Essa semana, Supernatural entregou-nos o melhor episódio da temporada até o momento com The Foundry.

O episódio dessa semana me lembrou da primeira temporada, do tempo que as caçadas de Sam e Dean costumavam ser a parte mais interessante da série. Naquela época Supernatural possuía um roteiro bem estruturado, elaborado na medida certa, entregando-nos a cada semana um produto final com a mistura de cenas importantes para o desenrolar da temporada, assim como também momentos de descontração, complementos da trama original e um humor como nenhum outro show jamais o fez, tudo misturado numa sincronia perfeita.

Aliás, vale ressaltar que essa foi a primeira característica que de fato me convenceu a acompanhar a série, além, é claro, de todos os pontos citados anteriormente. Mas também atribuo a minha preferência por SPN à vontade que eu tinha quando pequeno de fortalecer a minha coragem, por mais que eu morresse de medo, por exemplo, da Bloody Mary (impossível esquecer ela, não é mesmo?). É, pois é… Até hoje não consigo nem dizer esse nome três vezes, tamanho o trauma que foi. E essa semana, depois do fiasco de Mamma Mia (novamente, em minha opinião), eu senti essa chama acesa mais uma vez.

O retorno às origens 

The Foundry foi simples, com fantasmas e histórias macabras, cenas empolgantes e engraçadas, além de caçadas entre a família Winchester, mas eficaz e extremamente poderoso. O terceiro episódio trouxe de volta a essência da série, algo que a temporada anterior tentou introduzir aos poucos, o que foi, inclusive, um dos motivos dela ter sido a melhor até hoje (além da presença de Deus e Amara, obviamente). Arrisco dizer que esse é a cereja do bolo de SPN, o que a torna tão única e uma das chefes de audiência da CW.

Pois é, SPN pode ter tido uma trama principal perfeita na última temporada, mas essa, a meu ver, deixou a desejar. Como eu disse na semana passada, os Homens das Letras tinham um grande potencial, tendo em vista a necessidade que a série ainda tem em revelar a história do grupo, destrinchando a rixa entre os americanos e os britânicos, entre outros fatores. Porém, tudo o que Toni e o episódio anterior nos mostraram é que, pelo menos nessa temporada, a série só alcança o seu ápice quando não está falando inteiramente de sua trama central. E isso, meus amigos, é extremamente preocupante.

É óbvio que eu, como muitos de vocês, tenho verdadeira paixão por histórias fora da trama (se forem bem feitos, obviamente). Ver SPN voltar às suas origens é mágico e emocionante a cada segundo de cena, afinal, quem não gostou do caso dessa semana, da ligação das crianças (tinham que apelar para as crianças macabras, vou ter pesadelos a semana inteira…) com o drama que a Mary está enfrentando agora? É tudo feito minuciosamente, o que torna a coisa toda ainda mais satisfatória de ver. Mas, vamos combinar, que série (digna e de calibre) se constrói apenas com meia dúzia de episódios centrais?

A trama “paralela” é boa, mas já está mais do que na hora de SPN focar mais em desenvolver o que verdadeiramente importa do que quinze episódios sem (quase) nem tocar no assunto principal. Até porque meros cinco minutos ao fim de cada capítulo não é o suficiente. A solução então é: diminuam as temporadas para 13-15 episódios! Eu sei, parece cruel e injusto, pensei o mesmo quando soube que fariam o mesmo com The Originals, mas hoje eu enxergo esse artifício com outros olhos.

Várias séries de sucesso como, por exemplo, shows do Netflix, Orphan Black, Game of Thrones, entre outros, fazem isso atualmente. Não é apenas a estrutura que muda, é todo o conteúdo a ser apresentado, é a qualidade das cenas, o cuidado com o desenvolvimento da trama, o fim do cansaço que vinte e três longos episódios causam nos telespectadores e muito mais. Podem acreditar: é extremamente eficaz.

Previsível?! Imagina! 

Eu não disse que esse era o destino da Mary? Extremamente previsível… Mary passou trinta anos morta, Sam e Dean cresceram e tudo mudou no mundo em que ela vivia, então, consequentemente, ela não consegue lidar com tanta mudança. É normal que isso aconteça, eu concordo, condiz, inclusive, com a “realidade”, até porque ninguém que retorna à vida após trinta anos consegue suportar o que ela pode ter perdido durante todo esse tempo.

Mary perdeu o crescimento dos filhos e o caso dessa semana serviu como ótimo exemplo, além de ter feito-a ficar longe dos filhos, para o drama que ela está enfrentando.  Acredito, inclusive, que o ator escolhido para o Lucas foi feito propositalmente, porque ele é idêntico ao Sam! Mary agora está separada de Sam e Dean, completamente vulnerável ao ataque dos Homens das Letras britânicos e de qualquer inimigo dos Winchesters. Mais alguém duvida do futuro dela na série?

Como disseram no review anterior, Mary pode tornar-se a vilã da temporada (possuída de alguma forma, quem sabe pelo Lúcifer?) ou, como eu acredito, morrer definitivamente. Se isso ocorrer quais serão os efeitos para a vida dos irmãos? Se a morte de Bobby, John e outros causou consequências drásticas para a vida de Sam e Dean, agora imaginem a morte da mãe mais uma vez? Deem suas opiniões!

Melhor parte de The Foundry: sim ou com certeza?
Agentes Beyoncé e Jay Z em ação em The Foundry!
Agentes Beyoncé e Jay Z em ação em The Foundry!

A montagem ficou muito boa, não acham? Eu sei, eu sei, manjo muito dos paranauês do photoshop… Brincadeiras à parte, a mensagem ficou clara: como é bom ver Crowley e Castiel trabalhando juntos novamente! Que os dois têm uma química gigantesca não é nenhuma novidade para nós, mas nesse episódio parece que eles retornaram com tudo, com cenas recheadas de humor simples, mas hilário e singular, na caçada por Lúcifer.

A trama envolvendo o Príncipe do Inferno ainda não me conquistou, mas eu tenho que confessar que dessa vez eu gostei um pouco mais da atuação do ator (e cantor) Rick Springfield, apesar de ter em mente que ele nunca irá superar Mark Pellegrino e Misha Collins no papel. Mas a pergunta que ficou após esse episódio foi: será que esse foi mesmo o fim de Lúcifer no corpo de Vince Vincente?

Rowena mais uma vez traiu o diabo, mandando-o para as profundezas do oceano, mas será que isso o impedirá de retornar? É claro que ainda não é o fim do anjo (infelizmente), ainda mais levando em conta a importância do seu personagem, mas qual será o seu destino a partir de agora? Lúcifer não pode ficar muito tempo num corpo comum (a não ser que a magia que Rowena mencionou de fato exista), então restam apenas duas opções: ou ele possuirá outro anjo ou Sam é o próximo alvo novamente. Quais são suas expectativas acerca da trama de Lúcifer? Lembrem-se de responder nos comentários! Até a próxima, hunters!

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