Um Olhar Maníaco Sobre: Westworld

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Deuses-humanos e androids-mortais.

Jonathan Nolan caminhou em direção ao carro, observando Lisa Joy. Os dois com sorrisos tímidos após terminarem a filmagem do piloto, já imaginando como seria o final daquele dia: uma partida de golfe com a equipe e uma pequena viagem ao redor de Sweetwater, a cidade que eles construíram para a série Westworld. O sol provavelmente preenchia todo o cenário como um visitante introvertido, marcando o início de mais nove episódios, mais nove grandes momentos na vida desse casal. Na concepção real? São apenas duas pessoas apaixonadas por um projeto grandioso que ambos criaram. Na concepção artística? Os deuses daquele lugar.

Deus vs Humanidade. Westworld é intertextual até mesmo na sua criação. A série é fruto da mente por trás de Lost, J.J Abrams, e da audácia que o casal Jonathan Nolan e Lisa Joy transcreveram para a repaginação do filme de 1973, escrito por Michael Crichton. Todos citados são pessoas, comuns pela cerne humana e limitados fisicamente. Mas só com o fato de verbalizar a criação deles (somado ao roteiro de Westworld) é interessante imaginá-los como donos de tudo e todos. O irônico é que a série decorre disso, da ideia de que nós somos capazes de nos endeusar pelo simples fato de criar algo, de permanecer cientes de que o entretenimento – principalmente a televisão – é conivente dessa ironia da criação de uma “realidade” usando a nossa realidade de molde. Assistir o primeiro episódio (pelo menos pra mim) foi um bombardeio de ideias/críticas sobre o limite da moral que tanto criamos, e como isso pode (num futuro distópico quem sabe) ser a nossa ruína.

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Anthony Hopkins é Dr Robert Ford

A moralidade já caminhou por diversos campos de análise. Seja na história da humanidade, em contos/fábulas, na filosofia e etc. O principal governante do Egito era o deus-vivo intitulado Faraó, filho do Sol (Amon-Rá) e encarnação de Hórus (deus falcão). Centrado nesse raciocínio ele controlava escravos, construía pirâmides e administrava funções diversas (rei, juiz, sacerdote, tesoureiro e general). A religiosidade foi algo que permeou constantemente na ciência do espírito daquela época. Já na Idade Média a concepção teocêntrica da Moral atingiu um patamar de vício e supervisão. Os governantes eram representantes divinos e a sociedade obedecia uma ilusão religiosa bastante rígida: com valores sendo martelados a cada esquina e rebeldes do sistema queimados vivos. Muita coisa mudou de lá pra cá. Mas será que estamos caminhando para uma ascensão humana ou para o declínio da mesma? Ou não seriam estas duas ideias, marchando juntas em passos tecnológicos com a moral se atualizando a cada segundo; até que no sentido de nos entreter seja extinta por completo? Já não estaria ela extinta no subjetividade de cada factoide / história / e universo que criamos?

Anfitriões & Clientes

A ciência do espírito é algo que a moral (aquela filosófica de Hegel) insiste em revisitar. No universo de Westworld esta ciência fica mais nítida (veja que irônico) nos anfitriões, androids programados para povoar um cenário de Velho Oeste, a terra sem lei. Eles recebem os clientes ou novatos, e realizam o que o script de sua persona condiz. Os clientes – pessoas que pagaram para estar neste mundo – podem fazer o que bem entender. Se divertir é literalmente sentir, e por isso que o lifelike de início é assustador. Estamos acostumados a tratar violência em jogos com mais frieza, mas não compreendemos o impacto disso (ainda). Principalmente quando o jogo em si reproduz de forma quase exata a nossa realidade. Os personagens de Westworld não são reais, mas são palpáveis, possuem cheiro, conversam com o mais infinito vocabulário e expressam sentimentos proporcionais aos gestos que nos identificam. Eles são – numa comparação sarcástica – os mortais da mitologia grega, sujeitos a decisões de seres divinos que os enxergam do alto, visitando o mundo casualmente para extravasar atrocidades. É nessa perspectiva que a série se apresenta desde o primeiro minuto e as coisas começam a ganhar uma cor surpreendente.

