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The Fosters 1×09/10: Vigil/I Do (Summer Finale)

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The Fosters 1×09/10: Vigil/I Do (Summer Finale)

“DNA não faz uma família. Amor faz.”

E The Fosters consegue – mais uma vez – se superar e entrega dois episódios emocionantes, mesmo assim, já sofro por antecipação com o momento em que a qualidade da série irá cair. Para nossa alegria, a ABC Family pediu uma temporada completa e torço para que o nível de qualidade até aqui apresentado, se mantenha nos próximos episódios a partir de janeiro de 2014. Mas é uma missão difícil para a emissora, vide a atual fase de PLL. Não quero compará-la com uma série veterana, mas seria muito pedir que a equipe criativa por trás de The Fosters tenha na segunda metade da temporada o mesmo cuidado que teve nestes 10 episódios iniciais?!

1×09: Vigil

Deixando as ansiedades de lado, soubemos o que aconteceu dentro daquela casa e o destino dos 5 tiros. E como ninguém estaria comovido com um Mike ferido, a vítima do primeiro disparo foi a pobre Stef. Como previsto, o namorado de Ana foi morto. Aliás, descobrimos nas memórias de Stef – ao fim do episódio – que ele foi praticamente exterminado com 3 balas no peito. Só não entendo como uma desequilibrada Ana viu a tudo em silêncio e ainda foi passear pra pegar uma grana com o filho.

A verdade é que não dá mais para detestar o Mike, afinal ele carrega muitas cicatrizes de sua luta contra o alcoolismo. Senti profunda pena dele no flashback em que Stef sai do armário, se ser trocado por outro homem é ruim, ser trocado por outra mulher deve ser péssimo. Agora, se coloque no lugar dele, matar um homem, ver a mulher que ama à beira da morte e a investigação interna da polícia. Só restou pra ele fugir para a bebida e conseguir o desprezo do filho pra completar o efeito dominó. Ouvir do próprio filho que ele está cheio de você foi um momento tenso no hospital.

Falando de momentos marcantes: “So don’t be a jackass” foi a frase dita mais lindamente pela Callie até agora, deixando Brandon sem qualquer argumento para sua agressividade com os irmãos. Mas, agora que estávamos gostando da química entre Wyatt e Callie, ele meio que desiste da garota? Me pareceu um tanto injusto o fato dele não lutar por ela, embora ele tenha notado os olhares apaixonados entre ela e Brandon. Replay na expressão “decidida” da Callie andando pelo corredor do hospital, disposta a se declarar até ser interrompida com a chegada de Talya. Assim, Callie deve abrir seu coração na summer finale.

Descobrimos que Jude estava na casa de Connor no último episódio, e eis que o rapazinho vem ao encontro de sua família no meio da noite. Bem justificado ele desejar estar perto de sua “família” neste momento, uma vez que soubemos de que maneira ele e Callie acabaram no sistema Foster de adoção. Bonitinho ele confortando a Lena no hospital. E por falar nela, que bela interpretação de Sherri Saum, o olhar desesperado de Lena e a sua dificuldade em perdoar os gêmeos foram palpáveis. Sem contar os ótimos flashbacks de quando ela e Stef se conheceram há mais de 10 anos.

Mariana continuou a sua evolução como personagem. A cena da reconciliação com Lena tinha um peso emocional muito grande e nos entregou emoções sinceras. Outro momento de lágrimas que vale relembrar ocorreu na primeira metade do episódio, quando Mariana lê os versos no quadro que ela e Jesus ganharam na adoção. Só não é possível entender o que se passa na cabeça de Jesus nestes momentos de emoção. Tenho a impressão que o ator é limitado e está lá pra fazer cara de “James Dean wannabe” e tentar arrancar suspiros de suas fãs que o assistiam com a Selena Gomez na Disney. É esperar pra ver o que os roteiristas tem reservado para o crescimento deste personagem e, consequentemente, da atuação de Jake T. Austin daqui pra frente.

Chegou o momento que Lena tanto esperava e não teve relação com a cirurgia da Stef para retirada da bala – que não ocorreu. Após uma bela declaração de amor em forma de flashback, com uma voz falhada pós-cirúrgica, Stef pede Lena em casamento. Agora Lena tem que ligar pra Gretchen – que deve estar num jatinho com seu amigo Timberlake – e agradecer pelo empurrãozinho.

Ps. Senti falta dos pais da Stef. Ela no hospital quase morrendo e nenhum dos dois apareceu, me enganei achando que iriam ao menos aproveitar a oportunidade e mostrar a mãe de Stef. Fica para o próximo episódio.

Pps. Gostei do realismo daquele hospital com gente no meio do corredor e espera para a liberação do quarto para o paciente.

1×10: I Do

Chegamos ao Summer finale dessa série, que chegou sem pretensão de virar hit, mas que aos poucos foi conquistando os telespectadores com seus dramas tão bem trabalhados e abordando temas polêmicos com um realismo louvável. Vou ceder aos comentários aqui do SM e dar a The Fosters o título de “Delícia da Summer Season”.

