O bêbado e o cunhado.

Bloody Hell! A britânica Pete está em apenas o seu segundo episódio e já foi motivo de uma bebedeira de Joel (pela primeira vez em Parenthood) e mais outra discussão acalorada entre ele e Julia. Fãs do casal me desculpem, mas até que gostei do jeitão da Pete. Descontraída, não se estressa facilmente, vê intromissão como processo criativo e tem todo um carisma para conversar com os outros, ou melhor Joel. Notei que a Pete é mais velha que Julia e caso realmente venha ocorrer um flerte, uma paquera ou quem sabe mesmo algo mais sério, interessante em ver esse lado em quebrar o paradigma de que homem apenas trai com mulheres mais novas.

Esse episódio foi muito bem escrito e desenvolvido. Tivemos várias storylines, todas diferentes, mas com pequenas pontes para se contextualizarem. Kristina e Max; Amber, Ryan e Sarah; Camille e Zeek, Julia, Pete e Joel; Adam, Crosby e a banda. Voltamos a ter foco em Max (o que é sempre agradável), a relação Sarah e Ryan foi destrinchada mais a fundo, a pedra chamada Pete começou a incomodar e o esgotamento de Camille em relação a Zeek parece estar chegando a um fim. Foi um episódio mais dramático, com pouquíssimas cenas cômicas, mas que apenas acrescentou a série. Um brinde a “Let`s Be Mad Together”.

Ao som de Bee Gees, Joel foi quem se esbaldou na bebida, e meus amigos, as cenas entre ele e Crosby diria que foi um dos melhores momentos do episódio. Nunca vimos Joel sendo irresponsável e foi totalmente inesperado encontrá-lo bêbado em um supermercado. Pra te falar a verdade, Crosby teve que dar a indireta sobre Joel estar bem para eu perceber que havia algo de errado com ele. Um típico men talk, ou momento entre os caras ocorreu logo depois, e talvez também seja a primeira conversa franca entre Joel e algum de seus cunhados. Engraçado essa troca de situações entre os dois, afinal, esperamos disso de Crosby, mas do responsável Joel? Acho que nunca.

Tivemos uma folga da campanha eleitoral de Kristina, e fomos introduzidos 100% de volta para a sua vida pessoal. Max está gostando e levando a sério a fotografia, mas quem está profundamente irritado são os seus colegas de escola. Legal o incentivo de Hank com Max, não o deixando levar pelo o que os outros pensam, o encorajando a continuar a persuadir a fotografia mesmo sem a autorização dos fotografados, mas pelos lasers saindo dos olhos de Kristina podemos perceber que nem tudo eram flores. Ela começou em uma posição em relação à fotografia não autorizada de Max, mas terminou em outra. Não sei se foi ironia dela em comparar Hank Rizzoli com Annie Leibovitz, mas as poucas palavras que Hank lhe disse a fez defender Max e não engolir desculpas do professor e da diretoria. Porém como Kristina mesmo afirmou, a vida não é justa e quanto mais ficamos velhos, mais temos que nos acostumar com isso.

Uma pergunta que não consigo responder é o que a Sarah está fazendo da vida. Até agora não entendi onde ela está morando, no que está trabalhando ou se o seu trabalho atualmente é ser síndica/ zeladora do prédio. Me perdi quando ela saiu da casa do Mark Cyr. Não sei se já sofro de perda de memória ou se a culpa é por Parenthood ter encerrado a temporada anterior bem antes que o normal, mas para mim fazia muito mais sentido ela ter voltado para as casa dos pais. Independente na moradia, também não entendi esse novo emprego dela. Foi mostrado ela conseguindo esse novo emprego? Peço desculpas leitores se sim, mas não me recordo. Em termos de histórias, acho que iria render muito mais ela ir morar com Amber e Ryan, ou alguns de seus irmãos ou até mesmo na casa de seus pais do que ir morar sozinha. E storyline bem morna essa com o seu vizinho, que ainda não memorizei o nome. Química ali, definitivamente ainda não existe.

A banda Ashes of Rome ressurgiu nas mãos do Luncheonette. Talvez a decisão de Adam acabe tornando-se uma sábia jogada, mas musicalmente, foi Cros que teve puxar o freio do ego do vocalista e da banda e dar um basta com os recursos que a tecnologia e o auto-tune trazem e levá-los de volta ao básico (palmas para o sem papas na língua Crosby em chamar o vocalista de irritante. Genial!). Já o teimoso Zeek mostrou-se extremamente sábio e conseguiu contornar a situação com a habilidade de um mestre, e mesmo sem ter feito quase nada, fez Julia virar o centro das atenções na conversa entre os dois e tirou o holofote em cima de si. Me surpreendi como Camille estava abatida e esgotada com essa situação da casa enquanto Zeek continua tranquilo, mas como ela mesma constatou, anos de repreensão não fazem nada bem a voz. Uma separação temporária entre os dois seria extremamente interessante em ser abordada, ou Camille decidir viajar sozinha por uns tempos e mostrar como ficaria a situação entre Zeek e os seus filhos.

O episódio marcou 3.96 milhões de telespectadores e 1.3 na demo. A série continua mal na audiência e para poder entrar em uma zona mais confortável, deveria marcar pelo menos 1.7. Scandal registrou 3.0 enquanto Elementary marcou 1.8.

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