Ao mesmo tempo que que a moral orienta, ela controla. As mesmas palavras que remetem ao poder absoluto de um príncipe, também decidem sobre a vida/morte de seus súditos. E no meio de toda essa filosofia que a narrativa apresenta temos Dolores. Uma das mais antigas anfitriãs do parque, com um script comum e clichê: camponesa, filha única de fazendeiros, que vai todo dia para a cidade comprar mantimentos ou pintar quadros a beira do rio. Não consigo imaginar outra pessoa interpretando-a além de Evan Rachel Wood, que conseguiu ao mesmo tempo mostrar inocência (aquela robótica universal) e instigar desejo intelectual apenas com olhares.

Na primeira impressão a idealização por trás dessa personagem é bem rasa. Mas começa a ganhar uma proporção gigantesca. Dolores foi programada para receber os clientes com otimismo, mostrar que aquele universo é lindo, vasto e vivo. Mesmo após os scripts abordarem horror em sua vida, ela amanhece todo dia com o mesmo humor. A catástrofe virou seu hábito, reforçado pelo reset de memória que os androids recebem ao comando dos superiores. Os clientes visitam o mundo de Dolores com sede de liberdade, enquanto que no discurso dela este mundo livre (e violento) pode ser visto de forma bela e glamurosa. Acontece que após uma atualizaçao geral nos dados dos androids, o sistema é “infectado” por uma semente misteriosa, alterando o comportamento dos robôs e principalmente nos scripts deles. O pai de Dolores é (dentro desse cenário) um dos mais atingidos. Ele observa uma fotografia de uma visitante (humana), posando sorridente no Times Square, alimentando dúvida, entrando em conflito com seus antigos personas e dilatando à “evolução pecaminosa” daquele mundo. Seu desespero como pai – em proteger Dolores – dissemina uma pequena dose de ceticismo nela, perto de descobrir a mentira que entorna sua existência. Antes ela afirmava que não seria capaz de destruir uma simples criatura, agora ela reage instantaneamente para matar uma mosca indefesa. A consequência disso pode ser incalculável e (quem sabe) transformar pra sempre a relação criador/criatura de Westworld.

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James Marsden (Teddy) e Evan Rachel Wood (Dolores)

Aliás, essa dinâmica de reset dos androids contribuiu e muito para a minha perspectiva filosófica em relação ao primeiro episódio. Deixando-o muitas vezes denso e com material demais para recapitular o que foi brilhantemente exibido. Os scripts predefinidos foram em diversos momentos (acredito eu) decisivos para a libertação do show sobre comparações com Game of Thrones, que usa e abusa de storylines. A diferença aqui é que Westworld metaforiza nossa humanidade com veemência em robôs, já que são as nossas histórias que nos fazem ser quem somos. E são os scripts que dão vida aos anfitriões, entregando-os um definido propósito àquele mundo. O que aconteceria se você descobrisse que sua existência é supervisionada? Ou já não seria ela controlada por um sistema invisível e usurpador?

Westworld nesse sentido promete ser lindo. Não dá para esperar um nível altíssimo como a HBO fez de Game of Thrones, mas com toda certeza é possível se entreter com a linha de crescimento estarrecedora que o gênero possui. É uma produção legítima em sua filosofia – como acontece em The Leftovers – e dramática na medida crível. Tão crível que enriquece o apreço que o público possui pelos trabalhos de J.J. Abrams.

