Essa semana Fear the Walking Dead entregou um dos episódios mais fracos da temporada até o momento.
Faltando uma semana para o season finale Fear the Walking Dead entregou um dos episódios mais fracos da temporada até o momento. Date of Death deu continuidade aos eventos de Pillar of Salt, mostrando as consequências da imprudência de Madison e as cenas que antecederam a súbita aparição de Travis sozinho no final do episódio passado. A trama envolvendo Nick e o iminente confronto dos traficantes contra a Colônia ficou de fora, deixado para o especial de duas horas da próxima semana.
A maior parte do episódio ocorreu no passado, girando em torno da separação de Travis e Chris, mostrando apenas pequenos pedaços do hotel no presente. A morte de Elias, pelas mãos de Chris, parecia ter representado o ponto final da relação entre pai e filho, mas como estupidez (e nível de psicopatia) para o Chris nunca é demais, esse foi apenas o começo. Date of Death simbolizou a morte da confiança que Travis ainda tinha em Chris, que ele era capaz de mudar. Acredito que a morte do mexicano seria mais um ato que Travis esqueceria, com relutância, mas esqueceria. No entanto, enganar o pai para que a dupla pudesse matar Brandon desnecessariamente foi o que finalmente abriu os olhos de Travis para o psicopata que seu filho havia se tornado.
Chris abandonou o próprio pai, pois o novo grupo concordava com seus novos princípios morais, algo que ele acredita ser essencial para sobreviver. É claro que, tomando como base a experiência que temos de Walking Dead, a forma como Travis ainda vê o mundo de fato não se encaixa na nova conjuntura que eles estão vivendo. Já tivemos vários exemplos, não somente em TWD, mas também em FTWD, que a bondade e a compaixão são inúteis agora. Inclusive, na maioria das vezes é por causa dessas atitudes que vilões ou personagens com más intenções terminam prejudicando, roubando ou matando pessoas que nem o Travis.
Mas, obviamente, ninguém pode viver da maneira exagerada que Chris age, até mesmo no apocalipse zumbi. Chris é um psicopata, não como Negan ou o Governador, até porque ele ainda usa fraldas no quesito, mas eu acredito que esse é o primeiro passo para se chegar no patamar desses vilões icônicos. O melhor exemplo da psicopatia do personagem (e da dupla de jovens) é a frase “Não éramos nada antes. Éramos inferiores. Mas agora o fim dos tempos nos transformou em Deuses”, dita pelo grupo há alguns episódios passados. Como eu comentei na época (do jeito que eu digo parece que foi há anos), a frase e o modo como eles falaram transpassa a ideia de que agora eles são capazes de tudo, até controlar as massas ou matar pessoas inocentes que entrem em seu caminho. Tendo isso em vista não fica difícil de imaginar o que eles farão com o grupo do hotel, não é mesmo? Como eu disse na semana passada: vem tempestade por aí!
Voltando ao presente… O grupo do hotel parece indignado com a atitude de Madison, mas tão logo abrigaram vários sobreviventes no estacionamento. Qual será o destino de todo esse povo, especialmente tendo em vista que não há comida nem água para todos? Será que Travis verá o grupo de Chris antes de eles serem convidados a entrar no hotel? A chance da dupla tomar o hotel sozinho é mínima, mas se juntarmos os dois com a horda de sobreviventes que já entrou, outros que ainda podem chegar e com a possibilidade dos traficantes, do Jack ou mais algum inimigo chegar o grupo do hotel pode enfrentar grandes problemas em breve. Algo me diz que o episódio da semana que vem abordará o confronto da Colônia contra os traficantes e da briga pelo hotel e, infelizmente, tudo indica que Madison, Travis e os outros serão expulsos do local.
Por fim, tivemos a confissão da Madison, a única cena relevante do episódio inteiro. A matriarca da família Clarke revelou as verdadeiras circunstâncias da morte do marido para Alicia e o motivo dela tanto superproteger o filho, tendo em vista que ele é tão problemático quanto o próprio pai. A cena foi belíssima e muito bem construída, fortalecendo não somente o laço entre mãe e filha, mas mostrando todo o poder de atuação das atrizes Alycia e Kim em cena. Será esse o indício de uma nova relação de confiança entre as duas? Como será que Nick reagiria ao constatar que o pai se matou e que ele muito provavelmente também se drogava? Será que isso prejudicará toda a evolução que o personagem teve na Colônia e com Luciana? No entanto, a pergunta que realmente importa depois de tudo isso é: onde diabos está Ofelia? Não me importo com o Chris (apesar de ter ficado curioso dele não aparecer no final), pois sua morte é o que todos nós sempre ansiamos, mas Ofelia não, ela ainda tem salvação na série. Será que ela reencontrará Salazar (e Abigail, eu espero) na semana que vem? Ou salvará Madison e os outros da morte certa, resgatando-os do hotel? Enfim, isso é tudo por hoje, walkers, até o season finale!
Placar da Semana
Caminhante: Troféu caminhante/errou feio para o Chris. Preciso explicar o motivo? Ao menos agora sabemos que a morte dele pode estar próxima… Torço para que isso de fato aconteça, pois, assim, FTWD com certeza seria bem melhor de se acompanhar!
Balofo: Troféu balofo, ou “fale-me mais sobre isso”, para o Travis. Ele revelou-se bem mais útil, com suas habilidades médicas, algo que até o momento a série não havia mostrado. Mas a pergunta que fica é: será que agora, com a possível saída do Chris, o Travis será um personagem mais aceitável? A verdade é que o “detestável nº1” sempre foi o Chris. Travis apenas ia na onda do filho, então, talvez, ele ainda tenha salvação.
Corredor: Troféu “not bad”, ou corredor, para a Madison. Ela fez burrada na semana passada, mas pelo menos, pela primeira vez na série, ela compensou seus erros sendo sincera com a filha ao contar toda a verdade que envolve sua família. Not bad, Madison, not bad!
Abominação: Troféu “badass” vai para a Alicia, apenas por ser a Alicia. Nenhum personagem foi digno de ganhar o troféu “abominação” dessa vez, então é justo que a única sensata do grupo continue ocupando seu lugar de direito.















