Agents of S.H.I.E.L.D. trouxe toda a carga da trama dos androides para Hot Potato Soup.
Interessante também que o time de Agents of S.H.I.E.L.D. decidiu trazer de volta os irmãos Koenig, grande precursores da teoria da existência de LMD’s no mundo da Marvel na televisão, para deixar o episódio ainda mais interessante. Mesmo que eles não sejam robôs, talvez clones (?), me diverti muito com a inclusão deles, além da irmã, dentro da trama. Apesar de emergencial, como tudo que Agents faz, o fato da série ainda se mostrar disposta a rir de si mesma é algo louvável. Desde que entramos nesta quarta temporada, permeada pelo tom sombrio (quase inexistente) do novo horário de exibição da série, a saída lenta de um humor mais despretensioso denotou o tom que a produção iria desenvolver. Essa pequena pausa, se é que podemos chamar de pausa, ajudou a respirar um pouco e lembrar de um período menos sombrio.
E dentro deste mundo de consequências graves, é válido ver que os roteiristas estão interessados em manter uma tonalidade menos cáustica e mais leve. Foram vários momentos engraçados, todos centralizados nos Koenig, mas que não forçaram um desvio dentro da trama. Ao contrário, o que tivemos foram mais informações, incluindo a respeito do passado dessas figuras tão pitorescas e que não conseguem se identificar. Eu ainda fico com clones, mais agora do que antes.
Não podemos nos esquecer, principalmente, do grande avanço que a trama ofereceu a nos apresentar ao possível líder dos Watchdogs. A imagem do Superior também foi interessante, principalmente por sua visão de que Coulson é o grande problema. A conexão do antigo diretor da S.H.I.E.L.D. com praticamente todos os grandiosos eventos do universo cinematográfico da Marvel foi o que conferiu para Clark Gregg o status de ícone adorado pelos fãs da Casa das Ideias, hoje será o que, mais uma vez, irá colocar a vida de seu personagem em xeque. Sem mencionar que escolher um ator como Zach McGowan para interpretar um possível grande vilão da temporada é uma escolha para lá de acertada.

Também foi graças a Hot Potato Soup que nos aprofundamos um pouco mais na psique de Radcliffe. O personagem, apesar de não desejar a tortura ao agente Koenig, não se importa com nenhum outro tipo de violência. Falta uma empatia muito grande para o personagem e esse comportamento explica, também, a sua motivação. Acontece que existem ferimentos que vão além da carne. A violência que ele impõe sobre a May, ambas, assim como o que sua versão robótica fez com Fitz neste episódio, mostra que o personagem poderá ser bem mais perigoso do que aparenta. Ao mesmo tempo em que Radcliffe demanda que o cativo Koenig não seja ferido, mas entra em sua mente para atingir seu objetivo, ou direciona para a May LMD que ela não foi construída para durar, estamos acompanhando o desenvolvimento de um homem que não poderá ser considerado com alguém que meramente desviou do caminho. Radcliffe já adotou sua postura de vilão.
Entretanto, essa cicatriz que o LMD Radcliffe abriu dentro do Fitz soa extremamente convencional para o roteiro, que já teve três anos para desenvolver a história secundária de seus coadjuvantes, mas que pela segunda vez optou por fazê-lo abruptamente. Da mesma maneira que Mack teve uma filha retirada do nada para alimentar sua trama com Yo Yo, Fitz recebeu um pai ausente que nunca antes havia sido mencionado. Este comportamento do roteiro mostra que até mesmo as produções com grande desenvolvimento de personagens podem terminar se esquecendo de impor peças chave para seus queridinhos.
Este problema é algo recorrente a Agents of S.H.I.E.L.D. A série sempre prezou por um ritmo muito impessoal para suas histórias. Tirando Daysi, Coulson e May, quase não tivemos acesso ao passado destes personagens. Apesar de ter recebido uma oportunidade na temporada passada, a história usada pelo roteiro para dar uma motivação para Fitz e também Mack não veio de uma lenta progressão. Soa forçado e até mesmo um pouco desnecessário. Mesmo que ‘Fitz’ tenha um significado que se conecta com a temática, a palavra ‘Fitz’ significa ‘filho de…’, usualmente vinda do complemento do nome do pai, aqui inexistente, nem mesmo essa conexão consegue tirar a impressão de que existiram momentos oportunos no passado para pelo menos levantar o assunto.
Agents of S.H.I.E.L.D. continua seu ótimo trabalho de expansão da temática de LMD, com episódios cada vez melhores. Hot Potato Soup então funciona como um episódio de transição dentro da já elaborada quarta temporada da série. O capítulo entrega um reforço para a motivação do inimigo, dando de presente para ele a arma para ajudá-lo a concluir seus objetivos e também começa uma pequena limpeza em algumas tramas menores, mas já levantando novas problemáticas para os próximos episódios. E de uma coisa não posso reclamar, o ritmo da série está melhor do que nunca.
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Easter eggs e outras informações em Hot Potato Soup
– Interessante o Superior achar que Coulson é uma lenda urbana, o personagem está, afinal, morto para o resto do mundo.
– Existe, por aí, uma fanfic da Quake com a Viúva Negra em que o nome shipp das duas é ‘Quack’. Meta, muito meta mesmo.
– Ivanov, o nome do Superior, não faz menção a nenhum personagem da Marvel nos quadrinhos.
– May e Phil finalmente se beijaram e seguindo o mantra das séries com a assinatura Whedon, o casal terminou antes mesmo de começar. Na verdade nunca começou, aquela nem é a May. Mas e se a May verdadeira morrer? Lembro que em Angel a Fred teve destino similar. Vamos observar.
– Agora eu quero beber vodka e cheira cebola. Quem topa?
– E claro, várias referências a Star Wars.