É possível em poucas cenas sentir a superfície de algo mais profundo do que apenas um parque de diversões recheado das criações de Ford (notavelmente interpretado por Anthony Hopkins), tudo na verdade é uma estratégia corporativa que aos poucos será revelada com sutilezas. Dá pra ficar horas especulando sobre, mas por enquanto o público possui as futuras oportunidades de revisitar este universo apenas nas telas de seus dispositivos. Estamos longe dessa realidade e ao mesmo tempo muito próximos. Um casal criou uma série televisiva que fala sobre deuses-humanos e androids-mortais, mas a verdade é que esse futuro distópico já está acontecendo: com você assistindo tudo na sala da sua casa ou com seu vizinho jogando GTA na madrugada. Há muitos desdobramentos para a série nesse curso, entretanto fica o questionamento plantado em Dolores como reflexo de que – a nossa existência – pode ser facilmente refutada. Estamos nos tornando deuses de nossas próprias criações, mas ainda não sabemos lidar com as consequências desse efeito. Só nos resta um pouco de Shakespeare, visualmente citado na série com as moscas pousando nos anfitriões:

“Um pouco de razão ainda conserva, sem o que mendigar não poderia. Na noite que passou, da tempestade, vi um sujeito assim, que ao pensamento me trouxe que o homem não é mais que um verme. Lembrei-me de meu filho, muito embora dificilmente, então, amigo dele meu espírito fosse. Depois disso aprendi muito. O que para os garotos são as moscas, nós somos para os deuses: matam-nos por brinquedo.”

William Shakespeare (Rei Lear)

PS: Hoje completo 1 ano de contribuição para o SM. Cada dia mais feliz de fazer parte desse site maravilhoso! Espero que tenham gostado do texto que é apenas um presente, as reviews da série ficarão por conta do Daniel Barcelos daqui pra frente. Abração! o/

  • carla machado

    Boa review.
    Confesso que não entendi nada do piloto e precisei de OITO pessoas pra me explicar o que estava acontecendo.Agora já sei e quero ver o 2.
    Mas acho que nem dá pra comparar com GOT e Leftovers….apenas se for por produção mesmo.
    Espero que a história não vá no sentido de máquinas se rebelarem, porque seria mais do mesmo e já vimos muito disto por ai.
    Que vá para o caminho do “o que é ser humano?”

    • Carcosa, the Yellow

      Aaaaaaaahhhhhhhh vai pra esse caminho sim. Pode esperar. Mas não vai ser mais do mesmo. Com Nolan e Abrams envolvidos? Não mesmo. Pode esperar algo bem kabuloso aí.

      • Natanael Lucas

        Obrigado Carla! Acredito que a trama irá para esse caminho sim, já deu fortes indícios inclusive. 😉

    • Rafa Silveira

      Vai ser uma mistura de Inteligência Artificial e Eu, Robô. N tem muito como fugir do dilema gerado pelas 3 leis da robótica do Asimov em uma história como essa

  • Carcosa, the Yellow

    Cara. Excelente piloto. Bem complexo, mas de um jeito q dê pra entender oq mais ou menos tá acontecendo.
    Com certeza veio pra ser sucessora de GoT e talvez até melhor. Pelo menos esse piloto foi melhor q GoT. Narrativamente falando.

    • Natanael Lucas

      O piloto certeza foi um dos melhores do ano, arrisco dizer que foi o melhor, mas pode ser a empolgação do momento. rs

      • Carcosa, the Yellow

        Não é empolgação do momento não. É bom msm.

    • RenanRCV

      O piloto é o melhor da vida. Não tem o que todo piloto tem, a apresentação tim tim por tim tim do que a série quer mostrar. A história “começou do meio” e se vira aí pra entender. Isso é ótimo!

  • Cibela Cerqueira

    eu não etendi nada, mas parece que vai ser bom só acho desnecessário a mania de colocar tanto sexo e gente pelada sem necessidade

    • Kaviedes

      Mas sem isso não é HBO. Como o lema diz: It’s not porn, it’s HBO.

      • Netto Baggins

        E mais: it’s not tv, it’s porn with Emmys.

    • Carlos

      Não entendo o problema que o pessoal tem com sexo. Sexo é NORMAL. NORMAL!!! Tabu mais desnecessário. Como retratar uma realidade sem pessoas que transam? As pessoas transam. Todo dia. Precisam transar. É algo natural, institivo, intrínseco.

