A mágica voltou.

Spoilers Abaixo:

É com alegria sem tamanho que começo os comentários sobre a 2ª temporada de Once Upon a Time, a série mais subestimada da Fall Season passada, que se tornou a mais esperada pelo público a partir desse ano. A comoção geral com qualquer material de divulgação da série é a prova cabal de que OUAT conquistou um espaço definitivo na watchlist e no coração de muita gente.

Diante de tantas expectativas a série não fez feio. Essa Season Premiere é digna de adjetivos como excelente, perfeita, sensacional, fantástica, fodástica. Tudo isso junto. Inclusive porque estava todo mundo curioso demais para saber como os roteiristas lidariam com a história depois da quebra da maldição que atingiu “Far Far Away”. Lembro de que o comentário geral era de que “não dava para imaginar qual seria a saída” e que “não havia trama para mais de uma temporada”. Como não? Está tudo aí. Bastava ser paciente e roer as unhas durante alguns meses para descobrir.

Como a curiosidade maior era ver o reencontro de Emma com os pais, o episódio começa praticamente daí. Confesso que dei uma de chorona com a emoção transmitida por Maria Margarete e Charming. Só parei quando Henry chega e solta um “e aí vovô” para um homem que não passa dos 30 anos. Impressionante como fomos envolvidos na alegria desse momento tão surreal, com Red e vovó, os sete anões (que continuam não sendo anões) e tudo o mais.

A reação de Emma foi a mais natural possível. Não dava para esperar que uma pessoa como ela, tão direta e sem frescuras, virasse uma princesinha indefesa chorando como bebê. Gostei de ver os questionamentos dela sobre a maldição, sobre ter sido afastada da família e também o modo como ela se transforma numa líder.

Parece natural que deixassem Regina ser morta pela turba enlouquecida, mas até a Rainha Má Megaevil ganhou a piedade dessa família. Muito bom o momento em que ela vai toda confiante usar sua mágica e nada acontece, mas muito melhor são as piadinhas internas sobre quem é, afinal, Dr. Baleia. Todo mundo quer saber, roteiristas. Charming incluso.

Cheguei a cogitar uma mudança de comportamento para Mr. Gold, mas ele não está muito disposto a deixar seu lado Rumples de lado.  Nem mesmo por Belle, que continua tendo fé de que pode mudar esse monstro. Mas o que deu medo mesmo foi o Dementador ou sugador de almas. Incrível como o cenário de Chroma Key permanece igual em qualidade (ou falta de), mas o Dementador e outros efeitos do episódio estavam ótimos.

Um grande twist foi a nova dinâmica estabelecida na linha temporal. Antes tínhamos flashbacks e agora estamos vendo o tempo presente em “Far Far Away”. Excelente jogada que vai acrescentar imensas doses de aventura à série. A surpresa veio apenas no final, quando Emma e Snow aparecem na parte que ficou de fora da maldição, pelo menos ‘fora’ no sentido de não ter sido completamente destruída, porque o congelamento de tempo também os atingiu.

Como ‘A Bela Adormecida’ sempre foi minha história favorita, fiquei literalmente encantada com a utilização dos personagens, inserindo o despertar de Aurora com a quebra da maldição em Storybrooke. Só que a coisa foi ainda melhor, com direito a Mulan apaixonada pelo príncipe Felipe e Dementador para mostrar que aquela terra não foi destruída, mas está devastada. Criei a teoria de que a alma de Felipe será devolvida em algum momento, só não sei como. Não tenho pressa, desde que aconteça.

Com Regina marcada para ser destruída, voltamos a ver o chapéu mágico de Jefferson e, é claro, ele trouxe mais novidades. Muito mais do que ser um portal e sugar Emma e Snow, o chapéu mostra que a mágica está toda em Emma. Se ela não tocasse Regina nada teria acontecido, lembrando o porquê de Jefferson tê-la sequestrado, insistindo que fizesse o chapéu funcionar.

Depois de tudo o que aconteceu, Regina continua sem entender que suas maldades não a ajudam em nada e Henry deixa isso bem claro. Aliás, não é que eu goste de ver todo mundo separado de novo, mas gostei de ver que Charming e Henry vão ter alguma convivência na série. Também espero muita coisa boa da jornada de Emma e Snow.

Mas é claro que não posso deixar de fora a grande especulação do momento. Afinal, quem é o homem que recebe um pombo correio com a palavra “Broken”? Quem é essa cara que precisa ser avisado de que a maldição foi quebrada e que Storybrooke está aberta a forasteiros? Será Bael, o filho de Rumples? Será o pai de Henry? Ou seriam os dois numa única pessoa? Podemos fazer quantas conjecturas quisermos. A verdade em Once Upon a Time é sempre surpreendente.

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