O episódio girou em torno do casamento de Stef e Lena e, apesar de achá-lo um pouco acelerado, ele conseguiu encerrar com dignidade a primeira metade da temporada. Vale pontuar que com esse episódio, a série atingiu o seu pico de audiência, ultrapassando pela primeira vez a casa de 2 milhões de telespectadores.

Faltou um pouco de realismo quando Jesus recusou a danadinha da Lexi. Por mais que o sexo tenha criado grandes problemas em suas famílias, um adolescente com os hormônios à flor da pele e camisinhas cedidas pelas mães dificilmente dispensaria uma transa com a namorada. Mas enfim, nada como uma “abuela” doente em Honduras para resolver o problema da família de Lexi com a imigração. Queria ter visto mais deles neste episódio, já que eles não voltarão tão cedo para a California. Hasta la vista Riveras.

Como um casamento reúne muitos familiares e amigos, finalmente conhecemos a mãe de Stef, Sharon e o pai de Lena, Stewart. Infelizmente, tivemos pouco tempo de interação familiar, mas foi o suficiente para querer ver mais da Sharon. Ela representa muito bem o tipo de mulher que se liberta após o divórcio. Adorei a interação dela com o ex-marido Frank e a sua discussão com a ótima Dana sobre os arranjos florais. The Fosters preenche suas histórias com excelentes personagens recorrentes, sem contar que eles estão sempre bem interpretados. Parabéns à direção de elenco!

Se no episódio passado, Sherri Saum mandou bem, dessa vez o destaque fica para Teri Polo, que mostrou o seu melhor momento como atriz. Não achei que uma ida à casa do pai teria aquela intensidade emocional, fiquei com a mesma cara de Frank. Sem reação. Vale a pena rever essa cena. Esses momentos de estresse que Stef e Lena estavam passando às vésperas do casamento acabaram como de qualquer casal, na cama.

As cenas do casamento foram bem dinâmicas, leves e com a dose certa de emoção que a ocasião pedia. Que bom que Lena aceitou se casar com a policial Stefanie, afinal a cicatriz e a bala estarão lá para lembrá-la do risco da profissão. Elas não podem se esquecer também de que ambas poderão ser atingidas por uma parte da sociedade que não aceita essa união. Como Frank, que não ter apareceu no casamento da filha, uma pena. O casamento teve direito até a discurso das sogras. Enfim, belos votos proferidos, as noivas se beijam e tivemos até a dança familiar ao som da ótima “Same Love” do hiteiro da vez Macklemore. Felizes para sempre?!

Elogiar a Callie tem sido muito fácil até aqui. Dessa vez, o desenrolar do caso de Liam faz Callie passar por um grande conflito. Incrível como Maia Mitchell coloca sua alma na personagem. Callie escolhe dizer a verdade ao júri sobre o estupro, mesmo sabendo que o pedófilo ficaria livre. Ela nos emociona e não abre mão da única coisa que possui, a verdade. Ao menos ela conseguiu demonstrar uma firmeza de caráter que a torna parte dessa família, e todos aprovam a adoção dela e de Jude. Sorte do cara da assistência social, são dois a menos para ele se preocupar.

Chegou a hora de falar do momento mais esperado do episódio, Branllie. Apesar de Brandon ter voltado com Talya, o coração dele treme ainda mais quando Callie está num vestido de festa, como na Quinceañera. E depois de uma declaração “Você sempre acreditou em mim” e “Você merece ser feliz”, o beijo finalmente aconteceu. Claro que tinha alguém vendo tudo atrás da moita, e embora o roteiro tenha nos feito pensar que seria Talya, eis que surge um irmãozinho de Callie que ainda não conhecíamos. Jude se revoltou mesmo, e ele tinha certa razão. Logo agora que encontraram uma família que os aceitou, Callie os coloca em risco por causa de seus sentimentos?! Isso abalou completamente a Callie.

Na calada da noite, Callie resolve acompanhar Wyatt em sua mudança para Indiana. Afinal, a ficha dela no programa Foster deve ter poucas ocorrências, né? Será que uma fuga não irá prejudicar o Jude para a sua adoção? Acho que não adianta um suspiro de despedida para o Brandon. Agora, a pergunta que não quer calar: Por que ir para um lugar tão longe? São 3.000 quilômetros de distância! Tomara que os roteiristas tenham um bom plano para 2014, que justifique essa atitude precipitada de uma personagem tão querida.

O balanço dessa primeira parte da temporada é mais do que positivo. A série conseguiu tratar com maestria o desenvolvimento de suas tramas e conquistar o seu espaço junto ao público. Se tornou a segunda série da ABCF em demo qualificada – atrás apenas de Pretty Little Liars – e acaba de vencer o prêmio de Série Revelação no Teen Choice Awards – entendo que o prêmio não é relevante e a qualidade da concorrência era questionável (The Mindy Project, The Carrie Diaries, Baby Daddy e Arrow). Mas sejamos otimistas em relação à continuidade dessa temporada. Daqui a seis meses, The Fosters continuará a nos surpreender.