      Estranho seria um monte de celibato numa série. Vai dizer que voces nao ficam aguniados que ninguem em TWD se come? O mundo acabou, era pra rolar um suruba por episódio!

      Brincadeiras a parte, não vi nenhum exagero de sexo, só mais do mesmo. E se vc se incomoda com uma besteira dessas, HBO não é o canal certo.

      #nãodestranseostransantes bjs de luz

      • Cibela Cerqueira

        eu assisto e critico se estiver afim senão gosta mude para a coreia do norte[2] eu to pouco me fodendo, só que isso serve para encher linguiça.e é desnecessario em excesso

      • Fabi Alves

        kkkkkk mto incomodada em twd ! alias to pra saber que horas que o glen engravidou a namorada até agora rsrsrs

        • Ricardo Gelatti

          Pode ter sido na farmácia, ou no porão, ou no local onde eles tavam montando guarda hahuhua

          • Fabi Alves

            Kkkkk né

    • Junior Silva

      “só acho desnecessário a mania de colocar tanto sexo e gente pelada sem necessidade”

      Então você deve parar de assistir série da HBO, se o incomoda bastante.

      • Cibela Cerqueira

        eu assisto e critico se estiver afim senão gosta mude para a coreia do norte

        • Robson

          KKKK eu to chocado com a grosseria. Mas é isso mana, pode espernear que a HBO não vai mudar, se ela achar que é importante para a construção das personagens o sexo e a nudez então terá sexo e nudez, quem gostou bate palma, quem não gostou paciência.

          • Cibela Cerqueira

            Isso aí mano velho

        • Paulo Frank

          muda vc pra lá! garanto q lá nao tem HBO e vc nao será “obrigada” a ver sexo na TV

          • Cibela Cerqueira

            Mude você, se você não gosta de críticas e opiniões divergentes, aliás pra que serve esse site é críticos de séries e filmes, não seria muito fácil eu virar e dizer pra que você faz uma crítica do esquadrão suicida se você não gosta de super heróis, mas porque você está falando tão mal desse seriado é só não assisti, mas você não é inteligente o suficiente pra chegar a uma conclusão obvia

    • Mayara

      “só acho desnecessário a mania de colocar tanto sexo e gente pelada sem necessidade”. Sério msm isso? A nudez desse episódio foi TOTALMENTE justificada.

      • Cibela Cerqueira

        é justificou o que?

        • Mayara

          Sugiro que vc assista novamente, já que você mesmo disse q não entendeu nada. Se você for no depósito de uma loja de roupas, vc acha que vai encontrar manequins vestidos ou sem roupa? Ou quando alguém tem que fazer um reparo no manequim (por exemplo um braço quebrado), você acha que esse reparo será feito com o manequim vestido ou sem roupa?

          • Cibela Cerqueira

            Sugiro que guarde para si sua opinião so dei a minha sobre o seriado, e não pedi para ninguém analisar a minha opinião, passar bem.

          • Mayara

            Você fez uma pergunta e eu respondi, depois você reclama que eu respondi sua pergunta? Fica reclamando, dizendo que é a sua opinião e quem não gosta deveria se mudar para Coréia do Norte, mas quando outra pessoa tem uma opinião diferente da sua você diz que: “Sugiro que guarde para si sua opinião”. Mas é cada uma que me aparece viu!

          • Cibela Cerqueira

            já escutou sobre pergunta retórica

          • Mayara

            Eu sei o que é uma pergunta retórica, mas você provavelmente só ouviu falar.

  • Rafa Silveira

    Foi um piloto interessante, mas só serviu pra situar o espectador a respeito do mundo. O enredo em si ficou muito nebuloso. Não vai fugir muito do que o Asimov já fez com o tema, mas teria sido melhor se n tivessem mantido o personagem do Ed Harris tão à parte de tudo, já que, obviamente, a linha narrativa central parte dali.

