor alternava entre três histórias sobre pacientes da clínica, dando lições pesadas e humilhando os jovens que o assistiam.

Ora, não é preciso ser nenhum gênio para perceber as claras repetições de contexto, mas porém todavia contudo o clima desta semana foi completamente outro. Se na primeira temporada o episódio em questão foi extremamente dramático e relevante para a sequência da temporada, não se pode dizer o mesmo deste capítulo que acabamos de assistir. Tivemos aqui um capítulo interessante, divertido, mas que foi contextualmente irrelevante.

Vejamos o relacionamento de House e Cuddy por exemplo. Talvez eu esteja cometendo um erro em abordar primeiro a pior parte do episódio, e assim acabar passando uma imagem negativa no review, o que não é minha intenção. Mas, francamente, a parte do casal foi extremamente sem nexo. É entediante toda vez que começa o episódio o espectador se perguntar “e aí, como eles estão agora, bem ou não?” Toda semana isso se alterna, e os fãs não estão recebendo uma indicação (qualquer que seja) do que esperar. É sempre uma surpresa. No caso específico desta semana até cheguei a relevar algumas partes por considerar que o episódio se passava quase todo na perspectiva do House, e isso podia ser um exagero dele. Mas mesmo nas partes ‘reais’ tudo continuava nonsense demais. Lá em ‘Now what?’ (season premiere) a Cuddy falou que o aceitaria exatamente ele como era, com todas as suas falhas, mas a cada semana isso é posto à prova, como se fosse um mero joguete para criar tensão na trama. Por favor produtores, merecemos mais do que isso, né?

Voltando ao foco do episódio em si, a sequência de perguntas e respostas que as crianças (tanto em um nível da história como no outro) impuseram ao House me trouxe grandes momentos de alegria. Isso porque, desde sempre, o principal inimigo do doutor sempre foi este grupo de pequenos seres irritantes. E toda vez que temos House contracenando com crianças, é certeza de algo digno. É quase como um ‘fator Wilson’, só que usado mais esporadicamente por aqui.

Dito isto, muito da qualidade deste episódio deu-se devido ao fato de que tivemos pouquíssimas cenas no hospital, o que indiretamente relaxa o espectador. Afinal, qualquer um poderia acompanhar todos os diálogos perfeitamente, mesmo sem saber bulhufas de medicina. No lugar de jargões hospitalares e doenças misteriosas, tivemos tiradas rudes e comentários infames. Oras, quem há de não gostar disso?

No fim das contas, tivemos então um episódio sensacional, quando analisado isoladamente. Divertido, cativante, poderoso. Mas que falhou por focar demais no pequeno, e esquecer do grande. Talvez se esse episódio tivesse sido encaixado depois de algumas bombas estaríamos todos comemorando aqui, e nem ligaríamos para essas coisas. Mas depois de dois capítulos bons como foram os últimos, os fãs perceberam que a série ainda pode ser grande. E a exigência vai ser por episódios deste nível.

Outras considerações:

1)Isso é assédio sexual?Não se você for bonito. Doses homeopáticas de verdades para salvar o seu dia.
2) Alguém aí se importa com o que aconteceu no hospital?
3) As incontáveis citações cinematográficas (em especial a volta de Steve McQueen, que na série já foi até rato do House) foram um show à parte. Tive sérios problemas emocionais em escolher uma screen em especial para ilustrar o post, mas preferi ficar neutro para não ser injusto com nenhuma delas.
4) Aliás, que tipo de pai deixa seu filho de 10 anos assistir Pulp Fiction?
5) Pra encerrar: Dr House, may I ask you a question: are you insane or just stupid? (essa dispensa traduções)

E vocês, o que acharam do episódio? Selo joinha do Chase ou uma avaliação diferente? Como sempre, os comentários estão aí embaixo, é só dizer o que acharam.

Abraços e até a próxima!

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