A pergunta que não quer calar: quem Oliver Queen mais ama?
Se nos dois últimos episódios as opiniões estavam divididas, neste dificilmente os fãs se decepcionaram. “Streets of Fire” foi ótimo e deixou gosto de quero mais.
O ritmo contínuo do episódio agradou não só pela sequência de boas surpresas, mas pelo timing perfeito nos cortes das cenas. A dinâmica apresentada me deixou meio bobo e no final dos quase 45 minutos fiquei me perguntando: já acabou? Volto a dizer que ter um season finale dividido em três partes foi uma ótima jogada da série. Ter a história contada dessa forma nos carrega em um clima de ascensão até o climax do finale.
Como falei no fim da review passada, essa semana nós retomamos de onde paramos: Oliver e Laurel semi-soterrados, Felicity na van da equipe e Diggle sendo atacado pela Formiga Atômica… Digo, pela Isabel Rochev. A saída de Oliver para não enfrentar um punhado de miracurados acabou que deu certo, porém quase custou a vida dele e de Laurel. Não pareceu uma solução muito inteligente, a não ser que consideremos que morrer esmagado seja melhor que espancado até a morte por super soldados – no fim deve ser a mesma coisa – mas que opção ele tinha? Já a luta entre o Dig e a Isabel Miracurada me agradou bastante. A coreografia foi muito bem elaborada e o desfecho melhor ainda. Ver a Sta Smoak atropelar a cabeçuda rendeu ótimas gargalhadas.
De início pensei que o desenvolvimento do plot de Lian Yu seria anticlimático para o season finale, mas aparentemente estava errado. De alguma forma nós teríamos que saber como se desenvolveram os últimos momentos de Slade e Oliver na ilha e não fiquei incomodado com a inserção dos flashbacks, que pareceram servir de pausa para tomarmos um folego e voltarmos para Starling City.
Poderíamos deixar para discutir isso um pouco a frente na review, porém meu cérebro está sendo martelado com uma pergunta e preciso passá-la a frente. Quem Oliver Queen mais ama? A resposta que me veio a mente foi “Starling City”, mas a cidade não é “quem” é “o que”, então descartei essa resposta tão rápido ela me surgiu. Seria muito clichê pensar em Laurel? Slade conhece a história dos dois, por conta da convivência na ilha, e não sei se ele consideraria um pentágono amoroso (Oliver, Shado, Sara, Slade e Laurel; – nerd mode on – se considerarmos todo mundo que teve um envolvimento amoroso com o Sr. Queen em um diagrama teremos a representação de uma molécula aromática – nerd mode off- ). Thea? A única parente viva (tirando o filho que ele não sabe que existe). Acho que não. É claro que o amor de irmão é forte, mas não consigo pensar na Cházinha como alvo do Deathstroke. Havia citado que Sara estava na mira do Deathstroke e seguindo o mesmo raciocínio, o de que ele a escolheu ao invés de Shado… Enfim, pode ser que estou viajando demais, só penso que os roteiristas não deixariam uma informação como essa para nada. A pista nos foi dada e só consigo seguir esse rastro.
O retorno de Sara até que foi legalzinho e as sessões no grupo dos AA estão fazendo tão bem para a Laurel que a moça assumiu de vez o papel de palestrante motivacional. Clichês a parte, não há nada mais heroico do que salvar uma criança de um incêndio. Se computássemos quantas vezes essa cena foi utilizada em uma história sobre heróis, acho que teríamos no mínimo uns dois resgates por personagem. O intuito aqui foi para a autoafirmação da Canário. O conflito interno de Sara é compreensível, já que de assassina a moça deve migrar para salvadoras de vidas, então o recurso é válido. Foi legal o codinome da heroína ter sido utilizado. Não sei o que a aguarda no último episódio da temporada, sei que a torcida para que a moça morra continua na maioria dos fãs que eu converso. Não sei se posso apontar como consenso geral, porém eu mesmo acho que ela está sobrando na trama.
Fiquei surpreso com o desenvolvimento do Blood. Não entendi nada sobre o que tentaram fazer com o personagem. Aquele lance dele tentar bancar o bonzinho no final não funcionou muito bem. Primeiro os roteiristas pintam um cara que não mede consequências para atingir os objetivos. Mata inocentes em experiências com o mirakuru. Mata a própria mãe. Sacrifica comandados para ocultar a identidade e entrega a cidade para um esquizofrênico sair tocando o terror, para depois dar uma de inocente e falar que agiu pensando no melhor para a cidade? Se por acaso entregar a cura do mirakuru para o Arqueiro foi alguma tentativa de redenção, então não funcionou. Na verdade até me incomodou um pouco. Conversando com o Isaque “The Teacher” Criscuolo, chegamos à conclusão que a manutenção do personagem seria interessante para a terceira temporada, só os roteiristas que não acharam e mandaram a Isabel dar cabo dele. Isso me fez pensar que poderemos sim ter Oliver como prefeito de Starling City no futuro, mas aí já é conversa futura.
A reação de Thea ao encontrar com Malcom foi bem realista na minha opinião. O misto de se ver um fantasma com o repúdio gerado pela imagem que a moça tem do pai biológico. Não tem bagunça melhor que essa na série. Se ela simplesmente desse a mão para o Arqueiro Negro e fugisse satisfeita teriam estragado tudo. O Merlyn é um reforço bem-vindo na guerra contra Slade e não canso de torcer para que Thea se torne sua aprendiz. Acredito que a moça atirou no mirakurado que era oponente de seu salvador e não no cara de preto. Agora para ter certeza…

Que paradinha é essa?
Teve alguém que assistiu ao fim do episódio e não lembrou do Batman de Nolan? Starling City sitiada pela ARGUS me lembrou exatamente a Gotham comandada por Bane no último filme da trilogia. Eu gostei bastante. Acho que passa a impressão de uma arena de batalha quando se define o perímetro onde acontecerá a luta. Pensei que Amanda colocaria o Esquadrão em campo, só que os planos da comandante é explodir a cidade. Uma reação exagerada em minha opinião, mas os métodos extremos da agência não podem ser questionados. Isso só agrega a tensão do próximo episódio, portanto é bem-vindo a trama visto que se não fosse a pressão extra, Oliver não teria testado a cura para o mirakuro em Roy. Gostaria de ver Arlequina em ação até o fim da temporada, mas parece que não será dessa vez.
Por fim, “Streets of Fire” entregou o que prometeu. A crescente do ritmo chega a seu apogeu no próximo episódio e a season finale promete explodir mentes. O desenvolvimento final não poderá ser diferente do embate entre Oliver e Slade, não citarei os pequenos spoilers dados na promo do episódio, então resta apenas dizer que a ansiedade me dominará até quarta-feira da semana que vem.
ps1: Palmas para Quentin que retorna ao cargo de detetive. E com moral.
ps2: Juro que esperei Sara descer com a menininha por um pano preto.
ps3: Eu acho que a cura do mirakuro não inibirá totalmente os efeitos do soro. Acredito que o tornará menos efetivo e o injetado mais vulnerável. O que permitirá que Roy se controle por exemplo. No caso de Slade ser atingido pela cura, esta apagaria a Shado fantasma que o assombra e permitiria que o cara raciocinasse direito, traria a tona um arrependimento profundo. Um final de temporada com o Deathstroke repensando seus atos, seria melhor que com um Dethstroke morto, em minha opinião.
P.S.4. R.I.P. Comadre Sebastiana! By Isaque Criscuolo














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