    • Cibela Cerqueira

      esse ator faz sempre os mesmos papeis ja cansei

    • Netto Baggins

      Concordo que não tem como fugir do que o Asimov fez (afinal ele definiu a robótica em sua essência), mas vc já parou pra pensar que a sacada da série é trazer isso pra um mundo de gente que nunca ouviu falar de Asimov, e muito menos das leis da robótica?

      • Rafa Silveira

        Mas eu n reclamei disso. Sei que é um dos intuitos. Eu reclamei da falta de apresentação de um objetivo no enredo e n só do mundo e seus personagens

        • Cibela Cerqueira

          eu concordo com vc

        • Netto Baggins

          Entendo. Mas vamos tentar ver o episódio como aquilo que ele realmente é: um cartão de visitas, um porta de entrada. Eles conseguiram, em pouco mais de uma hora, apresentar os personagens mais relevantes (ou que aparentam serem), mostrar um futuro sem ser didático nas explicações e ainda deixaram mistérios que instigam um curiosidade, mas que não são essenciais pro andamento do episódio em si. E isso sem pressa. Pq é muito fácil errar em um piloto, ou apressando demais as coisas, ou deixando tudo muito vago. Não é perfeito, claro. Mas é algo muito promissor, com uma possibilidade enorme de lapidação que o torne brilhante. De quantos pilotos podemos falar isso? Poucos, acredito. Sei que eu pretendo continuar acompanhando e espero sinceramente que fique cada vez melhor. 😉

          • Rafa Silveira

            Sério, eu n entendo a necessidade de repetir o que falei com mais palavras. Eu disse que passaram muito tempo apresentando os personagens e vem com textão pra me falar exatamente isso?

            Vou ser um (ainda) mais claro. O episódio foi 95% apresentação de personagens e 5% apresentação de enredo. Só achei que poderia ter sido mais equilibrado

          • Netto Baggins

            E entender o que falei parece ser muito difícil pra vc. Foi mal ter tentado ter uma discussão saudável. É complicado trocar ideias com gente que acha que mais de duas linhas escritas é textão. Num mundo onde as pessoas tem preguiça até de gastar palavras com os outros, vc deveria pelo menos ter achado bacana alguém querer trocar ideia contigo. Em nenhum momento desmereci seus comentários, só tentei lhe mostrar um outro ponto de vista. Agora se vc queria que toda a história da série fosse jogada na cara do espectador no primeiro episódio, talvez seja melhor vc procurar outra coisa pra assistir. No mais, siga em frente, seja feliz e espero que vc tem mais paciência ao lidar com argumentos diferentes do seu. 😉

          • Rafa Silveira

            Eu n iniciei debate. Eu simplesmente disse o que achei do episódio. Vc e mais uns se doeram por minha opinião ir de encontro a de vcs e ficam ai querendo discutir. Se pelo menos n me repetisse como modo de argumentar…
            Por essas que hoje em dia eu comento quase nada por aqui. Tem 30 comentários babando a série pra vcs irem lá trocar ideia, mas escolhem tentar mudar a opinião de alguém que divergiu.
            N to querendo ver ninguém compartilhando a mesma opinião que eu aqui, muito menos fico indo responder o comentário alheio tentando argumentar que eles n deveriam pensar de tal maneira.

            No mais, se vc quer pensar que depois de eu ter sacado que eles vão usar o arquétipo de Pinóquio presente em Inteligência Artificial, com os robôs querendo ter personalidade de vida própria e a mesma premissa de rebelião vista em Eu, Robô, que mesmo assim eu quero que joguem tudo na cara, então eu sinto muito. Realmente fiz bem em não ter interesse em discutir.

            Tem que desenhar pra ver se entende. O enredo se apresentou e depois andou em círculos, muito por conta da narrativa dos NPCs do parque reiniciar todo dia, pra só voltar com o homem de preto tirando o escalpo do índio. N apresentou premissas novas no gênero nem foi muito envolvente. Aliás, muita gente achou foi confuso. Por esses motivos achei superestimada. Em momento nenhum falei que é ruim, disse até que foi interessante, mas parece que vcs entendem “n é essa coca-cola toda” como “é um lixo” e ficam se doendo. “Mimimi, se n acha 10/10 vai ver outra coisa”, plmdds

            Se vc achou o suprassumo da televisão, ótimo pra vc, eu n achei e n fui encher o saco alheio por isso

  • André

    Plot muito interessante,adorei a ambientaçâo Western do parque.
    Super gostei da Dolores,a Evan Rachel Wood é linda além de super talentosa,gostei do Teddy também muito fofo sempre a protegendo…,a grande maioria dos personagens parecem interessantes,mas ja nâo suporto esse tal de Simon por causa do sotaque horrivel dele,nâo sei se era forçado ou ele fala assim msm

  • Fernanda

    Só pra deixar claro que o que fez mesmo Game of Thrones ser tão grandioso foi o público, pois a gente sabe que séries que investem milhões tem ao monte por aí, o que importa realmente é o público se envolver na história, e por isso dá pra esperar sim que Westworld tenha um nível altíssimo e possa se tornar tão poderosa quanto Got. Sou totalmente contra subestimar projetos novos, tudo pode acontecer.

    • Carcosa, the Yellow

      Finalmente alguém com bom senso e visão da realidade.
      “que fez mesmo Game of Thrones ser tão grandioso foi o público”. Falou tudo girl.
      Tanta série melhor por aí, q já passou e q não teve a grandiosidade q merecia.
      GoT é bom, mas a grandiosidade vem do público. Não é q nem uma Community da vida q todo mundo sabe q é boa, mas teve q lutar pra se manter. Ou The Wire q é a melhor série já feita, mas ninguém assistiu pq não tavam preparados pra ela e nunca estarão pq é uma vanguardista filha da mãe.

    • Natanael Lucas

      Exato! A grandiosidade vem com o tempo e com o apreço do público. Super concordo!

    • Junior Silva

      Obras como GOT são raríssimos na cultura POP, é como star wars, harry potter e outros. Aparecer outra série tão grandiosa como GOT vai ser muito difícil, não é algo comum.

  • Matheus Rocha Andrade

    o lado ruim é o parque é altamente controlado, como as tramas vão decorrer sendo limitado constantemente pelo proprio ambiente, mas sei lá, o Nolan é mto bom, e qualidade tecnica nao vai faltar

  • Netto Baggins

    Texto maravilhoso! Parabéns!

    • Natanael Lucas

      Obrigado! 😉

  • Vitor RC

    Muito bom o piloto e a ideia da série! Vou acompanhar com certeza!
    #PoP

  • Ricardo Gelatti

    O homem de preto(mais um?) seria um robô tb?

    • Paola Di Castro

      PSÉ, fiquei em dúvida, pois o teddy(James M.) não conseguiu feri-lo, assim como não pode ferir os humanos, porém em certos momentos ele carecia de uma inocência sobre como o mundo funcionava típica dos androids.

  • Kin Jordan

    Quem acompanhou Person of Interest já viu Jonathan Nolan abordar temas bem semelhantes, mas nos dias atuais (disfarçado de procedural), de forma ímpar. Inclusive vi muito de PoI em Westworld!! Estando na HBO espero uma ousadia ainda maior, e pelo menos a mesma qualidade de sua obra anterior, pois o cara é um dos grandes nomes da ficção científica atual, além de ter um domínio incrível nos quesitos técnicos. Piloto excepcional!

    Ótimo texto Natanael!

    • Natanael Lucas

      Obrigado Kin!

  • Patrícia Marques

    Muito boa a review! Concordo que a série consegue discutir e problematizar várias questões filosóficas. Espero que o grande público curta o projeto.

    • Natanael Lucas

      Obrigado! Tenho grandes esperanças de que o grande público seja conquistado pela trama.

  • Steffi

    Parabéns pelo texto Natanael, muito rico, muito bom!
    A série tem tudo para gerar muita discussão boa, estou ansiosa para o,próximo episódio 🙂

    • Natanael Lucas

      Muito obrigado Steffi! 🙂

  • Cibela Cerqueira

    sera que o americano medio vai assistir tenho minhas duvidas

  • Patrickzzz

    Tinha muito hype nessa série e realmente foi justificado. Esse foi o piloto mais único e interessante que eu vejo há um bom tempo, e agora lendo essa review e vendo por outros ângulos que eu não tinha pensado ficou melhor ainda.

    • Natanael Lucas

      Obrigado! O intuito do texto foi discutir a filosofia da série. Westworld já nasceu sendo um clássico! =)

  • Marcos Aurélio Almeida

    Uma questão interessante, o filme original de 2013 tinha 3 ambientes diferentes (Velho Oeste, Roma Antiga e Idade Média), será que a série em algum momento vai entrar nesta seara? outra coisa alguns colaboradores abaixo, questionam se o Personagem do Pistoleiro de Preto (Ed Harris) seria humano ou robô (ele levou vários tiros e não “morreu”), Parece que o personagem é inspirado no personagem de Yul Brynner, que era o robô que iniciava a rebelião, acho que ele é um robô que conseguiu desativar a programação original.
    Excelente piloto, elenco excepcional, vamos aguardar e esperar que mantenham o pique.

    • Natanael Lucas

      Bem lembrado! Os produtos já deram pistas de que irão explorar outros parques na série, só nao falaram quando. Sobre o homem de preto, acredito que seja um robô pelo fato de ser frio demais e etc.

  • Sthefani Cordeiro

    Adorei o viés filosófico que você deu ao texto. Vivemos uma nova era e as discussões sobre moral e razão estão ganhando novos rumos. Amei o piloto.

  • Mary

    Não me julguem, mas, não ficava tão interessada numa série desde Lost. As mais diversas teorias sobre os andróides naquele parque temático dominam a mente dos espectadores. Impossível não lembrar de Blade Runner e dos Replicantes. Seria o Homem de Preto um andróide rebelde ou um visitante que burlou o sistema?O que Bernie murmurou no ouvido do pai de Dolores antes de deixá-lo no depósito de andróides desativados? É muito mistério!

  • Vini

    “no Time Square”

    “na Times Square”, não?

    Desculpa, fui chato, mas não consegui evitar, rsrsrs!

    • Natanael Lucas

      Exato! rs Já está corrigido. o/

  • Williams

    Que o homem de preto não seja um anfitrião por favor.
    Designar um comportamento maléfico ao extremo a um anfitrião tiraria muito da carga filosófica do personagem, como se alguém tão ruim não pudesse ser humano.
    E a cena em que ele estupra a Dolores foi particularmente brutal, dizer pra mim mesmo que ela era só um ciborgue não atenuou muito o choque

    • Cibela Cerqueira

      Mas aí me pergunto e a boneca inflável de boca aberta é o boneco do boxe. Vamos fazer o código civil dos bonecos? La no Japão então já devem ter robôs. Eu acho que tem que analisar o que ele faz com a esposa

    • Carolina Alvarenga

      Pois eu acho mais legal se ele fosse robô, mas não vai ser na revista da net ele soltou o spoiler que tem vida fora, agora além dos veganos chatos teremos direitos humanos do Android? Tem que analisar o que ele faz com a esposa ou namorada.

  • Carolina Alvarenga

    O ator ed Harris faz sempre o mesmo papel igual o Ray liotta ja encheu o saco

  • Francisco Aguiar

    Série ok, nada demais. Essa baboseira filosófica acerca de um programa de tv foi bem sem noção. Uma série de tv para mim tem que ser única e exclusivamente diversão.

  • Isaque Paz da Silva

    O q o pai de Dolores disse pra ela no ouvido? É q eu acabei me esquecendo e é algo muito importante.

  • Jefferson

    Uau, ótimo texto. Parabéns Natan!

    • Natanael Lucas

      Obrigado! 😉